Caros amigos,
Recebi um e-mail da Carla, uma leitora e colaboradora do meu blog, que também possui um blog sobre diabetes. Ela pede ajuda a uma estudante portuguesa que está desenvolvendo um projeto para auxiliar portadores de diabetes.
Peço a todos os amigos leitores que divulguem esta informação e ajudem a Mariana, para que os diabéticos e seus familiares tenham uma melhor qualidade de vida. OBRIGADO.
"Olá Pessoal! Recebi um comentário no meu blog (http://www.reccomecar.blogspot.com/) que pede para crianças, adolescentes e adultos com diabetes tipo 1 responda um questionário. A Mariana é de Portugal e necessita de ajuda em seu trabalho. Vamos colaborar para que pessoas com diabetes tenha uma qualidade de vida melhor. Segue o pedido. Conto com vocês.
"Mariana deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Novos resultados com o uso do pâncreas artificial ...":
Boa tarde,
Estou a fazer a minha Dissertação, no âmbito do Curso de Mestrado em Design Industrial na Faculdade de Engenharia do Porto – Portugal, na área de Diabetes do tipo 1. O objectivo seria criar um dispositivo com uma ligação e afeição com o diabético e para um melhor controlo da Diabetes. Para que seja um desenvolvimento credivel e que crie satisfação ao diabético, estou a realizar uns questionários, um dirigido a adultos e adolescentes e outro para crianças.
Link de acesso:
Questionário sobre Dispositivos Médicos usados na terapêutica da Diabetes Mellitus tipo I – Dirigido a Diabéticos tipo I (Crianças) – Para o preencher, vá a: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dGMxTmtoSWl3X1c5Z3V1ZTBsVE01UWc6MQ
Encontrei o seu blog e pensei que poderia ser uma forma de divulgação dos questionários. Se quiser colaborar neste estudo, poderia divulgar no seu blog.
Agradeço a sua atenção e disponibilidade."
Dr. Leonardo Messa
Dr. Leonardo Messa
Um Novo Conceito em Saúde
terça-feira, 24 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Médicos fazem campanha contra excesso de exames
Em um ato contra o excesso de exames e o sobrediagnóstico, nove sociedades médicas americanas lançaram uma lista com 45 testes que deveriam ser pedidos com menor frequência. As recomendações são dirigidas também aos pacientes, para que questionem seus médicos.
Outras oito comissões de especialistas também se preparam para anunciar suas listas de procedimentos que devem ser menos frequentes.
A mudança representa um reconhecimento por parte dos médicos de que muitos testes e procedimentos rentáveis são realizados de forma desnecessária e podem prejudicar os pacientes.
Segundo Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família, é importante que as pessoas saibam que o excesso de exames traz mais problemas do que benefícios.
"Muitos acabam descobrindo e tratando doenças desnecessariamente para que a redução da mortalidade seja só um pouquinho maior. Sem contar os falsos-positivos de câncer", afirma.
Essa mudança de opinião nos EUA também reflete alterações nos planos de de saúde, que estão tentando reduzir incentivos financeiros para os médicos pedirem mais exames e procedimentos.
TESTES DEMAIS? Campanha de médicos americanos lista procedimentos e exames que têm sido prescritos em excesso
GASTOS
Tratamentos desnecessários são uma importante fonte de gastos entre as despesas médicas nos EUA.
"Mas o sistema privado de lá não é muito diferente da situação no Brasil. Aqui também há excesso de especialistas e exagero de exames e intervenções", diz Gusso.
A campanha das sociedades médicas foi batizada de "Choosing Wisely" (escolhendo sabiamente).
A lista de exames inclui recomendações para procedimentos rotineiros, como eletrocardiogramas, hoje feitos mesmo quando não há sinal de problemas cardíacos, e ressonâncias magnéticas.
O American College of Radiology solicitou que os radiologistas não realizem exames de imagem em pacientes com uma simples dor de cabeça. Até os oncologistas estão recebendo a recomendação de pedir menos exames em pacientes com câncer de mama ou de próstata em estágio inicial com poucas chances de metástase.
"O uso excessivo de cuidados representa uma das mais sérias crises na medicina norte-americana", afirma Lawrence Smith, chefe do North Shore-Long Island Jewish Health System, em Nova York. "Muitos pensaram que as organizações mais resistentes seriam as sociedades de especialistas, então essa é uma mensagem importante."
DIFICULDADES
Em 2009, novas diretrizes para mamografias nos EUA recomendavam que as mulheres fizessem o exame com menos frequência, o que trouxe medo entre as pacientes sobre o aumento do controle do governo sobre decisões relacionadas à saúde e limitações ao tratamento.
"Infelizmente, as pessoas preferem o exagero, mesmo que tenham um prejuízo por causa de um tratamento sem necessidade", diz Gusso. "Não é por causa dos exames que elas vão viver mais. Alimentação saudável, atividade física e parar de fumar são mais importantes."
Os médicos, por sua vez, muitas vezes não seguem as diretrizes. Segundo Gusso, como o tempo das consultas é curto, o médico logo pede um exame e o paciente sai mais satisfeito.
"As pessoas acham que o dinheiro gasto com o convênio só vale a pena se usarem ao máximo. Mas deveriam pensar que é como um seguro de carro: ninguém quer um acidente para receber o dinheiro das mensalidades."
Com o "New York Times"
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1072088-medicos-fazem-campanha-contra-excesso-de-exames.shtml
Outras oito comissões de especialistas também se preparam para anunciar suas listas de procedimentos que devem ser menos frequentes.
A mudança representa um reconhecimento por parte dos médicos de que muitos testes e procedimentos rentáveis são realizados de forma desnecessária e podem prejudicar os pacientes.
Segundo Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família, é importante que as pessoas saibam que o excesso de exames traz mais problemas do que benefícios.
"Muitos acabam descobrindo e tratando doenças desnecessariamente para que a redução da mortalidade seja só um pouquinho maior. Sem contar os falsos-positivos de câncer", afirma.
Essa mudança de opinião nos EUA também reflete alterações nos planos de de saúde, que estão tentando reduzir incentivos financeiros para os médicos pedirem mais exames e procedimentos.
TESTES DEMAIS? Campanha de médicos americanos lista procedimentos e exames que têm sido prescritos em excesso
GASTOS
Tratamentos desnecessários são uma importante fonte de gastos entre as despesas médicas nos EUA.
"Mas o sistema privado de lá não é muito diferente da situação no Brasil. Aqui também há excesso de especialistas e exagero de exames e intervenções", diz Gusso.
A campanha das sociedades médicas foi batizada de "Choosing Wisely" (escolhendo sabiamente).
A lista de exames inclui recomendações para procedimentos rotineiros, como eletrocardiogramas, hoje feitos mesmo quando não há sinal de problemas cardíacos, e ressonâncias magnéticas.
O American College of Radiology solicitou que os radiologistas não realizem exames de imagem em pacientes com uma simples dor de cabeça. Até os oncologistas estão recebendo a recomendação de pedir menos exames em pacientes com câncer de mama ou de próstata em estágio inicial com poucas chances de metástase.
"O uso excessivo de cuidados representa uma das mais sérias crises na medicina norte-americana", afirma Lawrence Smith, chefe do North Shore-Long Island Jewish Health System, em Nova York. "Muitos pensaram que as organizações mais resistentes seriam as sociedades de especialistas, então essa é uma mensagem importante."
DIFICULDADES
Em 2009, novas diretrizes para mamografias nos EUA recomendavam que as mulheres fizessem o exame com menos frequência, o que trouxe medo entre as pacientes sobre o aumento do controle do governo sobre decisões relacionadas à saúde e limitações ao tratamento.
"Infelizmente, as pessoas preferem o exagero, mesmo que tenham um prejuízo por causa de um tratamento sem necessidade", diz Gusso. "Não é por causa dos exames que elas vão viver mais. Alimentação saudável, atividade física e parar de fumar são mais importantes."
Os médicos, por sua vez, muitas vezes não seguem as diretrizes. Segundo Gusso, como o tempo das consultas é curto, o médico logo pede um exame e o paciente sai mais satisfeito.
"As pessoas acham que o dinheiro gasto com o convênio só vale a pena se usarem ao máximo. Mas deveriam pensar que é como um seguro de carro: ninguém quer um acidente para receber o dinheiro das mensalidades."
Com o "New York Times"
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1072088-medicos-fazem-campanha-contra-excesso-de-exames.shtml
O que é Trombofilia?
A trombofilia é um problema grave e pode ser responsável por alguns abortos "sem explicação".
Trombose é a formação ou o desenvolvimento de coágulos sanguíneos. Já a trombofilia é a propensão a desenvolver trombose ou outras alterações em qualquer período da vida, inclusive, durante a gravidez, parto e pós-parto, devido a uma anomalia no sistema de coagulação do corpo.
Na gravidez existem maiores possibilidades de uma mulher desenvolver a trombofilia. As causas não são todas conhecidas, mas sabe-se que o fator genético da doença é uma delas. “Não podemos nos esquecer que entre as modificações do organismo da futura mamãe, há uma grande tendência de hipercoagulabilidade natural. Isso é fundamental para garantir que após o parto, a contração uterina ajude a encerrar a hemorragia que acontece após a saída da placenta. De outra forma, as mulheres morreriam após dar à luz”, explica o Dr. Antonio Braga, obstetra da Maternidade da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.
A trombofilia é um problema grave de saúde e precisa ser tratada o mais rápido possível. Se ignorada, pode trazer sérios problemas para a mãe e até causar a morte do bebê. O risco é que os coágulos obstruam os vasos sanguíneos, causando o entupimento das veias dos pulmões, coração e cérebro materno, como também obstruindo a circulação na placenta.
É importante que o ginecologista que acompanha a gestante conheça o histórico da paciente e faça um acompanhamento mais detalhado caso tenha história pessoal ou familiar de trombose; três ou mais abortos naturais de 1º trimestre, dois abortos de 2º trimestre ou um caso de natimorto; casos de pré-eclampsia grave, principalmente em grávidas com menos de 32 semanas de gestação; história de descolamento prematuro de placenta e parente de primeiro grau com mutações no sangue. Para detectar se há algum tipo de trombofilia, o médico deve pedir uma complexa investigação laboratorial.
Segundo o Dr. Antonio Braga, existem tratamentos eficazes caso haja o desenvolvimento de trombofilias. O ideal é que o médico que acompanha a mamãe fique atento a qualquer sinal e assim que detectado o problema, encaminhe-a para um hematologista ou reumatologista.
Fernanda Segantini
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/o-que-e-trombofilia/
Trombose é a formação ou o desenvolvimento de coágulos sanguíneos. Já a trombofilia é a propensão a desenvolver trombose ou outras alterações em qualquer período da vida, inclusive, durante a gravidez, parto e pós-parto, devido a uma anomalia no sistema de coagulação do corpo.
Na gravidez existem maiores possibilidades de uma mulher desenvolver a trombofilia. As causas não são todas conhecidas, mas sabe-se que o fator genético da doença é uma delas. “Não podemos nos esquecer que entre as modificações do organismo da futura mamãe, há uma grande tendência de hipercoagulabilidade natural. Isso é fundamental para garantir que após o parto, a contração uterina ajude a encerrar a hemorragia que acontece após a saída da placenta. De outra forma, as mulheres morreriam após dar à luz”, explica o Dr. Antonio Braga, obstetra da Maternidade da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.
A trombofilia é um problema grave de saúde e precisa ser tratada o mais rápido possível. Se ignorada, pode trazer sérios problemas para a mãe e até causar a morte do bebê. O risco é que os coágulos obstruam os vasos sanguíneos, causando o entupimento das veias dos pulmões, coração e cérebro materno, como também obstruindo a circulação na placenta.
É importante que o ginecologista que acompanha a gestante conheça o histórico da paciente e faça um acompanhamento mais detalhado caso tenha história pessoal ou familiar de trombose; três ou mais abortos naturais de 1º trimestre, dois abortos de 2º trimestre ou um caso de natimorto; casos de pré-eclampsia grave, principalmente em grávidas com menos de 32 semanas de gestação; história de descolamento prematuro de placenta e parente de primeiro grau com mutações no sangue. Para detectar se há algum tipo de trombofilia, o médico deve pedir uma complexa investigação laboratorial.
Segundo o Dr. Antonio Braga, existem tratamentos eficazes caso haja o desenvolvimento de trombofilias. O ideal é que o médico que acompanha a mamãe fique atento a qualquer sinal e assim que detectado o problema, encaminhe-a para um hematologista ou reumatologista.
Fernanda Segantini
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/o-que-e-trombofilia/
Abordagem da família em doação de órgãos exige cuidados específicos
Estudo realizado na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da Universidade de São Paulo (USP) analisou como as famílias dos doadores de órgãos avaliam os profissionais da saúde no processo de doação. Realizada pelo enfermeiro Elton Carlos de Almeida, o estudo mostrou que a visão que os familiares de pacientes com morte encefálica em relação aos profissionais nem sempre é positiva.
De acordo com os familiares, a abordagem dos profissionais de saúde, em sua maioria, é considerada problemática em diversos sentidos. A pesquisa mostrou que os problemas dos profissionais na área de doação de órgãos podem ser classificados em três tipos.
O primeiro é que os familiares não sentem segurança nas informações passadas por eles, já que a morte encefálica é um termo não muito bem compreendido, que pode gerar desconfiança por parte da família, que tem medo de, por exemplo, o órgão ser retirado com o paciente ainda vivo.
O segundo problema está na falta de acolhimento e compreensão dos profissionais na hora de abordar os familiares para argumentar sobre a doação de órgãos logo após o óbito. Geralmente, essa abordagem costuma não ser condizente com a fragilidade do momento.
Já o terceiro fator diz da falta de informação da família que recebe os profissionais. Parte dos parentes do falecido não conhece sobre doação de órgãos, o que dificulta o processo. O segundo é a falta de explicação sobre as questões burocráticas que envolvem a doação, o que pode levar à desistência por parte da família em autorizar a doação.
Segundo Elton, a culpa não é dos profissionais da saúde. “Os profissionais precisam ser preparados tanto emocional quanto tecnicamente”, diz. Para o pesquisador, a doação de órgãos precisa ser uma questão educativa, tanto para os profissionais quanto para a sociedade como um todo. A morte encefálica também deve ser melhor explicada aos leigos e é importante que toda pessoa deixe expresso com seus familiares sua vontade de ser doador.
Fonte: Agência USP, 3 de abril de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9684&mode=browse&titulo=abordagem-da-família-em-doação-de-órgãos-exige-cuidados-específicos
De acordo com os familiares, a abordagem dos profissionais de saúde, em sua maioria, é considerada problemática em diversos sentidos. A pesquisa mostrou que os problemas dos profissionais na área de doação de órgãos podem ser classificados em três tipos.
O primeiro é que os familiares não sentem segurança nas informações passadas por eles, já que a morte encefálica é um termo não muito bem compreendido, que pode gerar desconfiança por parte da família, que tem medo de, por exemplo, o órgão ser retirado com o paciente ainda vivo.
O segundo problema está na falta de acolhimento e compreensão dos profissionais na hora de abordar os familiares para argumentar sobre a doação de órgãos logo após o óbito. Geralmente, essa abordagem costuma não ser condizente com a fragilidade do momento.
Já o terceiro fator diz da falta de informação da família que recebe os profissionais. Parte dos parentes do falecido não conhece sobre doação de órgãos, o que dificulta o processo. O segundo é a falta de explicação sobre as questões burocráticas que envolvem a doação, o que pode levar à desistência por parte da família em autorizar a doação.
Segundo Elton, a culpa não é dos profissionais da saúde. “Os profissionais precisam ser preparados tanto emocional quanto tecnicamente”, diz. Para o pesquisador, a doação de órgãos precisa ser uma questão educativa, tanto para os profissionais quanto para a sociedade como um todo. A morte encefálica também deve ser melhor explicada aos leigos e é importante que toda pessoa deixe expresso com seus familiares sua vontade de ser doador.
Fonte: Agência USP, 3 de abril de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9684&mode=browse&titulo=abordagem-da-família-em-doação-de-órgãos-exige-cuidados-específicos
Por que crescer dói?
Dor de crescimento existe, não é doença, mas pode ser atenuada. Entenda por que ela ocorre, como os fatores emocionais podem influenciá-la e como afastar as possíveis complicações desse sintoma
Quando a mãe de Lívia Almeida Rocha a ouvia chorar e chamar seu nome no meio da noite, já sabia, estava com dor nas pernas. Hoje, aos 28 anos, a psicóloga de São José dos Campos (SP) conta que essas queixas marcaram sua infância. A dor começava, e sua mãe vinha com um pouco de álcool para massagear suas coxas e canelas. Dos 5 aos 8 anos Lívia teve que lidar com as dores de crescimento. "Nessa época meu pai viajava muito e talvez as dores tivessem a ver com essa falta", conta. Anos depois, ela passou a ter dores de cabeça e só saberia mais tarde que as duas coisas poderiam estar relacionadas.
Na casa de Solene Gabaldo Lovato, 49, funcionária pública de Londrina (PR), as queixas vieram em dobro. Os dois filhos Vinícius e Fernando tiveram dor de crescimento na infância. Em ambos a dor era nas coxas e panturrilhas e apareciam no final do dia. "Com os dois eu fiz o mesmo procedimento: massagens, alguns exercícios de alongamento. As reclamações continuavam e eu não sabia se eles queriam carinho ou se realmente sentiam dor", conta Solene. Foi assim que decidiu levar os meninos ao médico, e, depois de algumas radiografias e outros exames de rotina, o diagnóstico foi confirmado, era dor de crescimento. Por volta dos 15 anos de idade a dor dos meninos nunca mais voltou, "mas até hoje eles pedem massagem, afinal, quem não gosta de carinho?", brinca Solene.
Para Marcelo Lutfi, 30, engenheiro civil de São Paulo (SP), as dores apareciam nas costas, geralmente depois de exercícios físicos. A mãe decidiu levá-lo ao médico para ver se o menino ainda estava em fase de crescimento. Foi constatada uma pequena diferença de comprimento nas pernas, e, para corrigir o problema, Marcelo passou por uma cirurgia de grampeamento no joelho da perna direita, que era ligeiramente maior, para que a esquerda continuasse crescendo normalmente e se igualasse. "A cirurgia foi um sucesso, o problema realmente foi resolvido e meu filho nunca mais se queixou das famosas dores", conta Maria Beatriz Lutfi, mãe de Marcelo. Neste caso, as reclamações indicavam que o mal-estar ia muito além da dor de crescimento, e graças a exames e acompanhamento médico o problema pôde finalmente ser resolvido.
Dor difusa
A dor de crescimento pode ainda ser definida como uma sensação desagradável como peso, aperto, queimação, formigamento, pontadas ou latejamento que afeta crianças e adolescentes, segundo o médico Oswaldo Couto Junior, neurologista de São José dos Campos (SP) e membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe).
Apesar de não ter sido comprovada a relação entre as dores e o processo de crescimento, é chamada de dor de crescimento e acomete crianças na fase entre 3 e 13 anos. Caracteriza-se por dor difusa, mais frequentemente atrás dos joelhos ou nas panturrilhas, podendo acometer também a região anterior das pernas. "Geralmente a dor ocorre mais no final do dia, podendo ser causa de despertar noturno", alerta o médico Claudio Len, coordenador da Comissão de Reumatologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).
Junto com a cefaleia e a dor abdominal, a dor de crescimento está entre as principais queixas das crianças - corresponde a cerca de 20% das consultas pediátricas. Segundo Couto, a dor de crescimento prevalece no sexo feminino, mas não se sabe o porquê.
Possíveis causas
O incômodo não é uma doença e, por isso, não tem cura. Suas causas não são definidas, mas existe uma série de hipóteses que tentam explicar a origem dessas dores. "É muito comum encontrarmos distúrbios emocionais ou simplesmente uma situação de crise própria da idade (nascimento de um irmão, ingresso na escola, mãe que começa a trabalhar). Observa- se também que essas crianças são, em geral, filhas de pais que também tiveram quadros semelhantes durante a infância e, nas próprias crianças, são encontradas outras situações de dor crônica como dor de cabeça ou dor abdominal, ou seja, parece haver mesmo uma combinação de fatores emocionais associados a uma 'tendência' à essa dor crônica", afirma Marcelo Resbscheid, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade São Luiz (SP).
Quando não há acompanhamento médico, a dor de crescimento pode ser
facilmente confundida com doenças estruturais
Como o fator emocional costuma ter bastante relevância com relação à dor de crescimento, é preciso que os pais fiquem atentos ao comportamento dos filhos. "Às vezes a criança não está indo bem na escola, pode estar sofrendo bullying, ou passou por alguma perda emocional na família.
É importante estar atento a essas situações e dar atenção à criança, mostrar que ela é valorizada. Nenhuma criança reclama de dor à toa e nenhuma reclamação do filho pode ser ignorada pelos pais", alerta Margarida Carvalho, pediatra e presidente do Departamento Científico de Reumatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
NÃO SE ENGANE: 8 SINAIS DE ALERTA
Algumas doenças estruturais (ortopédicas), inflamatórias (reumatológicas), neurológicas (fibromialgia e enxaqueca), ou de infecção nos ossos (como sinovite, artrite e osteomielite) podem se manifestar na forma de dor musculoesquelética. Veja quais são os sintomas e sinais que não caracteriam a dor de crescimento. Confira:
1. Dor localizada como em um joelho ou um tornozelo.
2. Dor nas costas, principalmente ao acordar pela manhã.
3. Dificuldade na realização das atividades diárias, como brincar, correr ou praticar esportes e mancar.
4. Inchaço em uma ou mais articulações.
5. Febre persistente, não associada à infecção aparente.
6. Emagrecimento exagerado em poucos meses .
7. Pouca melhora com massagem ou analgésicos comuns.
8. Fraqueza muscular (dificuldade para subir escadas ou para levantar objetos pesados).
Doenças mascaradas
Para que os pediatras possam afirmar que se trata da dor de crescimento, devem excluir todas as possibilidades de outras patologias. Ou seja, quando os exames não detectam qualquer tipo de anormalidade, por exclusão, conclui-se que a criança tem dor de crescimento. "Para isso, a anamnese (história do paciente) e o exame físico são fundamentais e insubstituíveis, podendo ser complementados inicialmente por exames laboratoriais de sangue, de urina e radiológicos de acordo com cada caso", explica Len. Por isso, já no momento das primeiras queixas, o ideal é levar o filho a um médico.
Quando não há acompanhamento médico, a dor de crescimento pode ser facilmente confundida com doenças estruturais (ortopédicas), inflamatórias (reumatológicas) e neurológicas (fibromialgia e enxaqueca).
Lafayette de Azevedo Lage, especialista em medicina esportiva, explica que meninos entre 4 e 8 anos podem começar a mancar de repente. O sintoma pode facilmente ser confundido com dor de crescimento ou sinovite transitória (dor no quadril), que acometem pré-adolescentes e adolescentes. "Um diagnóstico mais aprofundado poderá identificar se a criança tem uma artrite reumatoide juvenil ou ainda uma necrose asséptica na cabeça do fêmur, conhecida por doença de Legg-Perthes", conta.
Queixas futuras
Segundo Couto, é comum que pessoas que tiveram dor de crescimento na tenra idade desenvolvam algum problema estomacal ou de enxaqueca na fase adulta. "Dor abdominal, vômitos cíclicos da infância e dores em membros inferiores, podem anteceder ou coexistir, com as crises de dor de cabeça", diz. Neurologista da psicóloga Lívia, Couto afirma que, graças ao acompanhamento médico, ela está tratando a enxaqueca que já dava os primeiros sinais na infância.
COMO ATENUAR A DOR
Infelizmente não é possível prevenir a dor de crescimento, mas os especialistas dão dicas para atenuála:
● Exercícios físicos e aquáticos, ajudam bastante. "Devese evitar os exaustivos ou de grande impacto. Atividades prazerosas, exceto passar horas no computador ou videogame, também ajudam bastante", afirma Couto.
● A reumatologista Margarida comenta que geralmente a dor de crescimento vem durante a noite e no começo da semana. "Quando vai chegando o final de semana e a criança sabe que terá mais tempo para brincar, a tendência é que ela não reclame da dor. Além disso, mesmo que a criança reclame muito de dor durante a noite, o mais comum é que no dia seguinte ela acorde muito bem e disposta. Por isso, muitos pais acham que a reclamação é somente para chamar a atenção, mas essa não é a postura ideal que eles devem ter. O filho precisa se sentir valorizado e saber que suas queixas são ouvidas pelos pais", orienta.
● Alongamentos de membros inferiores antes da criança ir para a cama, ajudam bastante. Fazer massagem nos locais da dor também pode ajudar a aliviar o mal-estar. "Na hora da crise, o carinho dos pais leva à calma e pode ser um remédio muito eficaz", diz o pediatra Resbscheid.
● Para o especialista Lage, se for dor de crescimento realmente, os pais devem explicar para a criança que ela vai passar quanto menos se falar dela. "A lembrança da dor é o alimento da dor; se explicarmos com jeito, a criança compreenderá, suportará e, muitas vezes, vencerá mais um desafio, ou seja, ignorará essa dor chata", afirma.
● Já o reumatologista Len, alerta para o perigo do uso exagerado de analgésicos. "Atenção com esses excessos podem gerar complicações estomacais, como gastrite, e também o mal funcionamento dos rins."
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/105/artigo243868-1.asp
Quando a mãe de Lívia Almeida Rocha a ouvia chorar e chamar seu nome no meio da noite, já sabia, estava com dor nas pernas. Hoje, aos 28 anos, a psicóloga de São José dos Campos (SP) conta que essas queixas marcaram sua infância. A dor começava, e sua mãe vinha com um pouco de álcool para massagear suas coxas e canelas. Dos 5 aos 8 anos Lívia teve que lidar com as dores de crescimento. "Nessa época meu pai viajava muito e talvez as dores tivessem a ver com essa falta", conta. Anos depois, ela passou a ter dores de cabeça e só saberia mais tarde que as duas coisas poderiam estar relacionadas.
Na casa de Solene Gabaldo Lovato, 49, funcionária pública de Londrina (PR), as queixas vieram em dobro. Os dois filhos Vinícius e Fernando tiveram dor de crescimento na infância. Em ambos a dor era nas coxas e panturrilhas e apareciam no final do dia. "Com os dois eu fiz o mesmo procedimento: massagens, alguns exercícios de alongamento. As reclamações continuavam e eu não sabia se eles queriam carinho ou se realmente sentiam dor", conta Solene. Foi assim que decidiu levar os meninos ao médico, e, depois de algumas radiografias e outros exames de rotina, o diagnóstico foi confirmado, era dor de crescimento. Por volta dos 15 anos de idade a dor dos meninos nunca mais voltou, "mas até hoje eles pedem massagem, afinal, quem não gosta de carinho?", brinca Solene.
Para Marcelo Lutfi, 30, engenheiro civil de São Paulo (SP), as dores apareciam nas costas, geralmente depois de exercícios físicos. A mãe decidiu levá-lo ao médico para ver se o menino ainda estava em fase de crescimento. Foi constatada uma pequena diferença de comprimento nas pernas, e, para corrigir o problema, Marcelo passou por uma cirurgia de grampeamento no joelho da perna direita, que era ligeiramente maior, para que a esquerda continuasse crescendo normalmente e se igualasse. "A cirurgia foi um sucesso, o problema realmente foi resolvido e meu filho nunca mais se queixou das famosas dores", conta Maria Beatriz Lutfi, mãe de Marcelo. Neste caso, as reclamações indicavam que o mal-estar ia muito além da dor de crescimento, e graças a exames e acompanhamento médico o problema pôde finalmente ser resolvido.
Dor difusa
A dor de crescimento pode ainda ser definida como uma sensação desagradável como peso, aperto, queimação, formigamento, pontadas ou latejamento que afeta crianças e adolescentes, segundo o médico Oswaldo Couto Junior, neurologista de São José dos Campos (SP) e membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe).
Apesar de não ter sido comprovada a relação entre as dores e o processo de crescimento, é chamada de dor de crescimento e acomete crianças na fase entre 3 e 13 anos. Caracteriza-se por dor difusa, mais frequentemente atrás dos joelhos ou nas panturrilhas, podendo acometer também a região anterior das pernas. "Geralmente a dor ocorre mais no final do dia, podendo ser causa de despertar noturno", alerta o médico Claudio Len, coordenador da Comissão de Reumatologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).
Junto com a cefaleia e a dor abdominal, a dor de crescimento está entre as principais queixas das crianças - corresponde a cerca de 20% das consultas pediátricas. Segundo Couto, a dor de crescimento prevalece no sexo feminino, mas não se sabe o porquê.
Possíveis causas
O incômodo não é uma doença e, por isso, não tem cura. Suas causas não são definidas, mas existe uma série de hipóteses que tentam explicar a origem dessas dores. "É muito comum encontrarmos distúrbios emocionais ou simplesmente uma situação de crise própria da idade (nascimento de um irmão, ingresso na escola, mãe que começa a trabalhar). Observa- se também que essas crianças são, em geral, filhas de pais que também tiveram quadros semelhantes durante a infância e, nas próprias crianças, são encontradas outras situações de dor crônica como dor de cabeça ou dor abdominal, ou seja, parece haver mesmo uma combinação de fatores emocionais associados a uma 'tendência' à essa dor crônica", afirma Marcelo Resbscheid, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade São Luiz (SP).
Quando não há acompanhamento médico, a dor de crescimento pode ser
facilmente confundida com doenças estruturais
Como o fator emocional costuma ter bastante relevância com relação à dor de crescimento, é preciso que os pais fiquem atentos ao comportamento dos filhos. "Às vezes a criança não está indo bem na escola, pode estar sofrendo bullying, ou passou por alguma perda emocional na família.
É importante estar atento a essas situações e dar atenção à criança, mostrar que ela é valorizada. Nenhuma criança reclama de dor à toa e nenhuma reclamação do filho pode ser ignorada pelos pais", alerta Margarida Carvalho, pediatra e presidente do Departamento Científico de Reumatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
NÃO SE ENGANE: 8 SINAIS DE ALERTA
Algumas doenças estruturais (ortopédicas), inflamatórias (reumatológicas), neurológicas (fibromialgia e enxaqueca), ou de infecção nos ossos (como sinovite, artrite e osteomielite) podem se manifestar na forma de dor musculoesquelética. Veja quais são os sintomas e sinais que não caracteriam a dor de crescimento. Confira:
1. Dor localizada como em um joelho ou um tornozelo.
2. Dor nas costas, principalmente ao acordar pela manhã.
3. Dificuldade na realização das atividades diárias, como brincar, correr ou praticar esportes e mancar.
4. Inchaço em uma ou mais articulações.
5. Febre persistente, não associada à infecção aparente.
6. Emagrecimento exagerado em poucos meses .
7. Pouca melhora com massagem ou analgésicos comuns.
8. Fraqueza muscular (dificuldade para subir escadas ou para levantar objetos pesados).
Doenças mascaradas
Para que os pediatras possam afirmar que se trata da dor de crescimento, devem excluir todas as possibilidades de outras patologias. Ou seja, quando os exames não detectam qualquer tipo de anormalidade, por exclusão, conclui-se que a criança tem dor de crescimento. "Para isso, a anamnese (história do paciente) e o exame físico são fundamentais e insubstituíveis, podendo ser complementados inicialmente por exames laboratoriais de sangue, de urina e radiológicos de acordo com cada caso", explica Len. Por isso, já no momento das primeiras queixas, o ideal é levar o filho a um médico.
Quando não há acompanhamento médico, a dor de crescimento pode ser facilmente confundida com doenças estruturais (ortopédicas), inflamatórias (reumatológicas) e neurológicas (fibromialgia e enxaqueca).
Lafayette de Azevedo Lage, especialista em medicina esportiva, explica que meninos entre 4 e 8 anos podem começar a mancar de repente. O sintoma pode facilmente ser confundido com dor de crescimento ou sinovite transitória (dor no quadril), que acometem pré-adolescentes e adolescentes. "Um diagnóstico mais aprofundado poderá identificar se a criança tem uma artrite reumatoide juvenil ou ainda uma necrose asséptica na cabeça do fêmur, conhecida por doença de Legg-Perthes", conta.
Queixas futuras
Segundo Couto, é comum que pessoas que tiveram dor de crescimento na tenra idade desenvolvam algum problema estomacal ou de enxaqueca na fase adulta. "Dor abdominal, vômitos cíclicos da infância e dores em membros inferiores, podem anteceder ou coexistir, com as crises de dor de cabeça", diz. Neurologista da psicóloga Lívia, Couto afirma que, graças ao acompanhamento médico, ela está tratando a enxaqueca que já dava os primeiros sinais na infância.
COMO ATENUAR A DOR
Infelizmente não é possível prevenir a dor de crescimento, mas os especialistas dão dicas para atenuála:
● Exercícios físicos e aquáticos, ajudam bastante. "Devese evitar os exaustivos ou de grande impacto. Atividades prazerosas, exceto passar horas no computador ou videogame, também ajudam bastante", afirma Couto.
● A reumatologista Margarida comenta que geralmente a dor de crescimento vem durante a noite e no começo da semana. "Quando vai chegando o final de semana e a criança sabe que terá mais tempo para brincar, a tendência é que ela não reclame da dor. Além disso, mesmo que a criança reclame muito de dor durante a noite, o mais comum é que no dia seguinte ela acorde muito bem e disposta. Por isso, muitos pais acham que a reclamação é somente para chamar a atenção, mas essa não é a postura ideal que eles devem ter. O filho precisa se sentir valorizado e saber que suas queixas são ouvidas pelos pais", orienta.
● Alongamentos de membros inferiores antes da criança ir para a cama, ajudam bastante. Fazer massagem nos locais da dor também pode ajudar a aliviar o mal-estar. "Na hora da crise, o carinho dos pais leva à calma e pode ser um remédio muito eficaz", diz o pediatra Resbscheid.
● Para o especialista Lage, se for dor de crescimento realmente, os pais devem explicar para a criança que ela vai passar quanto menos se falar dela. "A lembrança da dor é o alimento da dor; se explicarmos com jeito, a criança compreenderá, suportará e, muitas vezes, vencerá mais um desafio, ou seja, ignorará essa dor chata", afirma.
● Já o reumatologista Len, alerta para o perigo do uso exagerado de analgésicos. "Atenção com esses excessos podem gerar complicações estomacais, como gastrite, e também o mal funcionamento dos rins."
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/105/artigo243868-1.asp
Dores de cabeça afetam três quartos dos adolescentes
A cefaléia, popularmente conhecida como dor de cabeça, não afeta apenas adultos, mas também adolescentes. Pesquisa realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo, mostra que três quartos dos jovens com idade média de 15 anos.
A pesquisa envolveu 415 jovens, dos 72,8% afirmaram sofrer com dores de cabeça regularmente. O maior número de queixas foi de mulheres, usurários de aparelhos ortodônticos e consumidores de bebidas alcoólicas.
Fatores como trabalho, uso de óculos, horas de sono, prática regular de exercícios, tempo gasto por semana na frente da televisão, internet e videogame, além de notas escolares, não apresentaram relação com as dores na cabeça.
“Registramos que 72,82% dos participantes manifestaram ter cefaleias. O índice é maior entre as meninas, 79%, contra 62,5% nos meninos”, diz Luiz Eduardo Vieira Grassi, autor do estudo.
O médico enfatiza que essa diferença é significativa, revelando que as meninas são até 2,3 vezes mais afetadas por dores na cabeça do que os meninos. “Descrições na literatura apontam que a relação de prevalência entre meninas e meninos até os 7 anos é menor que 1 e passa para 1 entre os 7 e 11 anos e para 2,3 depois da puberdade. Isso se deve a influência hormonal. Os jovens participantes da minha pesquisa estavam nesse período de mudanças hormonais”, explica.
Fonte: Agência USP, 27 de março de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9680&mode=browse&titulo=dores-de-cabeça-afetam-três-quartos-dos-adolescentes
A pesquisa envolveu 415 jovens, dos 72,8% afirmaram sofrer com dores de cabeça regularmente. O maior número de queixas foi de mulheres, usurários de aparelhos ortodônticos e consumidores de bebidas alcoólicas.
Fatores como trabalho, uso de óculos, horas de sono, prática regular de exercícios, tempo gasto por semana na frente da televisão, internet e videogame, além de notas escolares, não apresentaram relação com as dores na cabeça.
“Registramos que 72,82% dos participantes manifestaram ter cefaleias. O índice é maior entre as meninas, 79%, contra 62,5% nos meninos”, diz Luiz Eduardo Vieira Grassi, autor do estudo.
O médico enfatiza que essa diferença é significativa, revelando que as meninas são até 2,3 vezes mais afetadas por dores na cabeça do que os meninos. “Descrições na literatura apontam que a relação de prevalência entre meninas e meninos até os 7 anos é menor que 1 e passa para 1 entre os 7 e 11 anos e para 2,3 depois da puberdade. Isso se deve a influência hormonal. Os jovens participantes da minha pesquisa estavam nesse período de mudanças hormonais”, explica.
Fonte: Agência USP, 27 de março de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9680&mode=browse&titulo=dores-de-cabeça-afetam-três-quartos-dos-adolescentes
O fim do xixi na cama
Fazer xixi na cama é comum para a maioria das crianças, mas é preciso que os pais fiquem atentos para corrigir o costume e se precaver de possíveis doenças graves
Durante o crescimento dos filhos os pais passam por fases de amadurecimento da criança e precisam ajudá-la a superar seus desafios. Tirar a fralda é uma das mais difíceis. Segundo os especialistas, algumas crenças como “quando for para a escolinha já tem que ter tirado a fralda” acabam complicando o momento sem nenhuma necessidade.
O que acontece é que cada criança terá sua maturidade física e psicológica para aprender a controlar a vontade de ir ao banheiro. E faz parte do papel dos pais estarem atentos a esses sinais e retirarem a fralda quando a criança realmente estiver preparada. Caso contrário, é muito provável que ela substituirá a fralda pelo xixi na cama, outra fase bastante difícil de superar. Quando ela é retirada antes da hora, a criança ainda não aprendeu a entender os sinais de seu próprio corpo e os avisos de que precisa urinar, por isso há o descontrole, principalmente durante o sono. Para ajudar nesse processo, nada melhor do que contar com a ajuda do pediatra.
O termo médico para xixi na cama é enurese noturna, que significa a falta de controle na urina durante o sono — durante a noite, mas também quando dorme durante o dia. “Até os 5 anos de idade, é natural que a criança ainda não tenha maturidade sufi- ciente para controlar a vontade de ir ao banheiro. A partir dessa idade, a perda involuntária de urina é anormal, quando ocorre mais de duas ou três vezes em um mês. Como a perda em geral é à noite, chama-se enurese noturna”, explica Ivan Pistelli, pediatra e coordenador da Pediatria do Hospital Leforte, em São Paulo (SP).
A enurese pode ser caracterizada como primária ou secundária. Denomina-se enurese primária a perda urinária noturna em pacientes que nunca chegaram a apresentar controle vesical (controle da micção) prévio por período prolongado, ou seja, que nunca conseguiram controlar a vontade de fazer xixi durante o sono. A enurese secundária se refere aos casos em que a criança já consegue ter controle miccional por pelo menos seis meses e depois volta a fazer xixi na cama. Neste segundo caso, os fatores psicológicos são a principal causa.
A enurese noturna não é uma doença, é uma disfunção. “Calcula-se que episódios de xixi na cama ocorram uma ou mais vezes por semana nas seguintes frequências: aos 5 anos, em 15% das crianças; aos 10 anos, em 3% das crianças; e em 1% dos adultos (20 anos ou mais). A incidência é maior entre os homens na proporção de 2 para cada mulher”, enumera Pistelli.
"Até os 5 anos, é natural que a criança ainda não tenha maturidade suficiente para controlar a vontade de ir ao banheiro"
COMO LIDAR COM O PROBLEMA
Algumas mudanças de atitude dos pais são fundamentais para ajudar seu filho a superar
a enurese noturna que, em 15% dos casos, melhora espontaneamente. Confira:
• é aconselhável restringir o consumo de líquido uma hora antes de ir pra cama.
• minutos antes de dormir é bom lembrar a criança que ela precisa urinar.
• após as noites secas, não se esqueça de recompensá-la para motivar a criança.
• não castigá-la; o xixi na cama é um ato involuntário e ela não tem culpa.
• deixar uma luz acesa no corredor caso a criança acorde com vontade de urinar.
• os pais devem evitar discutir esse assunto em público ou com outras crianças, pois podem inibir-la criança e deixá-la deprimida, com sentimento de fracasso
Possíveis causas
José Gabel, pediatra e membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial do Hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP), explica que filho de peixe, peixinho é: “Existe uma incidência familiar onde a chance de o filho apresentar enurese quando um dos pais foi enurético é de cerca de 40%, e, se os dois pais foram enuréticos, a chance sobe para 75% a 80%. A maioria das crianças aprende a controlar sua micção entre os 2 e 3 anos de vida, mas é aceitável que uma criança de até 5 anos molhe a cama no máximo uma vez por semana, desde que não tenha outros sintomas.”
Quando Gabel fala sobre outros sintomas, está se referindo aos casos em que a enurese noturna é um indício de outras doenças orgânicas, emocionais ou psicológicas. A pediatra Maria Cristina Senna Duarte, especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria, cita algumas: “15% dos casos de infecção urinária apresentam enurese como sintoma. Lesões no trato urinário também são frequentemente associadas à enurese. Outras causas: diabetes melito, diabetes insípido, tubulopatias, insuficiência renal crônica, bexiga neurogênica.”
Quando a enurese noturna não é um sintoma de outra doença, os motivos mais comuns para que a criança faça xixi na cama são a imaturidade neurológica no mecanismo de acordar ou de controlar a bexiga, fatores emocionais, produção inadequada de hormônio antidiurético (vasopressina), durante a noite, ou sono muito profundo.
“Um fato curioso é que a enurese noturna não é caracterizada pela dificuldade em controlar a vontade de fazer xixi, mas pela dificuldade em acordar quando o corpo avisa que a bexiga está cheia. Na maioria dos casos, a criança não tem problema algum em ir ao banheiro durante o dia e dispensa o uso da fralda com facilidade. O difícil é habituar seu corpo a acordar para urinar durante a noite”, explica Vera Koch, professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
A médica explica que existem duas teorias principais para a causa da enurese noturna. Na primeira, especialistas acreditam que há imaturidade no desenvolvimento do sistema nervoso da criança e, por isso, mesmo com a bexiga cheia, os pequenos não entendem e não sentem a necessidade de urinar. Outros acreditam que é uma imaturidade na produção do hormônio antidiurético, cuja produção deve aumentar durante a noite — e, no caso das crianças com enurese noturna, isso não acontece.
“É importante que os pais saibam que a enurese noturna se refere somente ao ato de urinar durante o sono. Se a criança faz xixi quando ri muito, por exemplo, é preciso investigar as causas desse descontrole urinário”, alerta Vera.
Como tratar
Embora fazer xixi na cama seja um acontecimento muito comum na infância, os pais devem levar o fato a sério e encaminhar o filho para o pediatra logo depois das primeiras ocorrências. É fundamental que a criança passe por entrevistas e exames físicos para confirmar se não se trata de um sintoma de alguma doença.
Para o médico entender as causas e definir o tratamento mais adequado, é fundamental conhecer o histórico da criança, fazer exame físico e orientar os pais com relação aos cuidados a serem tomados. “Só é definido o quadro de enurese noturna por exclusão, quando todos os exames foram feitos e não detectaram nenhuma doença”, afirma Vera.
O tratamento deverá ser feito com visitas ao pediatra e, necessita às vezes de acompanhamento de outros especialistas, como psicólogos. Alguns casos de enurese noturna estão diretamente associados a famílias desestruturadas e que precisam de ajuda psicológica. “O médico deve conversar muito com a criança e a família para entender em que meio aquela pessoa está crescendo, que tipo de cobranças ou traumas tem e acompanhar de perto a evolução no tratamento da enurese”, esclarece Vera.
Uma das estratégias adotadas no tratamento é um alarme. Esse dispositivo é colocado na cama ou na roupa da criança, e ele dispara toda vez que ela molha a roupa ou a cama durante a noite. Vera diz que “é muito comum os pais relatarem que, nas primeiras noites em que o alarme dispara, a casa inteira acorda, menos a criança. A explicação para isso é que a grande difi- culdade da criança com enurese noturna é justamente acordar para respeitar os sinais de que o corpo precisa fazer xixi. Mas com o passar do tempo ela se habitua”.
XIXI NA CAMA EM NÚMEROS
Apesar de desagradável, fazer xixi na cama não é um bicho de sete cabeças. Enfrente o problema com calma, após conferir alguns números que descrevem a enurese noturna:
• Acontece aos 5 anos de idade, em 15% das crianças; aos 10 anos, em 3% das crianças, e em 1% dos adultos (20 anos ou mais).
• A incidência de xixi na cama geralmente é maior entre os homens. Entre as mulheres a proporção é igual a 2 para cada uma delas.
• A chance de a criança apresentar enurese quando um dos pais também foi enurético é de aproximadamente de 40%, e, se os dois pais foram enuréticos, a chance sobe para 75% a 80%.
• Mais de 50% dos casos alcançam sucesso até quatro anos após a primeira busca por aconselhamento médico.
• 15% dos casos de infecção urinária apresentam enurese como sintoma, por isso é importante fazer os exames médicos para checar se o xixi na cama não esconde algo mais sério.
“A enurese noturna é em geral uma condição transitória benigna devido à imaturidade do controle miccional, com alto índice de cura espontânea, que aumenta com a idade. Mais de 50% dos casos curam-se até quatro anos após a primeira consulta médica”, finaliza Maria Cristina.
Por isso é tão importante que os pais levem o filho ao pediatra, para que haja um acompanhamento, a investigação das causas e a consequente solução do problema. Fazer xixi na cama é comum e, na maioria dos casos, sem maiores preocupações, uma fase passageira.
"É fundamental que a criança passe por entrevistas e exames físicos para confirmar se não se trata de um sintoma de alguma doença"
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/106/artigo246209-1.asp
Durante o crescimento dos filhos os pais passam por fases de amadurecimento da criança e precisam ajudá-la a superar seus desafios. Tirar a fralda é uma das mais difíceis. Segundo os especialistas, algumas crenças como “quando for para a escolinha já tem que ter tirado a fralda” acabam complicando o momento sem nenhuma necessidade.
O que acontece é que cada criança terá sua maturidade física e psicológica para aprender a controlar a vontade de ir ao banheiro. E faz parte do papel dos pais estarem atentos a esses sinais e retirarem a fralda quando a criança realmente estiver preparada. Caso contrário, é muito provável que ela substituirá a fralda pelo xixi na cama, outra fase bastante difícil de superar. Quando ela é retirada antes da hora, a criança ainda não aprendeu a entender os sinais de seu próprio corpo e os avisos de que precisa urinar, por isso há o descontrole, principalmente durante o sono. Para ajudar nesse processo, nada melhor do que contar com a ajuda do pediatra.
O termo médico para xixi na cama é enurese noturna, que significa a falta de controle na urina durante o sono — durante a noite, mas também quando dorme durante o dia. “Até os 5 anos de idade, é natural que a criança ainda não tenha maturidade sufi- ciente para controlar a vontade de ir ao banheiro. A partir dessa idade, a perda involuntária de urina é anormal, quando ocorre mais de duas ou três vezes em um mês. Como a perda em geral é à noite, chama-se enurese noturna”, explica Ivan Pistelli, pediatra e coordenador da Pediatria do Hospital Leforte, em São Paulo (SP).
A enurese pode ser caracterizada como primária ou secundária. Denomina-se enurese primária a perda urinária noturna em pacientes que nunca chegaram a apresentar controle vesical (controle da micção) prévio por período prolongado, ou seja, que nunca conseguiram controlar a vontade de fazer xixi durante o sono. A enurese secundária se refere aos casos em que a criança já consegue ter controle miccional por pelo menos seis meses e depois volta a fazer xixi na cama. Neste segundo caso, os fatores psicológicos são a principal causa.
A enurese noturna não é uma doença, é uma disfunção. “Calcula-se que episódios de xixi na cama ocorram uma ou mais vezes por semana nas seguintes frequências: aos 5 anos, em 15% das crianças; aos 10 anos, em 3% das crianças; e em 1% dos adultos (20 anos ou mais). A incidência é maior entre os homens na proporção de 2 para cada mulher”, enumera Pistelli.
"Até os 5 anos, é natural que a criança ainda não tenha maturidade suficiente para controlar a vontade de ir ao banheiro"
COMO LIDAR COM O PROBLEMA
Algumas mudanças de atitude dos pais são fundamentais para ajudar seu filho a superar
a enurese noturna que, em 15% dos casos, melhora espontaneamente. Confira:
• é aconselhável restringir o consumo de líquido uma hora antes de ir pra cama.
• minutos antes de dormir é bom lembrar a criança que ela precisa urinar.
• após as noites secas, não se esqueça de recompensá-la para motivar a criança.
• não castigá-la; o xixi na cama é um ato involuntário e ela não tem culpa.
• deixar uma luz acesa no corredor caso a criança acorde com vontade de urinar.
• os pais devem evitar discutir esse assunto em público ou com outras crianças, pois podem inibir-la criança e deixá-la deprimida, com sentimento de fracasso
Possíveis causas
José Gabel, pediatra e membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial do Hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP), explica que filho de peixe, peixinho é: “Existe uma incidência familiar onde a chance de o filho apresentar enurese quando um dos pais foi enurético é de cerca de 40%, e, se os dois pais foram enuréticos, a chance sobe para 75% a 80%. A maioria das crianças aprende a controlar sua micção entre os 2 e 3 anos de vida, mas é aceitável que uma criança de até 5 anos molhe a cama no máximo uma vez por semana, desde que não tenha outros sintomas.”
Quando Gabel fala sobre outros sintomas, está se referindo aos casos em que a enurese noturna é um indício de outras doenças orgânicas, emocionais ou psicológicas. A pediatra Maria Cristina Senna Duarte, especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria, cita algumas: “15% dos casos de infecção urinária apresentam enurese como sintoma. Lesões no trato urinário também são frequentemente associadas à enurese. Outras causas: diabetes melito, diabetes insípido, tubulopatias, insuficiência renal crônica, bexiga neurogênica.”
Quando a enurese noturna não é um sintoma de outra doença, os motivos mais comuns para que a criança faça xixi na cama são a imaturidade neurológica no mecanismo de acordar ou de controlar a bexiga, fatores emocionais, produção inadequada de hormônio antidiurético (vasopressina), durante a noite, ou sono muito profundo.
“Um fato curioso é que a enurese noturna não é caracterizada pela dificuldade em controlar a vontade de fazer xixi, mas pela dificuldade em acordar quando o corpo avisa que a bexiga está cheia. Na maioria dos casos, a criança não tem problema algum em ir ao banheiro durante o dia e dispensa o uso da fralda com facilidade. O difícil é habituar seu corpo a acordar para urinar durante a noite”, explica Vera Koch, professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
A médica explica que existem duas teorias principais para a causa da enurese noturna. Na primeira, especialistas acreditam que há imaturidade no desenvolvimento do sistema nervoso da criança e, por isso, mesmo com a bexiga cheia, os pequenos não entendem e não sentem a necessidade de urinar. Outros acreditam que é uma imaturidade na produção do hormônio antidiurético, cuja produção deve aumentar durante a noite — e, no caso das crianças com enurese noturna, isso não acontece.
“É importante que os pais saibam que a enurese noturna se refere somente ao ato de urinar durante o sono. Se a criança faz xixi quando ri muito, por exemplo, é preciso investigar as causas desse descontrole urinário”, alerta Vera.
Como tratar
Embora fazer xixi na cama seja um acontecimento muito comum na infância, os pais devem levar o fato a sério e encaminhar o filho para o pediatra logo depois das primeiras ocorrências. É fundamental que a criança passe por entrevistas e exames físicos para confirmar se não se trata de um sintoma de alguma doença.
Para o médico entender as causas e definir o tratamento mais adequado, é fundamental conhecer o histórico da criança, fazer exame físico e orientar os pais com relação aos cuidados a serem tomados. “Só é definido o quadro de enurese noturna por exclusão, quando todos os exames foram feitos e não detectaram nenhuma doença”, afirma Vera.
O tratamento deverá ser feito com visitas ao pediatra e, necessita às vezes de acompanhamento de outros especialistas, como psicólogos. Alguns casos de enurese noturna estão diretamente associados a famílias desestruturadas e que precisam de ajuda psicológica. “O médico deve conversar muito com a criança e a família para entender em que meio aquela pessoa está crescendo, que tipo de cobranças ou traumas tem e acompanhar de perto a evolução no tratamento da enurese”, esclarece Vera.
Uma das estratégias adotadas no tratamento é um alarme. Esse dispositivo é colocado na cama ou na roupa da criança, e ele dispara toda vez que ela molha a roupa ou a cama durante a noite. Vera diz que “é muito comum os pais relatarem que, nas primeiras noites em que o alarme dispara, a casa inteira acorda, menos a criança. A explicação para isso é que a grande difi- culdade da criança com enurese noturna é justamente acordar para respeitar os sinais de que o corpo precisa fazer xixi. Mas com o passar do tempo ela se habitua”.
XIXI NA CAMA EM NÚMEROS
Apesar de desagradável, fazer xixi na cama não é um bicho de sete cabeças. Enfrente o problema com calma, após conferir alguns números que descrevem a enurese noturna:
• Acontece aos 5 anos de idade, em 15% das crianças; aos 10 anos, em 3% das crianças, e em 1% dos adultos (20 anos ou mais).
• A incidência de xixi na cama geralmente é maior entre os homens. Entre as mulheres a proporção é igual a 2 para cada uma delas.
• A chance de a criança apresentar enurese quando um dos pais também foi enurético é de aproximadamente de 40%, e, se os dois pais foram enuréticos, a chance sobe para 75% a 80%.
• Mais de 50% dos casos alcançam sucesso até quatro anos após a primeira busca por aconselhamento médico.
• 15% dos casos de infecção urinária apresentam enurese como sintoma, por isso é importante fazer os exames médicos para checar se o xixi na cama não esconde algo mais sério.
“A enurese noturna é em geral uma condição transitória benigna devido à imaturidade do controle miccional, com alto índice de cura espontânea, que aumenta com a idade. Mais de 50% dos casos curam-se até quatro anos após a primeira consulta médica”, finaliza Maria Cristina.
Por isso é tão importante que os pais levem o filho ao pediatra, para que haja um acompanhamento, a investigação das causas e a consequente solução do problema. Fazer xixi na cama é comum e, na maioria dos casos, sem maiores preocupações, uma fase passageira.
"É fundamental que a criança passe por entrevistas e exames físicos para confirmar se não se trata de um sintoma de alguma doença"
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/106/artigo246209-1.asp
Por que mulheres têm mais dificuldade para parar de fumar?
Um novo estudo, desenvolvido na Universidade Yale (EUA) aponta que mulheres podem ter mais dificuldades para abandonar o cigarro do que os homens. A resposta para esse problema pode estar na forma como o cérebro feminino lida com a nicotina.
O cérebro possui um determinado número de receptores de nicotina, que reforçam o hábito de fumar. Quando a pessoa fuma, esses receptores aumentam em número.
Os pesquisadores descobriram que em homens que fumam, o número de receptores é maior do que em homens não-fumantes. Mas em mulheres, esse número mostrou ser o mesmo, sendo elas adeptas ou não do tabagismo.
Os resultados são interessantes porque a maioria dos tratamentos para pessoas que querem parar de fumar são baseados em terapias de substituição de nicotina, como os chicletes e adesivos.
De acordo com o estudo, mulheres podem se beneficiar mais de terapia comportamental, técnicas de relaxamento e outras opções que não envolvam nicotina. Para elas, elementos do tabagismo não relacionados à nicotina podem exercer mais influência no hábito, como segurar um cigarro ou o cheiro.
Não se sabe o porquê de haver essa diferença entre os sexos, mas os cientistas suspeitam que possa ter algo a ver com os níveis do hormônio progesterona.
O estudo foi publicado no periódico General Psychiatry.
Fonte: My Health News Daily, 3 de abril de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9686&mode=browse&fromhome=y
O cérebro possui um determinado número de receptores de nicotina, que reforçam o hábito de fumar. Quando a pessoa fuma, esses receptores aumentam em número.
Os pesquisadores descobriram que em homens que fumam, o número de receptores é maior do que em homens não-fumantes. Mas em mulheres, esse número mostrou ser o mesmo, sendo elas adeptas ou não do tabagismo.
Os resultados são interessantes porque a maioria dos tratamentos para pessoas que querem parar de fumar são baseados em terapias de substituição de nicotina, como os chicletes e adesivos.
De acordo com o estudo, mulheres podem se beneficiar mais de terapia comportamental, técnicas de relaxamento e outras opções que não envolvam nicotina. Para elas, elementos do tabagismo não relacionados à nicotina podem exercer mais influência no hábito, como segurar um cigarro ou o cheiro.
Não se sabe o porquê de haver essa diferença entre os sexos, mas os cientistas suspeitam que possa ter algo a ver com os níveis do hormônio progesterona.
O estudo foi publicado no periódico General Psychiatry.
Fonte: My Health News Daily, 3 de abril de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9686&mode=browse&fromhome=y
Bebês amamentados sob livre demanda são mais inteligentes, diz pesquisa
Estudo mostra que é melhor amamentar seu filho quando ele pedir do que seguir horários pré-estabelecidos. Veja mais
O que você faz quando seu filho chora? Se a sua resposta for amamentar significa que seu filho tem grandes chances de ser um excelente aluno. É isso mesmo! Um novo estudo do Instituto de Pesquisas Sociais e Econômicas da Universidade de Essex, na Inglaterra, mostrou que os bebês alimentados sob livre demanda, ou seja, sempre quem têm vontade, se saíram melhor em provas escolares, incluindo testes de QI.
Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 10.419 crianças nascidas em 1990. Eles compararam o desempenho escolar dessas crianças e perceberam que aqueles bebês cujos choros foram recompensados com leite ou fórmula apresentavam um QI com até 5 pontos a mais do que os bebês que tinham horários para mamar.
Segundo a pediatra Teresa Uras, membro do Núcleo de Aleitamento Materno do Hospital Samaritano, o bebê deve mamar quando e quanto quiser. Dessa forma, ele sofre menos, fica menos estressado e dorme melhor. Além disso, aprende a lidar com a saciedade, o que reduz o risco de obesidade no futuro. “Para a mãe, a mamada livre também traz benefícios. Previne a dor e o endurecimento da mama causada pelo leite congestionado. Quando a criança vai ao peito com muita fome e vontade, é comum que ela machuque o seio da mãe”, completa a especialista.
É preciso cuidar, no entanto, para que a mãe não fique exausta. Ela vai precisar de ajuda para poder estar disponível para o bebê que, aos poucos, vai criar o seu próprio ritmo de amamentação. Os pais também passam a reconhecer com facilidade o choro de fome. Ou seja, acalme-se porque vai dar tudo certo!
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI301029-10590,00-BEBES+AMAMENTADOS+SOB+LIVRE+DEMANDA+SAO+MAIS+INTELIGENTES+DIZ+PESQUISA.html
O que você faz quando seu filho chora? Se a sua resposta for amamentar significa que seu filho tem grandes chances de ser um excelente aluno. É isso mesmo! Um novo estudo do Instituto de Pesquisas Sociais e Econômicas da Universidade de Essex, na Inglaterra, mostrou que os bebês alimentados sob livre demanda, ou seja, sempre quem têm vontade, se saíram melhor em provas escolares, incluindo testes de QI.
Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 10.419 crianças nascidas em 1990. Eles compararam o desempenho escolar dessas crianças e perceberam que aqueles bebês cujos choros foram recompensados com leite ou fórmula apresentavam um QI com até 5 pontos a mais do que os bebês que tinham horários para mamar.
Segundo a pediatra Teresa Uras, membro do Núcleo de Aleitamento Materno do Hospital Samaritano, o bebê deve mamar quando e quanto quiser. Dessa forma, ele sofre menos, fica menos estressado e dorme melhor. Além disso, aprende a lidar com a saciedade, o que reduz o risco de obesidade no futuro. “Para a mãe, a mamada livre também traz benefícios. Previne a dor e o endurecimento da mama causada pelo leite congestionado. Quando a criança vai ao peito com muita fome e vontade, é comum que ela machuque o seio da mãe”, completa a especialista.
É preciso cuidar, no entanto, para que a mãe não fique exausta. Ela vai precisar de ajuda para poder estar disponível para o bebê que, aos poucos, vai criar o seu próprio ritmo de amamentação. Os pais também passam a reconhecer com facilidade o choro de fome. Ou seja, acalme-se porque vai dar tudo certo!
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI301029-10590,00-BEBES+AMAMENTADOS+SOB+LIVRE+DEMANDA+SAO+MAIS+INTELIGENTES+DIZ+PESQUISA.html
Pílulas para dormir podem aumentar o risco de morte em até cinco vezes
Uma pesquisa publicada esta semana pelo BMJ Open revela que o consumo freqüente de medicações para induzir o sono está associado a um maior risco de câncer e morte, mesmo entre as pessoas que as usam pouco mais do que uma vez por mês.
Foram acompanhados mais de 10 mil americanos com uma média de idade de 54 anos e que usavam esse tipo de medicação por um período 2.5 anos em média. As condições de saúde e expectativa de vida desses voluntários foram comparadas às de outro grupo com características semelhantes de saúde, idade e sexo, mas que não usava hipnóticos.
É importante ressaltar que os resultados não implicam numa relação causa e efeito. Seria coerente pensar que as pessoas que usam os hipnóticos já têm um pior estado de saúde, mas a pesquisa não pôde demonstrar esse fato.
Apesar de não podermos afirmar que esses remédios sejam deletérios à saúde de forma inequívoca, o estudo provoca uma reflexão sobre a importância de se encorajar alternativas para os hipnóticos no tratamento da insônia. Estamos falando de psicoterapia, meditação, atividade física, etc.
Esses resultados merecem toda nossa atenção, já que o Brasil é um dos maiores consumidores desse tipo de medicação. O campeão clonazepam vende cerca de 20 milhões de caixinhas por ano.
Fonte: http://consciencianodiaadia.com/2012/03/03/pilulas-para-dormir-podem-aumentar-o-risco-de-morte-em-ate-cinco-vezes/
Foram acompanhados mais de 10 mil americanos com uma média de idade de 54 anos e que usavam esse tipo de medicação por um período 2.5 anos em média. As condições de saúde e expectativa de vida desses voluntários foram comparadas às de outro grupo com características semelhantes de saúde, idade e sexo, mas que não usava hipnóticos.
É importante ressaltar que os resultados não implicam numa relação causa e efeito. Seria coerente pensar que as pessoas que usam os hipnóticos já têm um pior estado de saúde, mas a pesquisa não pôde demonstrar esse fato.
Apesar de não podermos afirmar que esses remédios sejam deletérios à saúde de forma inequívoca, o estudo provoca uma reflexão sobre a importância de se encorajar alternativas para os hipnóticos no tratamento da insônia. Estamos falando de psicoterapia, meditação, atividade física, etc.
Esses resultados merecem toda nossa atenção, já que o Brasil é um dos maiores consumidores desse tipo de medicação. O campeão clonazepam vende cerca de 20 milhões de caixinhas por ano.
Fonte: http://consciencianodiaadia.com/2012/03/03/pilulas-para-dormir-podem-aumentar-o-risco-de-morte-em-ate-cinco-vezes/
O que podemos avaliar durante a realização de um teste de esforço?
O teste de esforço (TE) ou teste ergométrico é o registro da atividade elétrica do coração durante o esforço físico. Além dos achados do eletrocardiograma durante o esforço, este teste permite avaliar também o comportamento da pressão arterial, os sintomas referidos pelo paciente e a sua aptidão física.
Em relação as doenças cardiovasculares, o TE é utilizado para o diagnóstico, avaliação do tratamento ou estimativa de complicações futuras (valor prognóstico).Na grande maioria dos casos, o TE é realizado com esteira rolante, no entanto, a bicicleta ergométrica também poderá ser utilizada.O TE pode ser parte integrante de outros exames, como a cintilografia de perfusão miocárdica, o ecocardiograma de estresse e a ergoespirometria (teste cardiopulmonar).
Orientações antes do exame
- O paciente deverá realizar uma refeição leve no mínimo duas horas antes do exame.Deverá comparecer ao local com uma roupa apropriada para a prática de exercício físico (short , moleton , tenis , etc.). Mulheres deverão usar sutiã.Nos homens, poderá ser necessária a raspagem dos pelos do tórax (tricotomia) para evitar interferências no traçado eletrocardiográfico.
- Os medicamentos de uso contínuo poderão ou não ser suspensos de acordo com a finalidade do exame, ou seja, se este é indicado para o diagnóstico ou para avaliação do tratamento.Em caso de dúvida, consulte o médico solicitante do exame.Caso seja necessária a suspensão dos medicamentos, o tempo desta suspensão poderá variar de 1 até 30 dias, dependendo do medicamento.O ideal é que o médico solicitante, e não a secretária do setor de exames, oriente o paciente neste aspecto.
Como é feito?
- O TE deverá ser realizado em um local apropriado para o exame, com a presença de um médico treinado, equipamento adequado e material de emergência, incluindo equipamento para desfibrilação elétrica em caso de parada cardiorrespiratória.
- O TE consiste em submeter o paciente a um esforço físico crescente, através da utilização de um ergômetro que poderá ser uma esteira (o equipamento mais comum) ou uma bicicleta ergométrica.Utilizam-se protocolos (programas que determinam a forma de acelerar e/ou inclinar a esteira), de acordo com as características clínicas do paciente e a finalidade do exame.
- Antes de iniciar o TE realiza-se um eletrocardiograma de repouso e a medida da pressão arterial. A medida que o paciente realiza o esforço físico, é obtido um registro eletrocardiográfico contínuo (gravado no computador), além de medições periódicas da pressão arterial por um auxiliar.
- Periodicamente será perguntado ao paciente a respeito de seus sintomas ao esforço, como cansaço (esse deverá ser quantificado), falta de ar, dor no peito, fadiga nas pernas, tonturas, sensação de desmaio, etc. Após o término do esforço, realiza-se na recuperação novos eletrocardiogramas e medidas adicionais da pressão arterial.
- Geralmente o objetivo do TE é fazer com que o paciente atinja pelo menos 85% da frequência cardíaca máxima (FCM).A FCM é obtida pela fórmula 220 - a idade do paciente.Por exemplo: um paciente de 40 anos terá uma FCM teórica de 180 (resultado de 220-40) batimentos por minuto (bpm). Durante o TE este paciente deverá atingir cerca de 153 bpm, ou seja , 85% de sua FCM (180 bpm).
- O exame ainda poderá ser interrompido pela presença de exaustão física, anormalidades graves do eletrocardiograma, aparecimento de angina do peito limitante, elevação excessiva da pressão arterial ou queda desta durante o esforço, ou ainda, por outras situações indicativas de risco associado ao esforço físico .
Indicações
- Diagnóstico de doença arterial coronariana (comprometimento das artérias do coração por placas de gordura ou ateromas), em pessoas com dor torácica ou não, desde que haja uma suspeita da doença.É importante salientar que o TE apresenta limitações para o diagnóstico desta doença, pois a sensibilidade (capacidade do TE em diagnosticar a doença) e a especificidade (correlação de um TE alterado com a presença real da doença) são inferiores a 70% e 80%, respectivamente.
Logo, existem casos de TE falso-positivos (há alteração durante o TE, mas não há uma doença real) e falso-negativos (o TE é normal, mas o paciente apresenta a doença).
- Avaliação do risco de complicações futuras em pessoas com doença arterial coronariana já conhecida.
- Após o infarto do miocárdio com o objetivo de avaliar a condição cardíaca do paciente para o retorno de suas atividades físicas.
- Em pessoas assintomáticas que sejam diabéticas, que desejem iniciar um exercício físico vigoroso, ou ainda, que tenham uma profissão que coloque outras pessoas em risco (exemplo: motoristas e pilotos de avião).
- Em pessoas assintomáticas que desejem realizar atividades físicas.
- Em pessoas assintomáticas que desejem realizar exercícios físicos e que tenham fatores de risco para a doença arterial coronariana (tabagismo, anormalidades do colesterol, histórico familiar, etc.).
- Avaliar a condição cardíaca de algumas pessoas com doenças das válvulas cardíacas.
- Avaliar a condição cardíaca de pacientes que serão submetidos ou que foram submetidos a uma angioplastia coronariana ou uma cirurgia de ponte de safena.
- Avaliar a condição cardíaca de pacientes com arritmias, distúrbios de condução elétrica do coração ou que tenham marcapasso artificial.
- Como parte integrante de outros exames como a cintilografia de perfusão miocárdica, ecocardiograma de estresse e ergoespirometria .
Riscos
Em geral, o TE é um exame muito seguro.Na população geral a ocorrência de complicações graves (exemplo : infarto do miocárdio ou arritmias cardíacas de difícil controle) é de cerca de 0,05%, ou seja , uma complicação para cada 2.000 exames.O risco de morte é ainda menor: uma em cada 10.000 exames (0,01%).
http://portaldocoracao.uol.com.br/exames/o-que-podemos-avaliar-durante-a-realizaco-de-um-teste-de-esforco
Em relação as doenças cardiovasculares, o TE é utilizado para o diagnóstico, avaliação do tratamento ou estimativa de complicações futuras (valor prognóstico).Na grande maioria dos casos, o TE é realizado com esteira rolante, no entanto, a bicicleta ergométrica também poderá ser utilizada.O TE pode ser parte integrante de outros exames, como a cintilografia de perfusão miocárdica, o ecocardiograma de estresse e a ergoespirometria (teste cardiopulmonar).
Orientações antes do exame
- O paciente deverá realizar uma refeição leve no mínimo duas horas antes do exame.Deverá comparecer ao local com uma roupa apropriada para a prática de exercício físico (short , moleton , tenis , etc.). Mulheres deverão usar sutiã.Nos homens, poderá ser necessária a raspagem dos pelos do tórax (tricotomia) para evitar interferências no traçado eletrocardiográfico.
- Os medicamentos de uso contínuo poderão ou não ser suspensos de acordo com a finalidade do exame, ou seja, se este é indicado para o diagnóstico ou para avaliação do tratamento.Em caso de dúvida, consulte o médico solicitante do exame.Caso seja necessária a suspensão dos medicamentos, o tempo desta suspensão poderá variar de 1 até 30 dias, dependendo do medicamento.O ideal é que o médico solicitante, e não a secretária do setor de exames, oriente o paciente neste aspecto.
Como é feito?
- O TE deverá ser realizado em um local apropriado para o exame, com a presença de um médico treinado, equipamento adequado e material de emergência, incluindo equipamento para desfibrilação elétrica em caso de parada cardiorrespiratória.
- O TE consiste em submeter o paciente a um esforço físico crescente, através da utilização de um ergômetro que poderá ser uma esteira (o equipamento mais comum) ou uma bicicleta ergométrica.Utilizam-se protocolos (programas que determinam a forma de acelerar e/ou inclinar a esteira), de acordo com as características clínicas do paciente e a finalidade do exame.
- Antes de iniciar o TE realiza-se um eletrocardiograma de repouso e a medida da pressão arterial. A medida que o paciente realiza o esforço físico, é obtido um registro eletrocardiográfico contínuo (gravado no computador), além de medições periódicas da pressão arterial por um auxiliar.
- Periodicamente será perguntado ao paciente a respeito de seus sintomas ao esforço, como cansaço (esse deverá ser quantificado), falta de ar, dor no peito, fadiga nas pernas, tonturas, sensação de desmaio, etc. Após o término do esforço, realiza-se na recuperação novos eletrocardiogramas e medidas adicionais da pressão arterial.
- Geralmente o objetivo do TE é fazer com que o paciente atinja pelo menos 85% da frequência cardíaca máxima (FCM).A FCM é obtida pela fórmula 220 - a idade do paciente.Por exemplo: um paciente de 40 anos terá uma FCM teórica de 180 (resultado de 220-40) batimentos por minuto (bpm). Durante o TE este paciente deverá atingir cerca de 153 bpm, ou seja , 85% de sua FCM (180 bpm).
- O exame ainda poderá ser interrompido pela presença de exaustão física, anormalidades graves do eletrocardiograma, aparecimento de angina do peito limitante, elevação excessiva da pressão arterial ou queda desta durante o esforço, ou ainda, por outras situações indicativas de risco associado ao esforço físico .
Indicações
- Diagnóstico de doença arterial coronariana (comprometimento das artérias do coração por placas de gordura ou ateromas), em pessoas com dor torácica ou não, desde que haja uma suspeita da doença.É importante salientar que o TE apresenta limitações para o diagnóstico desta doença, pois a sensibilidade (capacidade do TE em diagnosticar a doença) e a especificidade (correlação de um TE alterado com a presença real da doença) são inferiores a 70% e 80%, respectivamente.
Logo, existem casos de TE falso-positivos (há alteração durante o TE, mas não há uma doença real) e falso-negativos (o TE é normal, mas o paciente apresenta a doença).
- Avaliação do risco de complicações futuras em pessoas com doença arterial coronariana já conhecida.
- Após o infarto do miocárdio com o objetivo de avaliar a condição cardíaca do paciente para o retorno de suas atividades físicas.
- Em pessoas assintomáticas que sejam diabéticas, que desejem iniciar um exercício físico vigoroso, ou ainda, que tenham uma profissão que coloque outras pessoas em risco (exemplo: motoristas e pilotos de avião).
- Em pessoas assintomáticas que desejem realizar atividades físicas.
- Em pessoas assintomáticas que desejem realizar exercícios físicos e que tenham fatores de risco para a doença arterial coronariana (tabagismo, anormalidades do colesterol, histórico familiar, etc.).
- Avaliar a condição cardíaca de algumas pessoas com doenças das válvulas cardíacas.
- Avaliar a condição cardíaca de pacientes que serão submetidos ou que foram submetidos a uma angioplastia coronariana ou uma cirurgia de ponte de safena.
- Avaliar a condição cardíaca de pacientes com arritmias, distúrbios de condução elétrica do coração ou que tenham marcapasso artificial.
- Como parte integrante de outros exames como a cintilografia de perfusão miocárdica, ecocardiograma de estresse e ergoespirometria .
Riscos
Em geral, o TE é um exame muito seguro.Na população geral a ocorrência de complicações graves (exemplo : infarto do miocárdio ou arritmias cardíacas de difícil controle) é de cerca de 0,05%, ou seja , uma complicação para cada 2.000 exames.O risco de morte é ainda menor: uma em cada 10.000 exames (0,01%).
http://portaldocoracao.uol.com.br/exames/o-que-podemos-avaliar-durante-a-realizaco-de-um-teste-de-esforco
Estudo põe em dúvida eficácia do PSA para detectar câncer de próstata
Em algumas ocasiões, exame termina em cirurgias ou irradiações com duras consequências para a sexualidade e a continência de homem, diz pesquisa francesa
Efe
A eficácia da Prova do Antígeno Prostático (PSA), exame habitual para diagnosticar o câncer de próstata, foi posta em dúvida por um estudo divulgado nesta quarta-feira, 4, pela Alta Autoridade de Saúde da França (HAS).
A confiabilidade deste teste, frequentemente acompanhado do toque retal e até a primeira década deste século considerado um bom indicador para medir a evolução da doença, sofreu seu primeiro revés em 2010, quando a HAS anunciou que, aplicado à população masculina em geral, carecia de eficiência.
Agora, a Autoridade a descartou inclusive para os indivíduos "de risco", já que, apesar dos fatores de perigo conhecidos (idade, antecedentes familiares, origem africana e exposição a certos agentes químicos), atualmente a medicina não sabe nem o peso que tem cada um nem como interagem entre eles.
Por outra parte, a HAS constatou que até o momento não está provado que as pessoas com maior risco de contrair a doença, de evolução lenta, a desenvolvam de forma mais grave ou com maior rapidez, por isso o diagnóstico antecipado também não seria útil.
Finalmente, segundo os responsáveis do estudo, os pacientes que se submetem a este exame estão suscetíveis a dar "falsos positivos", o que representa "riscos secundários", tanto de tipo físico, derivados da consequente biópsia para determinar se há câncer, como de tipo psicológico e sexual.
A HAS concluiu que os homens que se submetem o teste deveriam fazê-lo "com conhecimento de causa", sabendo que "este exame em algumas ocasiões termina em operações ou irradiações inúteis com duras consequências para a sexualidade e a continência de homens que ainda são jovens e ativos".
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estudo-poe-em-duvida-eficacia-do-psa-para-detectar-cancer-de-prostata,857413,0.htm
Efe
A eficácia da Prova do Antígeno Prostático (PSA), exame habitual para diagnosticar o câncer de próstata, foi posta em dúvida por um estudo divulgado nesta quarta-feira, 4, pela Alta Autoridade de Saúde da França (HAS).
A confiabilidade deste teste, frequentemente acompanhado do toque retal e até a primeira década deste século considerado um bom indicador para medir a evolução da doença, sofreu seu primeiro revés em 2010, quando a HAS anunciou que, aplicado à população masculina em geral, carecia de eficiência.
Agora, a Autoridade a descartou inclusive para os indivíduos "de risco", já que, apesar dos fatores de perigo conhecidos (idade, antecedentes familiares, origem africana e exposição a certos agentes químicos), atualmente a medicina não sabe nem o peso que tem cada um nem como interagem entre eles.
Por outra parte, a HAS constatou que até o momento não está provado que as pessoas com maior risco de contrair a doença, de evolução lenta, a desenvolvam de forma mais grave ou com maior rapidez, por isso o diagnóstico antecipado também não seria útil.
Finalmente, segundo os responsáveis do estudo, os pacientes que se submetem a este exame estão suscetíveis a dar "falsos positivos", o que representa "riscos secundários", tanto de tipo físico, derivados da consequente biópsia para determinar se há câncer, como de tipo psicológico e sexual.
A HAS concluiu que os homens que se submetem o teste deveriam fazê-lo "com conhecimento de causa", sabendo que "este exame em algumas ocasiões termina em operações ou irradiações inúteis com duras consequências para a sexualidade e a continência de homens que ainda são jovens e ativos".
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estudo-poe-em-duvida-eficacia-do-psa-para-detectar-cancer-de-prostata,857413,0.htm
Sai pra lá, gengivite!
O problema afeta uma em cada duas pessoas e seu sintoma clássico é o sangramento das gengivas, durante a escovação ou no momento de usar o fio dental. O tratamento deve ser rápido, pois sua progressão pode comprometer as estruturas que dão sustentação aos dentes
Você é do tipo que só vai ao dentista quando sente dor e escova os dentes sempre com pressa, muitas vezes deixando de lado o fio dental e o antisséptico bucal? Pois saiba que essa falta de cuidado com a saúde da boca pode aumentar as chances de sofrer de gengivite, um mal muito prevalente em toda a população mundial. “Estamos falando de uma doença que é consequência do acúmulo de placa bacteriana na superfície dos dentes e das gengivas. Essa película aderente e incolor produz ácidos e toxinas que podem fazer com que as gengivas fiquem inflamadas, vermelhas, inchadas e sujeitas a sangramentos”, explica o cirurgião dentista Henrique da Cruz Pereira, da Academia Brasileira de Odontologia (AcBO).
A má higienização da boca é fator preponderante para o aparecimento da gengivite. “É impossível eliminar completamente as bactérias da boca. Saibam que após 40 minutos da escovação elas já se acumularam novamente, num processo que é natural. Daí a importância de fazer a remoção mecânica, constantemente”, complementa o dentista Walter Bretz, professor associado da Universidade de Nova York e professor assistente da Universidade de Pittsburgh (EUA), consultor da Oral B.
Apesar de contar com alguns sintomas clínicos claros, não é raro que a gengivite passe despercebida e evolua silenciosamente. “A doença pode provocar mau hálito persistente ou até mesmo dor e hipersensibilidade dental, gengivite! quando as gengivas, por estarem inchadas, chegam a se retrair. O sangramento também é comum, mas muitas pessoas não percebem a gravidade do problema e simplesmente ignoram esses sinais, adiando de forma indefinida as visitas ao dentista ”, atesta Pereira.
O perigo de não tratar a gengivite é maior do que parece. “Se essas bactérias entram pelo sulco gengival podem atingir a capa que envolve a raiz dos dentes, os ligamentos que prendem a gengiva ao osso e até mesmo os ossos, caracterizando a periodontite, que é um quadro mais avançado de gengivite. Nesse estágio, toda aquela estrutura que dá sustentação aos dentes pode ficar comprometida”, alerta o especialista Pereira.
Causas multifatoriais
Escovar os dentes após as refeições não é o suficiente para afastar o risco de gengivite. É preciso investir na limpeza completa (veja box Prevenir é o melhor remédio) e ainda visitar o dentista rigorosamente pelo menos a cada seis meses, já que alguns procedimentos de higienização mais profunda só podem ser feitos em consultório. “A consulta odontológica também é importante para que o dentista possa revisar com o paciente as técnicas de escovação, porque muitas pessoas, por pura falta de destreza, não conseguem remover completamente a placa. O profissional também tem condições de aconselhar em relação a outras mudanças de hábito que possam estar interferindo na saúde bucal, e é isso que também justifica a importância do contato periódico com um dentista”, afirma o cirurgião dentista Rodrigo Souza Constantin (SP).
"Escovar os dentes após as refeições não é o suficiente para afastar o risco de gengivite. É preciso investir na limpeza completa"
Prevenir ainda é o melhor remédio
Para passar bem longe dos incômodos da gengivite e de todas as complicações decorrentes dela,
adotar uma rotina de cuidados diários é um bom começo. Saiba o que você pode fazer, desde já,
e jure a si mesmo que terá a disciplina necessária para segui-los à risca. Seu sorriso agradece!
• Escovar os dentes de duas a três vezes ao dia é imprescindível. Faça a higiene com uma escova em bom estado, para que ela limpe os dentes, a língua e as gengivas. “As escovas elétricas são práticas, eficazes e são uma opção para quem se sente confortável com elas”, diz Bretz. Escovas comuns funcionam bem, se escolhidas de acordo com as características do paciente, e, nesse sentido, a orientação do dentista é útil. “Uma boa escova tem cerdas macias, capaz de remover a placa dental sem causar danos ao dente ou gengivas. A escova deve ter um tamanho ideal para alcançar os dentes dos fundos, em áreas de difícil acesso”, diz Constantin.
• Além de acertar na compra, é preciso lembrar de trocar a escova a cada três meses. “A dica é observar o aspecto da sua escova regularmente. Quando começar a apresentar características diferentes das que tinha quando foi comprada,substitua-a imediatamente”, ensina Pereira.
• Escovas interdentais podem ser utilizadas por pacientes com espaços mais amplos entre os dentes, ou que possuem implantes, pontes ou que tenham aparelhos ortodônticos.
• Um creme dental de boa qualidade também deve ser indicado pelo dentista, já que existem produtos específicos para os pacientes com gengivite, trazendo componentes que ajudam a prevenir e tratar a inflamação.
• O uso do fio dental, todos os dias, pelo menos uma vez ao dia, também é necessário. “Ele penetra em espaços pequenos onde a escova não consegue entrar para remover a placa”, explica Constantin. Para quem não tem o hábito de usá-lo, o sangramento, nos primeiros dias, pode ser considerado normal, por causa da própria inabilidade da pessoa ao manipular o acessório. “Se o sintoma não desaparecer em uma semana, é preciso ir ao dentista. Ou a gengivite já está presente ou será necessário corrigir a maneira de passar o fio”, alerta Pereira. A escolha entre o fio ou a fita dental deve obedecer critérios pessoais. “Fique com o que lhe der mais conforto. A eficácia dos dois é a mesma”, diz. Além disso, tanto faz usá-lo antes ou depois da escovação.
• O enxaguante bucal complementa a limpeza e pode ser aplicado após a escovação, pelo menos uma vez ao dia, antes de dormir. “Além da remoção mecânica, feita com a escova, o creme e o fio, o antisséptico combaterá às bactérias, reforçando a proteção contra a gengivite e outros problemas bucais”, diz
"Na sua boca vivem normalmente mais de 700 tipos de micro-organismos diferentes. Em apenas um mililitro de saliva, existem de um a cinco bilhões de bactérias"
Restaurações e próteses mal-adaptadas também podem favorecer a retenção de bactérias em suas reentrâncias e contornos, bem como aparelhos ortodônticos. Por isso mesmo, pacientes que usam esses acessórios precisam de cuidado ainda mais intenso.
Além disso, a gengivite pode estar relacionada ao uso de medicamentos e outras doenças sistêmicas. “Em geral, anticonvulsivantes, drogas que afetam a imunidade — utilizados no tratamento de doenças específicas —, e drogas bloqueadoras dos canais de cálcio podem levar à formação de lesões bucais, pois causam aumento no volume gengival”, explica Constantin. Doenças crônicas, como o diabetes, também aumentam a predisposição à inflamação gengival. “Pacientes portadores de diabetes tipo I e que são dependentes de insulina normalmente desenvolvem uma resposta inflamatória ainda mais pronunciada na presença da placa dental, em relação a pessoas não diabéticas”, esclarece o especialista.
Maus hábitos também aumentam o risco de gengivite e podem acelerar sua progressão. Beber e fumar, por exemplo, são costumes extremamente prejudiciais, porque podem irritar a mucosa bucal.
Alterações hormonais, típicas da puberdade, da gravidez e da menopausa, são outros fatores que contam no aparecimento da gengivite. Isso porque os hormônios influenciam na capacidade de defesa do organismo às tantas ameaças externas e também na circulação.
“As gestantes, em especial, estão mais suscetíveis porque, nessa fase, há uma maior vascularização local e os pequenos vasos sanguíneos da boca também se tornam mais frágeis”, diz o cirurgião dentista Mario Groisman, mestre em Odontologia£pela Universidade de Lund (SE). Por fim, a deficiência de vitamina C, o estresse prolongado e mesmo os traumas causados pela força excessiva empregada à escovação podem facilitar o aparecimento da gengivite.
Diagnóstico e tratamento
A partir de um exame clínico detalhado, o dentista consegue determinar se o paciente está sofrendo de gengivite e qual é o grau da doença. Em geral, casos iniciais de gengivite regridem a partir de uma limpeza profunda, feita em consultório, uma espécie de raspagem entre os dentes e nos sulcos das gengivas, com o objetivo de remover a placa. Em quadros mais avançados, a prescrição de analgésicos, antiinflamatórios e antibióticos complementa as intervenções clínicas. “Quando a periodontite já se instalou e comprometeu a estrutura dos dentes, outras ações são necessárias, chegando até o nível da recomposição óssea”, diz Pereira.
RISCOS NA GRAVIDEZ SÃO MAIORES
Uma gengivite não tratada durante a gestação pode ter consequências sérias para o desenvolvimento da gravidez e ao bebê. “Quadros avançados, decorrentes da inflamação, podem até induzir a partos prematuros”, alerta Constantin. Há pesquisas relacionando a presença de inflamações ao baixo peso do bebê ao nascer. Procure um dentista, pois, embora muitos tratamentos devam ser evitados durante a gestação, a gengivite é a exceção. As restrições são o uso de certos medicamentos e exames de raios X, pois exigem mais cuidados durante a gravidez
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/106/sai-pra-la-gengivite-o-problema-afeta-uma-em-246197-1.asp
Você é do tipo que só vai ao dentista quando sente dor e escova os dentes sempre com pressa, muitas vezes deixando de lado o fio dental e o antisséptico bucal? Pois saiba que essa falta de cuidado com a saúde da boca pode aumentar as chances de sofrer de gengivite, um mal muito prevalente em toda a população mundial. “Estamos falando de uma doença que é consequência do acúmulo de placa bacteriana na superfície dos dentes e das gengivas. Essa película aderente e incolor produz ácidos e toxinas que podem fazer com que as gengivas fiquem inflamadas, vermelhas, inchadas e sujeitas a sangramentos”, explica o cirurgião dentista Henrique da Cruz Pereira, da Academia Brasileira de Odontologia (AcBO).
A má higienização da boca é fator preponderante para o aparecimento da gengivite. “É impossível eliminar completamente as bactérias da boca. Saibam que após 40 minutos da escovação elas já se acumularam novamente, num processo que é natural. Daí a importância de fazer a remoção mecânica, constantemente”, complementa o dentista Walter Bretz, professor associado da Universidade de Nova York e professor assistente da Universidade de Pittsburgh (EUA), consultor da Oral B.
Apesar de contar com alguns sintomas clínicos claros, não é raro que a gengivite passe despercebida e evolua silenciosamente. “A doença pode provocar mau hálito persistente ou até mesmo dor e hipersensibilidade dental, gengivite! quando as gengivas, por estarem inchadas, chegam a se retrair. O sangramento também é comum, mas muitas pessoas não percebem a gravidade do problema e simplesmente ignoram esses sinais, adiando de forma indefinida as visitas ao dentista ”, atesta Pereira.
O perigo de não tratar a gengivite é maior do que parece. “Se essas bactérias entram pelo sulco gengival podem atingir a capa que envolve a raiz dos dentes, os ligamentos que prendem a gengiva ao osso e até mesmo os ossos, caracterizando a periodontite, que é um quadro mais avançado de gengivite. Nesse estágio, toda aquela estrutura que dá sustentação aos dentes pode ficar comprometida”, alerta o especialista Pereira.
Causas multifatoriais
Escovar os dentes após as refeições não é o suficiente para afastar o risco de gengivite. É preciso investir na limpeza completa (veja box Prevenir é o melhor remédio) e ainda visitar o dentista rigorosamente pelo menos a cada seis meses, já que alguns procedimentos de higienização mais profunda só podem ser feitos em consultório. “A consulta odontológica também é importante para que o dentista possa revisar com o paciente as técnicas de escovação, porque muitas pessoas, por pura falta de destreza, não conseguem remover completamente a placa. O profissional também tem condições de aconselhar em relação a outras mudanças de hábito que possam estar interferindo na saúde bucal, e é isso que também justifica a importância do contato periódico com um dentista”, afirma o cirurgião dentista Rodrigo Souza Constantin (SP).
"Escovar os dentes após as refeições não é o suficiente para afastar o risco de gengivite. É preciso investir na limpeza completa"
Prevenir ainda é o melhor remédio
Para passar bem longe dos incômodos da gengivite e de todas as complicações decorrentes dela,
adotar uma rotina de cuidados diários é um bom começo. Saiba o que você pode fazer, desde já,
e jure a si mesmo que terá a disciplina necessária para segui-los à risca. Seu sorriso agradece!
• Escovar os dentes de duas a três vezes ao dia é imprescindível. Faça a higiene com uma escova em bom estado, para que ela limpe os dentes, a língua e as gengivas. “As escovas elétricas são práticas, eficazes e são uma opção para quem se sente confortável com elas”, diz Bretz. Escovas comuns funcionam bem, se escolhidas de acordo com as características do paciente, e, nesse sentido, a orientação do dentista é útil. “Uma boa escova tem cerdas macias, capaz de remover a placa dental sem causar danos ao dente ou gengivas. A escova deve ter um tamanho ideal para alcançar os dentes dos fundos, em áreas de difícil acesso”, diz Constantin.
• Além de acertar na compra, é preciso lembrar de trocar a escova a cada três meses. “A dica é observar o aspecto da sua escova regularmente. Quando começar a apresentar características diferentes das que tinha quando foi comprada,substitua-a imediatamente”, ensina Pereira.
• Escovas interdentais podem ser utilizadas por pacientes com espaços mais amplos entre os dentes, ou que possuem implantes, pontes ou que tenham aparelhos ortodônticos.
• Um creme dental de boa qualidade também deve ser indicado pelo dentista, já que existem produtos específicos para os pacientes com gengivite, trazendo componentes que ajudam a prevenir e tratar a inflamação.
• O uso do fio dental, todos os dias, pelo menos uma vez ao dia, também é necessário. “Ele penetra em espaços pequenos onde a escova não consegue entrar para remover a placa”, explica Constantin. Para quem não tem o hábito de usá-lo, o sangramento, nos primeiros dias, pode ser considerado normal, por causa da própria inabilidade da pessoa ao manipular o acessório. “Se o sintoma não desaparecer em uma semana, é preciso ir ao dentista. Ou a gengivite já está presente ou será necessário corrigir a maneira de passar o fio”, alerta Pereira. A escolha entre o fio ou a fita dental deve obedecer critérios pessoais. “Fique com o que lhe der mais conforto. A eficácia dos dois é a mesma”, diz. Além disso, tanto faz usá-lo antes ou depois da escovação.
• O enxaguante bucal complementa a limpeza e pode ser aplicado após a escovação, pelo menos uma vez ao dia, antes de dormir. “Além da remoção mecânica, feita com a escova, o creme e o fio, o antisséptico combaterá às bactérias, reforçando a proteção contra a gengivite e outros problemas bucais”, diz
"Na sua boca vivem normalmente mais de 700 tipos de micro-organismos diferentes. Em apenas um mililitro de saliva, existem de um a cinco bilhões de bactérias"
Restaurações e próteses mal-adaptadas também podem favorecer a retenção de bactérias em suas reentrâncias e contornos, bem como aparelhos ortodônticos. Por isso mesmo, pacientes que usam esses acessórios precisam de cuidado ainda mais intenso.
Além disso, a gengivite pode estar relacionada ao uso de medicamentos e outras doenças sistêmicas. “Em geral, anticonvulsivantes, drogas que afetam a imunidade — utilizados no tratamento de doenças específicas —, e drogas bloqueadoras dos canais de cálcio podem levar à formação de lesões bucais, pois causam aumento no volume gengival”, explica Constantin. Doenças crônicas, como o diabetes, também aumentam a predisposição à inflamação gengival. “Pacientes portadores de diabetes tipo I e que são dependentes de insulina normalmente desenvolvem uma resposta inflamatória ainda mais pronunciada na presença da placa dental, em relação a pessoas não diabéticas”, esclarece o especialista.
Maus hábitos também aumentam o risco de gengivite e podem acelerar sua progressão. Beber e fumar, por exemplo, são costumes extremamente prejudiciais, porque podem irritar a mucosa bucal.
Alterações hormonais, típicas da puberdade, da gravidez e da menopausa, são outros fatores que contam no aparecimento da gengivite. Isso porque os hormônios influenciam na capacidade de defesa do organismo às tantas ameaças externas e também na circulação.
“As gestantes, em especial, estão mais suscetíveis porque, nessa fase, há uma maior vascularização local e os pequenos vasos sanguíneos da boca também se tornam mais frágeis”, diz o cirurgião dentista Mario Groisman, mestre em Odontologia£pela Universidade de Lund (SE). Por fim, a deficiência de vitamina C, o estresse prolongado e mesmo os traumas causados pela força excessiva empregada à escovação podem facilitar o aparecimento da gengivite.
Diagnóstico e tratamento
A partir de um exame clínico detalhado, o dentista consegue determinar se o paciente está sofrendo de gengivite e qual é o grau da doença. Em geral, casos iniciais de gengivite regridem a partir de uma limpeza profunda, feita em consultório, uma espécie de raspagem entre os dentes e nos sulcos das gengivas, com o objetivo de remover a placa. Em quadros mais avançados, a prescrição de analgésicos, antiinflamatórios e antibióticos complementa as intervenções clínicas. “Quando a periodontite já se instalou e comprometeu a estrutura dos dentes, outras ações são necessárias, chegando até o nível da recomposição óssea”, diz Pereira.
RISCOS NA GRAVIDEZ SÃO MAIORES
Uma gengivite não tratada durante a gestação pode ter consequências sérias para o desenvolvimento da gravidez e ao bebê. “Quadros avançados, decorrentes da inflamação, podem até induzir a partos prematuros”, alerta Constantin. Há pesquisas relacionando a presença de inflamações ao baixo peso do bebê ao nascer. Procure um dentista, pois, embora muitos tratamentos devam ser evitados durante a gestação, a gengivite é a exceção. As restrições são o uso de certos medicamentos e exames de raios X, pois exigem mais cuidados durante a gravidez
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/106/sai-pra-la-gengivite-o-problema-afeta-uma-em-246197-1.asp
Casos de câncer de pele aumentam entre os jovens norte-americanos
Estudo realizado pela Clínica Mayo, nos Estados Unidos, mostra que o número de casos de câncer de pele entre os jovens norte-americanos está aumentando. De acordo com os especialistas, duas possíveis causas para isto são a falta de aplicação do protetor solarem crianças e o crescimento dos centros de bronzeamento artificial.
As mulheres estão sendo mais afetadas pelo câncer de pele, já que entre 1970 e 2009, as taxas de melanoma aumentaram oito vezes entre as mulheres e quatro vezes entre os homens, especialmente entre aqueles entre 20 e 30 anos.
A boa notícia é que o número de mortes decorrentes da doença diminuiu no mesmo período. No entanto, os pesquisadores acreditam que uma maior intervenção seria capaz de diminuir os casos e ainda mais as mortes.
Segundo Jerry Brewer, autor da pesquisa, não existe um bronzeamento totalmente saudável e que os jovens ainda não compreenderam totalmente o perigo dessa prática. "Mesmo quando os jovens têm uma compreensão maior dos efeitos prejudiciais do bronzeado, ainda não mudaram seu comportamento e se expõem ao sol tanto ou mais do que se fazia nos anos 80", acrescenta.
De acordo com o autor, mesmo que o estudo realizado por sua equipe não tenha se concentrado nas razões que aumentam os casos, outras pesquisas mostram que pessoas que usam centros de bronzeamento têm 74% mais chances de contrair melanomas do que aqueles que não se bronzeiam.
Fonte: Prontuário de Notícias, 04 de abril de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9688&mode=browse&fromhome=y
As mulheres estão sendo mais afetadas pelo câncer de pele, já que entre 1970 e 2009, as taxas de melanoma aumentaram oito vezes entre as mulheres e quatro vezes entre os homens, especialmente entre aqueles entre 20 e 30 anos.
A boa notícia é que o número de mortes decorrentes da doença diminuiu no mesmo período. No entanto, os pesquisadores acreditam que uma maior intervenção seria capaz de diminuir os casos e ainda mais as mortes.
Segundo Jerry Brewer, autor da pesquisa, não existe um bronzeamento totalmente saudável e que os jovens ainda não compreenderam totalmente o perigo dessa prática. "Mesmo quando os jovens têm uma compreensão maior dos efeitos prejudiciais do bronzeado, ainda não mudaram seu comportamento e se expõem ao sol tanto ou mais do que se fazia nos anos 80", acrescenta.
De acordo com o autor, mesmo que o estudo realizado por sua equipe não tenha se concentrado nas razões que aumentam os casos, outras pesquisas mostram que pessoas que usam centros de bronzeamento têm 74% mais chances de contrair melanomas do que aqueles que não se bronzeiam.
Fonte: Prontuário de Notícias, 04 de abril de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9688&mode=browse&fromhome=y
10 dúvidas sobre virose em crianças
O dia chega ao fim e seu filho começa a ficar dengoso e sem vontade de brincar. Durante a noite, está com febre, dores no corpo e coriza. E na hora do diagnóstico, você ouve sempre a mesma palavra: virose. Para o desespero dos pais, isso se confirma. Há milhões de vírus espalhados no ar, que causam desequilíbrios parecidos no organismo. Leia a seguir as respostas para as dúvidas mais comuns
1. Por que o primeiro diagnóstico dos médicos é sempre virose?
É mesmo difícil aceitar que todo mal-estar, febre, vômito, diarreia, coriza e dores no corpo seja virose. Mas os médicos têm razão. Há milhões de vírus espalhados pelo ar que causam infecções. Os mais conhecidos são a gripe e o rotavírus, mas não é possível conhecer e denominar todos os que existem. Ao examinar a criança, o médico é capaz de perceber o estado geral e identificar se há sinais de doenças mais complicadas. Quando essa possibilidade é descartada, ele constata que se trata de uma virose, já que a probabilidade de se contaminar pelo ar é grande.
2. Por que a maioria dos médicos não pede exames para ter certeza de que se trata de uma virose?
Os exames laboratoriais são dispensados, em geral, porque o organismo da criança costuma se livrar do vírus em poucos dias, antes até de os resultados ficarem prontos.
3. Existem vacinas contra viroses?
Sim. Para os vírus mais comuns, como os que transmitem gripe, catapora, sarampo, hepatite A e B e rotavírus, há vacinas que podem ser tomadas a partir do 2o mês de vida. Entretanto, para a maioria, ainda não existe vacina. Por isso, o único jeito é amenizar os sintomas e esperar que o organismo se recupere sozinho.
4. Como devo agir assim que se apresentarem os primeiros sintomas?
Antes de mais nada, converse com o pediatra da criança. Os primeiros cuidados variam conforme a idade. Se a criança já completou 1 ano, o ideal é observá-la por 48 horas antes de levá-la ao consultório. Antes disso, é difícil até para o médico fazer o diagnóstico, já que os sintomas da doença não aparecem imediatamente. O tratamento pode incluir desde a adoção de um antitérmico até lavar o nariz com soro fisiológico e fazer inalação. Ofereça bastante líquido para afastar o risco de desidratação. Evite levar a criança correndo ao pronto-socorro, sem antes ter consultado o pediatra. O ar dos hospitais está cheio de vírus e, com o sistema imunológico mais frágil, seu filho pode piorar. Faça isso somente se ele não apresentar melhora com os seus cuidados e medicação. Nos menores de 1 ano, a atitude deve ser outra: não dá para esperar. Como eles não expressam a dor e o mal-estar com clareza, é melhor consultar o pediatra e, se não conseguir, levar a criança a um pronto-socorro pediátrico.
5. Como saber se o que o meu filho tem não é uma doença mais séria?
Pelo estado geral da criança. Quando ela está caída, desanimada, mesmo que com febre baixa, a situação pode indicar algo mais complicado do que se ela estiver com febre mais alta e brincando normalmente. Além disso, os pediatras seguem uma lista de procedimentos médicos ao examinar a criança que podem apontar sintomas de outras doenças mais graves, como meningite e sarampo.
6. Quanto tempo ela dura, em média?
Entre quatro e sete dias. No segundo dia, a febre costuma baixar. Se a criança for saudável e tiver alimentação adequada, o organismo se livra sozinho da doença.
7. Como fortalecer o sistema imunológico da criança para prevenir as viroses, principalmente nessa época do ano?
O mais importante é manter uma vida saudável. Para os bebês, o leite materno é, claro, a melhor prevenção, pois tem anticorpos e fortalece o sistema imunológico. Evite aglomerações e mantenha a casa aberta para trocar o ar. Prefira levar a criança para brincar em parques ao ar livre. Nesse ambiente o ar circula. Já em playgrounds fechados, como aqueles localizados em shoppings, ela respira o mesmo ar. Lembre seu filho de lavar as mãos com frequência e ofereça uma alimentação balanceada, com frutas, verduras e legumes. Eles contêm nutrientes fundamentais para a formação do sistema imunológico. Uma boa noite de sono também é uma ótima defesa para o corpo.
8. Quantas viroses, em média, uma criança saudável tem por ano?
Dos 6 meses aos 2 anos de vida, é comum ter até seis viroses por ano. Bebês não sofrem tanto. O recém-nascido é protegido pelos anticorpos que recebe da mãe por meio da placenta e, depois, pelo leite materno. As crianças que ficam em creches podem adquiri-las com mais frequência.
9. As viroses são sazonais?
Sim. As respiratórias são mais comuns nos meses mais frios. Nessa época, as pessoas costumam ficar em ambientes fechados, o que dificulta a troca de ar. As gastrintestinais acontecem durante o ano todo e a principal forma de transmissão é através do contato com as fezes, que pode acontecer durante uma troca de fraldas, caso a mãe não higienize as mãos corretamente e toque, por exemplo, em um objeto que vá parar nas mãos de outras crianças. Também há casos de transmissão pelo ar: a diferença é que esse tipo de virose afeta o intestino.
10. Quais são os riscos se a virose não for tratada corretamente?
Com o sistema imunológico debilitado, a criança pode ser atacada por doenças, como otite, sinusite e até pneumonia.
Fontes: Marco Aurélio Sáfadi, pediatra e infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz (SP); Célia Di Giovanni, neonatologista da Maternidade Santa Joana (SP); Clery Bernadi Gallacci, pediatra da Maternidade Santa Joana e professora da Santa Casa de São Paulo
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI66270-15326-1,00-DUVIDAS+SOBRE+VIROSE+EM+CRIANCAS.html
1. Por que o primeiro diagnóstico dos médicos é sempre virose?
É mesmo difícil aceitar que todo mal-estar, febre, vômito, diarreia, coriza e dores no corpo seja virose. Mas os médicos têm razão. Há milhões de vírus espalhados pelo ar que causam infecções. Os mais conhecidos são a gripe e o rotavírus, mas não é possível conhecer e denominar todos os que existem. Ao examinar a criança, o médico é capaz de perceber o estado geral e identificar se há sinais de doenças mais complicadas. Quando essa possibilidade é descartada, ele constata que se trata de uma virose, já que a probabilidade de se contaminar pelo ar é grande.
2. Por que a maioria dos médicos não pede exames para ter certeza de que se trata de uma virose?
Os exames laboratoriais são dispensados, em geral, porque o organismo da criança costuma se livrar do vírus em poucos dias, antes até de os resultados ficarem prontos.
3. Existem vacinas contra viroses?
Sim. Para os vírus mais comuns, como os que transmitem gripe, catapora, sarampo, hepatite A e B e rotavírus, há vacinas que podem ser tomadas a partir do 2o mês de vida. Entretanto, para a maioria, ainda não existe vacina. Por isso, o único jeito é amenizar os sintomas e esperar que o organismo se recupere sozinho.
4. Como devo agir assim que se apresentarem os primeiros sintomas?
Antes de mais nada, converse com o pediatra da criança. Os primeiros cuidados variam conforme a idade. Se a criança já completou 1 ano, o ideal é observá-la por 48 horas antes de levá-la ao consultório. Antes disso, é difícil até para o médico fazer o diagnóstico, já que os sintomas da doença não aparecem imediatamente. O tratamento pode incluir desde a adoção de um antitérmico até lavar o nariz com soro fisiológico e fazer inalação. Ofereça bastante líquido para afastar o risco de desidratação. Evite levar a criança correndo ao pronto-socorro, sem antes ter consultado o pediatra. O ar dos hospitais está cheio de vírus e, com o sistema imunológico mais frágil, seu filho pode piorar. Faça isso somente se ele não apresentar melhora com os seus cuidados e medicação. Nos menores de 1 ano, a atitude deve ser outra: não dá para esperar. Como eles não expressam a dor e o mal-estar com clareza, é melhor consultar o pediatra e, se não conseguir, levar a criança a um pronto-socorro pediátrico.
5. Como saber se o que o meu filho tem não é uma doença mais séria?
Pelo estado geral da criança. Quando ela está caída, desanimada, mesmo que com febre baixa, a situação pode indicar algo mais complicado do que se ela estiver com febre mais alta e brincando normalmente. Além disso, os pediatras seguem uma lista de procedimentos médicos ao examinar a criança que podem apontar sintomas de outras doenças mais graves, como meningite e sarampo.
6. Quanto tempo ela dura, em média?
Entre quatro e sete dias. No segundo dia, a febre costuma baixar. Se a criança for saudável e tiver alimentação adequada, o organismo se livra sozinho da doença.
7. Como fortalecer o sistema imunológico da criança para prevenir as viroses, principalmente nessa época do ano?
O mais importante é manter uma vida saudável. Para os bebês, o leite materno é, claro, a melhor prevenção, pois tem anticorpos e fortalece o sistema imunológico. Evite aglomerações e mantenha a casa aberta para trocar o ar. Prefira levar a criança para brincar em parques ao ar livre. Nesse ambiente o ar circula. Já em playgrounds fechados, como aqueles localizados em shoppings, ela respira o mesmo ar. Lembre seu filho de lavar as mãos com frequência e ofereça uma alimentação balanceada, com frutas, verduras e legumes. Eles contêm nutrientes fundamentais para a formação do sistema imunológico. Uma boa noite de sono também é uma ótima defesa para o corpo.
8. Quantas viroses, em média, uma criança saudável tem por ano?
Dos 6 meses aos 2 anos de vida, é comum ter até seis viroses por ano. Bebês não sofrem tanto. O recém-nascido é protegido pelos anticorpos que recebe da mãe por meio da placenta e, depois, pelo leite materno. As crianças que ficam em creches podem adquiri-las com mais frequência.
9. As viroses são sazonais?
Sim. As respiratórias são mais comuns nos meses mais frios. Nessa época, as pessoas costumam ficar em ambientes fechados, o que dificulta a troca de ar. As gastrintestinais acontecem durante o ano todo e a principal forma de transmissão é através do contato com as fezes, que pode acontecer durante uma troca de fraldas, caso a mãe não higienize as mãos corretamente e toque, por exemplo, em um objeto que vá parar nas mãos de outras crianças. Também há casos de transmissão pelo ar: a diferença é que esse tipo de virose afeta o intestino.
10. Quais são os riscos se a virose não for tratada corretamente?
Com o sistema imunológico debilitado, a criança pode ser atacada por doenças, como otite, sinusite e até pneumonia.
Fontes: Marco Aurélio Sáfadi, pediatra e infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz (SP); Célia Di Giovanni, neonatologista da Maternidade Santa Joana (SP); Clery Bernadi Gallacci, pediatra da Maternidade Santa Joana e professora da Santa Casa de São Paulo
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI66270-15326-1,00-DUVIDAS+SOBRE+VIROSE+EM+CRIANCAS.html
Papanicolaou em homens detecta tumor anal
O exame de papanicolaou, feito em mulheres para rastrear câncer do colo do útero, deveria deixar de ser algo exclusivamente feminino e ser realizado também em homens, dizem especialistas.
No Hospital das Clínicas da USP, médicos do ambulatório de proctologia e DSTs vêm fazendo, há cerca de seis anos, o papanicolaou anal em mulheres e homens para detectar lesões causadas por HPV e diagnosticar câncer de ânus precocemente.
O papanicolaou anal é pouco conhecido por aqui, mas é muito difundido em outros países, como os EUA.
"Estamos lutando para a população ficar sabendo, inclusive os médicos. As pessoas têm que exigir o exame e os médicos precisam dar essa resposta à sociedade", afirma Fábio Atui, proctologista do ambulatório do HC que participou do congresso Gut Microbiota for Health World Summit, na França.
Segundo ele, o tabu sobre o assunto é uma barreira para a maior conscientização sobre o exame.
O teste é feito numa população com maior risco de ter a doença, como pessoas com HIV, imunossuprimidos (quem fez um transplante, por exemplo), quem faz sexo anal (homem ou mulher) e pessoas com histórico de lesões genitais por HPV.
RARO
O câncer de ânus, apesar de raro (1,5 caso em 100 mil pessoas), tem se tornado mais frequente. Um dos fatores é a sobrevida maior de pacientes com HIV, que têm maior risco de desenvolver lesões pré-cancerosas. Uma proteína do HIV estimula a expressão do HPV.
"Mudanças sexuais nas últimas décadas tornaram a transmissão de HPV mais intensa", diz Luisa Villa, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Por causa da maior exposição ao vírus, a doença é mais comum entre homens homossexuais, diz Caio Nahas, proctologista do HC.
"Mas só o contato com áreas infectadas, com os dedos, pode passar o vírus. Não é surpreendente que pessoas que nunca fizeram sexo anal tenham lesões", diz Villa.
Como o risco de câncer, nesses casos, é bem menor, o exame não precisa ser feito em homens héteros sem HIV, segundo Atui. O proctologista diz que quem tem uma lesão por HPV pode ter câncer anal, mas não dá para afirmar que ao tratar a lesão evita-se o câncer.
"Mas quem tiver a lesão vai ser visto de perto e o diagnóstico do câncer será precoce. O exame se justifica por isso."
Villa afirma que o ferramentas de detecção precoce do câncer anal são importantes, dado o aumento da incidência da doença. No entanto, não há pesquisas suficientes para dizer que o papanicolaou é um exame de rastreamento desse tipo de câncer.
"Ainda precisamos de estudos para confirmar que o teste é uma ferramenta preventiva como é o papanicolaou para a mulher."
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1072720-papanicolaou-em-homens-detecta-tumor-anal.shtml
No Hospital das Clínicas da USP, médicos do ambulatório de proctologia e DSTs vêm fazendo, há cerca de seis anos, o papanicolaou anal em mulheres e homens para detectar lesões causadas por HPV e diagnosticar câncer de ânus precocemente.
O papanicolaou anal é pouco conhecido por aqui, mas é muito difundido em outros países, como os EUA.
"Estamos lutando para a população ficar sabendo, inclusive os médicos. As pessoas têm que exigir o exame e os médicos precisam dar essa resposta à sociedade", afirma Fábio Atui, proctologista do ambulatório do HC que participou do congresso Gut Microbiota for Health World Summit, na França.
Segundo ele, o tabu sobre o assunto é uma barreira para a maior conscientização sobre o exame.
O teste é feito numa população com maior risco de ter a doença, como pessoas com HIV, imunossuprimidos (quem fez um transplante, por exemplo), quem faz sexo anal (homem ou mulher) e pessoas com histórico de lesões genitais por HPV.
RARO
O câncer de ânus, apesar de raro (1,5 caso em 100 mil pessoas), tem se tornado mais frequente. Um dos fatores é a sobrevida maior de pacientes com HIV, que têm maior risco de desenvolver lesões pré-cancerosas. Uma proteína do HIV estimula a expressão do HPV.
"Mudanças sexuais nas últimas décadas tornaram a transmissão de HPV mais intensa", diz Luisa Villa, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Por causa da maior exposição ao vírus, a doença é mais comum entre homens homossexuais, diz Caio Nahas, proctologista do HC.
"Mas só o contato com áreas infectadas, com os dedos, pode passar o vírus. Não é surpreendente que pessoas que nunca fizeram sexo anal tenham lesões", diz Villa.
Como o risco de câncer, nesses casos, é bem menor, o exame não precisa ser feito em homens héteros sem HIV, segundo Atui. O proctologista diz que quem tem uma lesão por HPV pode ter câncer anal, mas não dá para afirmar que ao tratar a lesão evita-se o câncer.
"Mas quem tiver a lesão vai ser visto de perto e o diagnóstico do câncer será precoce. O exame se justifica por isso."
Villa afirma que o ferramentas de detecção precoce do câncer anal são importantes, dado o aumento da incidência da doença. No entanto, não há pesquisas suficientes para dizer que o papanicolaou é um exame de rastreamento desse tipo de câncer.
"Ainda precisamos de estudos para confirmar que o teste é uma ferramenta preventiva como é o papanicolaou para a mulher."
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1072720-papanicolaou-em-homens-detecta-tumor-anal.shtml
O Efeito vulcânico: por que sono inadequado durante o dia (falta de sonecas ou sonecas curtas) resulta em extrema irritação e luta contra o sono?
Conheça a fisiologia do sono dos bebês e entenda porque às vezes você erra pensando que está acertando.
Sono é uma necessidade básica da existência humana. Sono adequado é necessário para que bebês descansem, se desenvolvam e para que os hormônios do crescimento atuem e suas necessidades dependem de idade e maturidade. Na primeira infância, os padrões e características do sono são diferentes dos adultos. Vamos discutir um pouco da fisiologia do sono de bebês a partir dos seguintes princípios (1, 2):
1. Como adultos dormem: adultos adormecem e entram primeiro em sono profundo "não-REM" (REM da sigla em inglês para “movimentos rápidos dos olhos”), no qual a respiração é superficial e regular e os músculos estão relaxados. Cerca de 1 hora e meia depois, se passa para o sono leve ou ativo (sono REM), no qual os olhos se movem sob as pálpebras enquanto o cérebro se “exercita”: sonhamos e nos movimentamos, podemos até ir ao banheiro e não lembrar de nada. Esses ciclos de sono leve e profundo continuam se alternando a cada 2 horas, em média, ao longo da noite. Resultado: dormimos cerca de seis horas de sono tranquilo e duas horas de sono ativo.
2. Como bebês adormecem: bebês não têm maturidade para adormecerem sozinhos, sem ajuda, e precisam dos pais para isso (embora alguns bebês aceitem ser postos sonolentos no berço). Precisam de um ritual de sono repetitivo, que inclui contato corporal, como embalo, amamentação ou outro. Seus olhos se fecham, sua respiração fica irregular e ele pode se assustar, contrair os músculos e sorrir rapidamente, o chamado "sorriso do sono", e pode continuar a sugar com a boca tremendo. Então, você tenta transferi-lo para o berço e ele acorda imediatamente! Isso acontece porque ele não estava completamente adormecido e, sim, ainda no estágio de sono leve. Tente fazer todo o ritual acima, mas espere mais tempo (cerca de 20 minutos) até que entre em sono profundo: pare de sorrir, a respiração se torne regular e superficial e os músculos relaxem (punhos se abrem e braços e pernas ficam “pendurados”).
Portanto: adultos geralmente vão direto para o estágio de sono profundo, enquanto que bebês começam no estágio de sono leve.
3. Bebês têm ciclos de sono mais curtos que adultos: cerca de uma hora depois de adormecer, o bebê volta à fase de sono leve: começa a se movimentar, parece que vai sorrir, sua respiração torna-se irregular. Essa transição entre sono profundo e sono leve é um período vulnerável a despertares. Muitos bebês acordarão, então, se houver algum estímulo desconfortável ou irritante (fome, sede, barulhos e outros). Se ele não acordar, permanecerá em sono leve durante os próximos 10 minutos e retornará novamente para o sono profundo. Enquanto que os ciclos de sono dos adultos (passagem de sono leve para profundo e depois de volta ao sono leve) duram em média 90 minutos, os ciclos de sono dos bebês são mais curtos, têm de 50 a 60 minutos. Isto significa que os períodos vulneráveis para acordarem à noite acontecem a cada hora, em média. Nesse período vulnerável, você pode colocar uma mão carinhosa em suas costas ou permanecer ao seu lado se ele estiver na sua cama para ajudá-lo a superar esse período de sono leve sem acordar. Concluindo: alguns bebês precisam de ajuda para adormecerem novamente no período vulnerável a despertares entre os ciclos de sono.
4. Bebês não dormem tão profundamente quanto você: ou seja, bebês levam mais tempo para adormecer e têm mais períodos vulneráveis para acordar (cerca do dobro dos adultos). Isso parece injusto com os pais cansados depois de um longo dia cuidando deles. Entretanto, veja o próximo item e entenderá que essas acordadas mais frequentes existem por uma razão vital e que manipular o ritmo natural de sono do bebê pode não ser de seu melhor interesse (então pense bem antes de adotar métodos de "treinamento de sono" com técnicas e apetrechos).
5. Acordar durante a noite traz benefícios à sobrevivência: no início da vida do bebê suas necessidades estão no limite máximo, mas sua habilidade de comunicá-las é mínima. Vamos supor que um bebê dormisse profundamente a maior parte da noite, isso significa que algumas necessidades básicas não seriam supridas. Seus estômagos são diminutos e mamadas frequentes e em livre demanda são as únicas formas de atender todas as suas necessidades nutritivas e emocionais. Além disso, o leite materno é digerido com rapidez. Se a fome não fizesse o bebê acordar facilmente, isso seria um risco para sua sobrevivência. Da mesma forma, se uma dificuldade respiratória ou um ambiente frio não acordassem o bebê e ele não pudesse comunicar tais necessidades, sua sobrevivência estaria em jogo. Bebês, então, têm mais períodos vulneráveis ao sono, acordam mais, demoram mais para dormir. Parece até injusto, mas assim foram programados e há pesquisas que comprovam que o sono ativo os protege (3). Então, encorajar um bebê a dormir profundamente demais, cedo demais, pode não servir ao melhor interesse de sua sobrevivência e seu desenvolvimento.
6. Acordar durante a noite tem seus benefícios em termos de desenvolvimento: pesquisas mostram que o sono leve ajuda o cérebro a desenvolver-se (4), pois o fluxo sanguíneo até o cérebro quase dobra durante o sono REM (aumento mais evidente na área do cérebro que controla automaticamente a respiração). Durante o sono REM, o organismo trabalha na produção neurológica e acredita-se que o cérebro usa esse período para processar informações adquiridas durante o dia. No estágio de sono leve, os centros mais elevados do cérebro permanecem operando, mas durante o sono profundo esses centros são desligados e o bebê é mantido através dos centros inferiores do seu cérebro. É possível que durante o estágio de crescimento rápido do cérebro (o cérebro dos bebês cresce até cerca de 70% do volume adulto durante os primeiros dois anos), o cérebro precise continuar funcionando durante o sono para desenvolver-se. É interessante notar que prematuros passam ainda mais tempo do seu sono (aproximadamente 90%) em REM, talvez para acelerar o crescimento cerebral (5). Então, o período da vida que humanos dormem mais e o seu cérebro se desenvolve mais é quando têm o sono mais ativo.
7. À medida que crescem, os bebês atingem a maturidade do sono: Tudo bem, já entendemos isso, mas a pergunta que não quer calar é: quando, afinal, meu bebê dormirá a noite toda? A verdade é que essa idade varia enormemente entre os bebês. Nos primeiros 3 meses de vida, bebezinhos raramente dormem por mais que 4 horas seguidas sem precisarem de uma mamada. Mesmo assim, eles dormem um total de 14-18 horas por dia. Entre 3 e 6 meses de idade, a maioria fica acordada por períodos maiores durante o dia e alguns podem até dormir por 5 horas seguidas durante a noite (e isso é chamado ‘dormir a noite toda’ para um bebê). Tenha em mente que outros pais geralmente exageram quanto ao padrão de sono de seus bebês, como se isso fosse um distintivo de "boa maternagem", quando, na verdade, não é.
8. Bebês ainda acordam conforme vão se desenvolvendo: apesar de atingirem uma maturidade de sono até o final do primeiro ano, muitos ainda acordam por vários motivos, tantos físicos como psicológicos. Acontecimentos importantes no desenvolvimento, como sentar, engatinhar, caminhar, levam os bebês a "praticarem" suas novas habilidades enquanto dormem. Então, entre um e dois anos de idade, quando o bebê começa a dormir durante os estímulos para acordar acima mencionados, outras causas levam-no a acordar durante a noite, como ansiedade de separação e pesadelos. Para revisar com detalhes as fases de crescimento e desenvolvimento que interferem no sono do bebê veja o artigo sobre o tema (6). Finalmente, outro fator que pode fazer uma diferença na qualidade de sono é sua alimentação. Para maiores informações, ler o artigo “Comer bem para dormir bem” (7).
Agora que já sabemos essas lições essenciais do sono de bebês, vamos discutir a influência do sono diurno (sonecas) no sono noturno. Conforme a criança cresce e ganha maturidade, a quantidade de tempo que consegue ficar acordada e feliz aumenta. Assim, um bebê recém nascido só consegue ficar acordado de 1 a 2 horas antes que o cansaço se instale, enquanto que uma criança de 2 anos consegue durar até 7 horas acordada antes de precisar de uma soneca. Mas apenas após os 4 ou 5 anos de idade (as vezes mais) a criança consegue passar o dia todo sem sonecas e feliz, conforme a tabela e figuras abaixo.
Idade e tempo médio que crianças aguentam acordadas e felizes entre sonecas
Recém nascido 1 - 2 horas
6 meses 2 - 3 horas
12 meses 3 - 4 horas
18 meses 4 - 6 horas
2 anos 5 - 7 horas
3 anos 6 - 8 horas
4 anos 6 - 12 horas
Conheça a fisiologia do sono dos bebês e entenda porque às vezes você erra pensando que está acertando.
Sono é uma necessidade básica da existência humana. Sono adequado é necessário para que bebês descansem, se desenvolvam e para que os hormônios do crescimento atuem e suas necessidades dependem de idade e maturidade. Na primeira infância, os padrões e características do sono são diferentes dos adultos. Vamos discutir um pouco da fisiologia do sono de bebês a partir dos seguintes princípios (1, 2):
1. Como adultos dormem: adultos adormecem e entram primeiro em sono profundo "não-REM" (REM da sigla em inglês para “movimentos rápidos dos olhos”), no qual a respiração é superficial e regular e os músculos estão relaxados. Cerca de 1 hora e meia depois, se passa para o sono leve ou ativo (sono REM), no qual os olhos se movem sob as pálpebras enquanto o cérebro se “exercita”: sonhamos e nos movimentamos, podemos até ir ao banheiro e não lembrar de nada. Esses ciclos de sono leve e profundo continuam se alternando a cada 2 horas, em média, ao longo da noite. Resultado: dormimos cerca de seis horas de sono tranquilo e duas horas de sono ativo.
2. Como bebês adormecem: bebês não têm maturidade para adormecerem sozinhos, sem ajuda, e precisam dos pais para isso (embora alguns bebês aceitem ser postos sonolentos no berço). Precisam de um ritual de sono repetitivo, que inclui contato corporal, como embalo, amamentação ou outro. Seus olhos se fecham, sua respiração fica irregular e ele pode se assustar, contrair os músculos e sorrir rapidamente, o chamado "sorriso do sono", e pode continuar a sugar com a boca tremendo. Então, você tenta transferi-lo para o berço e ele acorda imediatamente! Isso acontece porque ele não estava completamente adormecido e, sim, ainda no estágio de sono leve. Tente fazer todo o ritual acima, mas espere mais tempo (cerca de 20 minutos) até que entre em sono profundo: pare de sorrir, a respiração se torne regular e superficial e os músculos relaxem (punhos se abrem e braços e pernas ficam “pendurados”).
Portanto: adultos geralmente vão direto para o estágio de sono profundo, enquanto que bebês começam no estágio de sono leve.
3. Bebês têm ciclos de sono mais curtos que adultos: cerca de uma hora depois de adormecer, o bebê volta à fase de sono leve: começa a se movimentar, parece que vai sorrir, sua respiração torna-se irregular. Essa transição entre sono profundo e sono leve é um período vulnerável a despertares. Muitos bebês acordarão, então, se houver algum estímulo desconfortável ou irritante (fome, sede, barulhos e outros). Se ele não acordar, permanecerá em sono leve durante os próximos 10 minutos e retornará novamente para o sono profundo. Enquanto que os ciclos de sono dos adultos (passagem de sono leve para profundo e depois de volta ao sono leve) duram em média 90 minutos, os ciclos de sono dos bebês são mais curtos, têm de 50 a 60 minutos. Isto significa que os períodos vulneráveis para acordarem à noite acontecem a cada hora, em média. Nesse período vulnerável, você pode colocar uma mão carinhosa em suas costas ou permanecer ao seu lado se ele estiver na sua cama para ajudá-lo a superar esse período de sono leve sem acordar. Concluindo: alguns bebês precisam de ajuda para adormecerem novamente no período vulnerável a despertares entre os ciclos de sono.
4. Bebês não dormem tão profundamente quanto você: ou seja, bebês levam mais tempo para adormecer e têm mais períodos vulneráveis para acordar (cerca do dobro dos adultos). Isso parece injusto com os pais cansados depois de um longo dia cuidando deles. Entretanto, veja o próximo item e entenderá que essas acordadas mais frequentes existem por uma razão vital e que manipular o ritmo natural de sono do bebê pode não ser de seu melhor interesse (então pense bem antes de adotar métodos de "treinamento de sono" com técnicas e apetrechos).
5. Acordar durante a noite traz benefícios à sobrevivência: no início da vida do bebê suas necessidades estão no limite máximo, mas sua habilidade de comunicá-las é mínima. Vamos supor que um bebê dormisse profundamente a maior parte da noite, isso significa que algumas necessidades básicas não seriam supridas. Seus estômagos são diminutos e mamadas frequentes e em livre demanda são as únicas formas de atender todas as suas necessidades nutritivas e emocionais. Além disso, o leite materno é digerido com rapidez. Se a fome não fizesse o bebê acordar facilmente, isso seria um risco para sua sobrevivência. Da mesma forma, se uma dificuldade respiratória ou um ambiente frio não acordassem o bebê e ele não pudesse comunicar tais necessidades, sua sobrevivência estaria em jogo. Bebês, então, têm mais períodos vulneráveis ao sono, acordam mais, demoram mais para dormir. Parece até injusto, mas assim foram programados e há pesquisas que comprovam que o sono ativo os protege (3). Então, encorajar um bebê a dormir profundamente demais, cedo demais, pode não servir ao melhor interesse de sua sobrevivência e seu desenvolvimento.
6. Acordar durante a noite tem seus benefícios em termos de desenvolvimento: pesquisas mostram que o sono leve ajuda o cérebro a desenvolver-se (4), pois o fluxo sanguíneo até o cérebro quase dobra durante o sono REM (aumento mais evidente na área do cérebro que controla automaticamente a respiração). Durante o sono REM, o organismo trabalha na produção neurológica e acredita-se que o cérebro usa esse período para processar informações adquiridas durante o dia. No estágio de sono leve, os centros mais elevados do cérebro permanecem operando, mas durante o sono profundo esses centros são desligados e o bebê é mantido através dos centros inferiores do seu cérebro. É possível que durante o estágio de crescimento rápido do cérebro (o cérebro dos bebês cresce até cerca de 70% do volume adulto durante os primeiros dois anos), o cérebro precise continuar funcionando durante o sono para desenvolver-se. É interessante notar que prematuros passam ainda mais tempo do seu sono (aproximadamente 90%) em REM, talvez para acelerar o crescimento cerebral (5). Então, o período da vida que humanos dormem mais e o seu cérebro se desenvolve mais é quando têm o sono mais ativo.
7. À medida que crescem, os bebês atingem a maturidade do sono: Tudo bem, já entendemos isso, mas a pergunta que não quer calar é: quando, afinal, meu bebê dormirá a noite toda? A verdade é que essa idade varia enormemente entre os bebês. Nos primeiros 3 meses de vida, bebezinhos raramente dormem por mais que 4 horas seguidas sem precisarem de uma mamada. Mesmo assim, eles dormem um total de 14-18 horas por dia. Entre 3 e 6 meses de idade, a maioria fica acordada por períodos maiores durante o dia e alguns podem até dormir por 5 horas seguidas durante a noite (e isso é chamado ‘dormir a noite toda’ para um bebê). Tenha em mente que outros pais geralmente exageram quanto ao padrão de sono de seus bebês, como se isso fosse um distintivo de "boa maternagem", quando, na verdade, não é.
8. Bebês ainda acordam conforme vão se desenvolvendo: apesar de atingirem uma maturidade de sono até o final do primeiro ano, muitos ainda acordam por vários motivos, tantos físicos como psicológicos. Acontecimentos importantes no desenvolvimento, como sentar, engatinhar, caminhar, levam os bebês a "praticarem" suas novas habilidades enquanto dormem. Então, entre um e dois anos de idade, quando o bebê começa a dormir durante os estímulos para acordar acima mencionados, outras causas levam-no a acordar durante a noite, como ansiedade de separação e pesadelos. Para revisar com detalhes as fases de crescimento e desenvolvimento que interferem no sono do bebê veja o artigo sobre o tema (6). Finalmente, outro fator que pode fazer uma diferença na qualidade de sono é sua alimentação. Para maiores informações, ler o artigo “Comer bem para dormir bem” (7).
Agora que já sabemos essas lições essenciais do sono de bebês, vamos discutir a influência do sono diurno (sonecas) no sono noturno. Conforme a criança cresce e ganha maturidade, a quantidade de tempo que consegue ficar acordada e feliz aumenta. Assim, um bebê recém nascido só consegue ficar acordado de 1 a 2 horas antes que o cansaço se instale, enquanto que uma criança de 2 anos consegue durar até 7 horas acordada antes de precisar de uma soneca. Mas apenas após os 4 ou 5 anos de idade (as vezes mais) a criança consegue passar o dia todo sem sonecas e feliz, conforme a tabela e figuras abaixo.
Idade e tempo médio que crianças aguentam acordadas e felizes entre sonecas
Recém nascido 1 - 2 horas
6 meses 2 - 3 horas
12 meses 3 - 4 horas
18 meses 4 - 6 horas
2 anos 5 - 7 horas
3 anos 6 - 8 horas
4 anos 6 - 12 horas
Tabela e Figura 1. Tempo médio necessário de sono noturno e diurno, por idade. Como se tratam de médias, variações são comuns e esperadas.
Então, imagine que pela manhã a criança acorda totalmente restaurada, cheia de energia, mas que conforme as horas passam, aos poucos, os benefícios do sono da noite passada são esgotados e ela precisa dormir novamente. Quando entendemos isso e não deixamos a criança ficar muito tempo acordada (“passar do ponto”, como costumamos dizer), e a colocamos para tirar uma soneca assim que percebermos sinais de sonolência, fortalecemos os benefícios do seu reservatório de sono, permitindo que ela ‘recomece’ o dia cheia de energia após cada período dormindo.
Por outro lado, quando não percebemos os sinais de sono (bocejar, esfregar olhos, perder interesse no ambiente, olhar parado, como “hipnotizado”, chorar, puxar cabelos e orelhas, algumas vezes até gritar), e não as ajudamos a adormecer quando os primeiros sinais aparecem (fazendo um ritual de soneca simples, porém repetitivo, com ambiente apropriado: escuro e com sons estáticos ao fundo), ou quando as “forçamos” a ficarem acordadas além de suas necessidades biológicas sem uma soneca, elas ficam exaustas, chorosas e infelizes.
Conforme os números acima, bebês novinhos aguentam um breve espaço de tempo acordados e a pressão do sono já chega, apenas entre 1-3 horas depois de despertos. Por isso é que recém nascidos dormem várias sonecas ao dia e bebês novos requerem 2-4 sonecas diárias. Conforme o tempo, os ciclos de sono do bebê ganham uma maturidade e eles são capazes de ficar acordados mais tempo entre sonecas.
Vale à pena reforçar também que, para serem restauradoras, as sonecas devem durar 1 hora no mínimo (para completarem as fases do ciclo de sono). Isso a partir de 3-4 meses, pois antes disso o padrão de sono é muito imaturo. Além disso, recém nascidos geralmente dormem em ambientes barulhentos e com atividades ao redor, mas conforme crescem, ambientes barulhentos e claros são distrações que interferem na habilidade do bebê adormecer.
Aliás, pesquisas sugerem que até adultos se beneficiariam de uma soneca no meio do dia ou pelo menos uma pausa para descansar (8).
Então o que é esse tal de ‘efeito vulcânico’?
Conforme o dia passa e a pressão do sono se instala, a criança fica mais irritada, chorosa e menos flexível, tem menos paciência, perde a concentração e habilidade de aprender e absorver novas informações. O termo científico para esse processo é "pressão de sono homeostática". Elizabeth Pantley, em um de seus livros especificamente sobre sonecas (9) chama esse fenômeno de ”efeito vulcânico”, que é o que adotamos também. Todos já vimos esses efeitos em bebês ou crianças. É tão claro como assistir um vulcão entrar em erupção. Observamos uma criança chorosa e irritada e pensamos: "É sono, precisa de uma soneca!"
Sem o descanso da soneca a pressão homeostática continua se acumulando até o final do dia, crescendo e se intensificando, como um vulcão, até que a criança estará completamente exausta, elétrica e incapaz de parar a explosão. O resultado é uma batalha intensa na hora de dormir com uma criança exausta, ranzinza ou um bebê que não consegue adormecer, não importando o quão cansado esteja!
Isso acontece por que o cortisol, hormônio que sinaliza a vigília, é liberado em quantidades maiores quando a pressão do sono se instala e o descanso não ocorre. Cortisol também é o ‘hormônio do estresse’ que é liberado quando o bebê ou a criança chora (secretado em quantidades potencialmente danosas ao cérebro quando o choro não é consolado e prolongado) (10-15). Cortisol antagoniza os efeitos da serotonina e melatonina, substâncias responsáveis pelo sono. Ou seja, quanto mais tempo acordada, mais cortisol em seu corpinho, mais choro de irritação, que libera mais cortisol ainda, e mais dificuldades de dormir, além de poder acordar muito cedo também pela manhã no dia seguinte.
Apesar de parecer paradoxal aos olhos de um adulto, isso explica porque a criança muito exausta, ao invés de adormecer facilmente, luta contra o sono (figura 2).
Figura 2. Progressão do efeito vulcânico no organismo.
Pior ainda, uma criança que perde sonecas dia após dia acumula privação de sono que a põe no estágio do “vulcão em erupção” mais e mais rápida e facilmente. E pior ainda é se ela está perdendo sonecas e também não tem uma boa qualidade ou quantidade de sono noturno!
Vale lembrar que o efeito vulcânico não acontece só em crianças, mas afeta adultos também, por isso nos vemos ranzinzas e irritados no final de um longo dia e quando as crianças estão irritadas e sonolentas o resultado é uma fileira inteira de vulcões explodindo!
A pressão de sono pode ser intensificada por problemas do ambiente como: noite de sono passada ruim (déficit de sono prévio), estresses diários, mudança na rotina, visitantes, dentes nascendo, doenças e outros. Mais ainda, o estado de espírito de cada pessoa afeta os outros, causando um mau humor contagioso, especialmente em bebês, que são muito especialmente sensíveis ao nosso estado de espírito.
O conceito do vulcão traz ainda outra observação importante: sonecas de qualidade podem compensar por sono noturno perdido, mas tempo extra de sono noturno NÃO compensa sonecas perdidas (devido ao conceito de pressão de sono homeostático). Portanto, não importa se a criança dormiu bem à noite ou não, suas sonecas diárias são importantíssimas para liberar a pressão de sono em ascensão.
O que fazer para sair desse ciclo vicioso?
Algumas mães relatam que passam o dia todo tentando fazer seu bebê dormir, e muitas vezes isso acontece porque desconhecem o tempo médio que aguentam permanecer acordados fisiologicamente. Então eles “passam do ponto” ou entram em efeito vulcânico frequentemente. Deixam os bebês acordados até tarde da noite, não permitem que tirem sonecas por acreditarem que dormiriam melhor a noite (quando, na verdade, é o oposto), ou tiram sonecas rápidas, de meia hora ou menos, que não completam as fases do ciclo de sono e não são restauradoras. É um ciclo vicioso, uma bola de neve que se inicia logo pela manhã: quanto menos sono nos momentos apropriados, mais dificuldades para os sonos a seguir.
Então, a melhor estratégia para lidar com isso é prevenir que o efeito vulcânico se instale. Em primeiro lugar, investindo na qualidade das sonecas e ajudando o bebê a tirar sonecas restauradoras. Pode-se fazer isso da maneira mais eficiente que a mãe encontrar de adormecer o bebê, e não se esquecendo de proporcionar um ambiente apropriado ao sono (como já dito acima, um ambiente escuro e com sons estáticos ao fundo é o ideal). Sons estáticos são sons repetitivos e que conduzem ao sono, os quais o bebê já está acostumado a ouvir no útero materno, como, por exemplos: som do mar, chuva, oceano, ar condicionado, ventilador, secador de cabelo, rádio fora de sintonia e outros. Uma dica: grave um CD com este tipo de som e toque durante toda a duração da soneca e a noite toda também. Até nós adultos nos beneficiamos disso. Quem não dorme bem quando chove lá fora ou tira uma bela soneca numa rede a beira-mar?
Se for preciso esticar as sonecas colocando o bebê para dormir novamente no meio da soneca, faça-o, pois esse é um aprendizado que o bebê não faz sozinho, ele depende da nossa ajuda. Se o bebê dormir melhor no seu colo ou mamando ou precisar ser embalado novamente, que seja. É importante evitar a progressão do efeito vulcânico e um bebê exausto precisa mais do que nunca de ajuda para adormecer. Novamente, um ritual de sono noturno condutivo ao sono também é importante e é benéfico que as crianças durmam cedo, pois têm tendência a acordar cedo.
A espécie humana é uma das que nascem mais precocemente no reino animal, até entre os primatas. Isso porque o "preço" da nossa inteligência, o cérebro enorme (que foi evoluindo por milhões de anos), não poderia terminar de se desenvolver no útero da mãe ou o parto não seria possível, em conjunção com outro fator evolutivo: nos levantamos e andamos, somos bípedes. Fato é que bebês nasceram neurologicamente inacabados! São dependentes e precisam de nossa ajuda, toque, carinho, atenção, ser atendidos quando choram, receber colo, ajuda para dormir quando precisam.
Em outras palavras, o bebê sente um mal estar, mas não sabe identificar a causa, não entende que é sono, não sabe como resolver esse problema (ou seja, dormindo), não sabe como pegar no sono, e só tem a linguagem do choro para comunicar suas necessidades (físicas e emocionais).
Para concluir: uma rotina com sonecas estáveis e restauradoras é muito importante, com um ritual de sono noturno que conduza ao sono. O que mais importa, então, é o intervalo entre sonecas e não o horário propriamente dito (lembrando que o intervalo que aguentam acordados vai aumentando conforme sua maturidade).
Referências bibliográficas:
1- The Baby Sleep Book: The Complete Guide to a Good Night's Rest for the Whole Family (Sears Parenting Library), Little, Brown and Company; 1st edition, 2005.
2- All night long: understanding the world of infant sleep. Porter L. Breastfeed Rev. 2007 Nov;15(3):11-5. Review.
3- Infant growth in length follows prolonged sleep and increased naps. Lampl M, Johnson ML.Sleep. 2011 May 1;34(5):641-50. PMID: 21532958.
4- Sleep-related changes in the regulation of cerebral blood flow in newborn lambs. Silvani A, Bojic T, Franzini C, Lenzi P, Walker AM, Grant DA, Wild J, Zoccoli G.Sleep. 2004 Feb 1;27(1):36-41. PMID:14998235.
5- Development of fetal and neonatal sleep and circadian rhythms. Mirmiran M, Maas YG, Ariagno RL. Sleep Med Rev. 2003 Aug;7(4):321-34. Review. PMID:14505599.
6- Mortensen, M. Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança. Guia do bebê, 2011.
http://guiadobebe.uol.com.br/fases-de-crescimento-e-desenvolvimento-que-modificam-o-sono-do-bebe-e-da-crianca/
7- Mortensen, A. Comer bem para dormir bem. Guia do bebê, 2011.
http://guiadobebe.uol.com.br/comer-bem-para-dormir-bem/
8- A daytime nap containing solely non-REM sleep enhances declarative but not procedural memory. Tucker MA, Hirota Y, Wamsley EJ, Lau H, Chaklader A, Fishbein W. Neurobiol Learn Mem. 2006 Sep;86(2):241-7. Epub 2006 May 2. PMID: 16647282
9- Elizabeth Pantley, ‘The No-Cry Nap Solution: Guaranteed Gentle Ways to Solve All Your Naptime Problems’. McGraw-Hill; 1 edition (December 2, 2008).
10- France KG. Behavior characteristics and security in sleep-disturbed infants treated with extinction. Journal of Pediatric Psychology 1992; 17: 467-475.
11- White BP, Gunnar MR, Larson MC, Donzella B, Barr RG. Behavioral and physiological responsivity, sleep, and patterns of daily cortisol production in infants with and without colic. Child Development 2000; 71: 862-877.
12- de Weerth C, Zijl RH, Buitelaar JK. Development of cortisol circadian rhythm in infancy. Early Human Development 2003; 7: 39-52.
13- Goldberg S, Levitan R, Leung E, Masellis M, Basile VS, Nemeroff CB, Atkinson L. Cortison concentrations in 12- to 18-month-old infants: stability over time, location, and stressor. Biological Psychiatry 2003; 54: 719-726.
14- Lupien SJ, McEwan BS, Gunnar MR, Heim C. Effects of stress throughout the lifespan on the brain, behavior, and cognition. Nature Reviews 2009; 10: 434-445.
15- Gunnar, M. R. Social regulation of stress in early childhood. In K. McCartney & D. Phillips (Eds.), Blackwell Handbook of Early Childhood Development (pp. 106-125). 2006. Malden: Blackwell Publishing.
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/o-efeito-vulcanico-por-que-sono-inadequado-durante-o-dia-falta-de-sonecas-ou-sonecas-curtas-resulta-em-extrema-irritacao-e-luta-contra-o-sono/
Sono é uma necessidade básica da existência humana. Sono adequado é necessário para que bebês descansem, se desenvolvam e para que os hormônios do crescimento atuem e suas necessidades dependem de idade e maturidade. Na primeira infância, os padrões e características do sono são diferentes dos adultos. Vamos discutir um pouco da fisiologia do sono de bebês a partir dos seguintes princípios (1, 2):
1. Como adultos dormem: adultos adormecem e entram primeiro em sono profundo "não-REM" (REM da sigla em inglês para “movimentos rápidos dos olhos”), no qual a respiração é superficial e regular e os músculos estão relaxados. Cerca de 1 hora e meia depois, se passa para o sono leve ou ativo (sono REM), no qual os olhos se movem sob as pálpebras enquanto o cérebro se “exercita”: sonhamos e nos movimentamos, podemos até ir ao banheiro e não lembrar de nada. Esses ciclos de sono leve e profundo continuam se alternando a cada 2 horas, em média, ao longo da noite. Resultado: dormimos cerca de seis horas de sono tranquilo e duas horas de sono ativo.
2. Como bebês adormecem: bebês não têm maturidade para adormecerem sozinhos, sem ajuda, e precisam dos pais para isso (embora alguns bebês aceitem ser postos sonolentos no berço). Precisam de um ritual de sono repetitivo, que inclui contato corporal, como embalo, amamentação ou outro. Seus olhos se fecham, sua respiração fica irregular e ele pode se assustar, contrair os músculos e sorrir rapidamente, o chamado "sorriso do sono", e pode continuar a sugar com a boca tremendo. Então, você tenta transferi-lo para o berço e ele acorda imediatamente! Isso acontece porque ele não estava completamente adormecido e, sim, ainda no estágio de sono leve. Tente fazer todo o ritual acima, mas espere mais tempo (cerca de 20 minutos) até que entre em sono profundo: pare de sorrir, a respiração se torne regular e superficial e os músculos relaxem (punhos se abrem e braços e pernas ficam “pendurados”).
Portanto: adultos geralmente vão direto para o estágio de sono profundo, enquanto que bebês começam no estágio de sono leve.
3. Bebês têm ciclos de sono mais curtos que adultos: cerca de uma hora depois de adormecer, o bebê volta à fase de sono leve: começa a se movimentar, parece que vai sorrir, sua respiração torna-se irregular. Essa transição entre sono profundo e sono leve é um período vulnerável a despertares. Muitos bebês acordarão, então, se houver algum estímulo desconfortável ou irritante (fome, sede, barulhos e outros). Se ele não acordar, permanecerá em sono leve durante os próximos 10 minutos e retornará novamente para o sono profundo. Enquanto que os ciclos de sono dos adultos (passagem de sono leve para profundo e depois de volta ao sono leve) duram em média 90 minutos, os ciclos de sono dos bebês são mais curtos, têm de 50 a 60 minutos. Isto significa que os períodos vulneráveis para acordarem à noite acontecem a cada hora, em média. Nesse período vulnerável, você pode colocar uma mão carinhosa em suas costas ou permanecer ao seu lado se ele estiver na sua cama para ajudá-lo a superar esse período de sono leve sem acordar. Concluindo: alguns bebês precisam de ajuda para adormecerem novamente no período vulnerável a despertares entre os ciclos de sono.
4. Bebês não dormem tão profundamente quanto você: ou seja, bebês levam mais tempo para adormecer e têm mais períodos vulneráveis para acordar (cerca do dobro dos adultos). Isso parece injusto com os pais cansados depois de um longo dia cuidando deles. Entretanto, veja o próximo item e entenderá que essas acordadas mais frequentes existem por uma razão vital e que manipular o ritmo natural de sono do bebê pode não ser de seu melhor interesse (então pense bem antes de adotar métodos de "treinamento de sono" com técnicas e apetrechos).
5. Acordar durante a noite traz benefícios à sobrevivência: no início da vida do bebê suas necessidades estão no limite máximo, mas sua habilidade de comunicá-las é mínima. Vamos supor que um bebê dormisse profundamente a maior parte da noite, isso significa que algumas necessidades básicas não seriam supridas. Seus estômagos são diminutos e mamadas frequentes e em livre demanda são as únicas formas de atender todas as suas necessidades nutritivas e emocionais. Além disso, o leite materno é digerido com rapidez. Se a fome não fizesse o bebê acordar facilmente, isso seria um risco para sua sobrevivência. Da mesma forma, se uma dificuldade respiratória ou um ambiente frio não acordassem o bebê e ele não pudesse comunicar tais necessidades, sua sobrevivência estaria em jogo. Bebês, então, têm mais períodos vulneráveis ao sono, acordam mais, demoram mais para dormir. Parece até injusto, mas assim foram programados e há pesquisas que comprovam que o sono ativo os protege (3). Então, encorajar um bebê a dormir profundamente demais, cedo demais, pode não servir ao melhor interesse de sua sobrevivência e seu desenvolvimento.
6. Acordar durante a noite tem seus benefícios em termos de desenvolvimento: pesquisas mostram que o sono leve ajuda o cérebro a desenvolver-se (4), pois o fluxo sanguíneo até o cérebro quase dobra durante o sono REM (aumento mais evidente na área do cérebro que controla automaticamente a respiração). Durante o sono REM, o organismo trabalha na produção neurológica e acredita-se que o cérebro usa esse período para processar informações adquiridas durante o dia. No estágio de sono leve, os centros mais elevados do cérebro permanecem operando, mas durante o sono profundo esses centros são desligados e o bebê é mantido através dos centros inferiores do seu cérebro. É possível que durante o estágio de crescimento rápido do cérebro (o cérebro dos bebês cresce até cerca de 70% do volume adulto durante os primeiros dois anos), o cérebro precise continuar funcionando durante o sono para desenvolver-se. É interessante notar que prematuros passam ainda mais tempo do seu sono (aproximadamente 90%) em REM, talvez para acelerar o crescimento cerebral (5). Então, o período da vida que humanos dormem mais e o seu cérebro se desenvolve mais é quando têm o sono mais ativo.
7. À medida que crescem, os bebês atingem a maturidade do sono: Tudo bem, já entendemos isso, mas a pergunta que não quer calar é: quando, afinal, meu bebê dormirá a noite toda? A verdade é que essa idade varia enormemente entre os bebês. Nos primeiros 3 meses de vida, bebezinhos raramente dormem por mais que 4 horas seguidas sem precisarem de uma mamada. Mesmo assim, eles dormem um total de 14-18 horas por dia. Entre 3 e 6 meses de idade, a maioria fica acordada por períodos maiores durante o dia e alguns podem até dormir por 5 horas seguidas durante a noite (e isso é chamado ‘dormir a noite toda’ para um bebê). Tenha em mente que outros pais geralmente exageram quanto ao padrão de sono de seus bebês, como se isso fosse um distintivo de "boa maternagem", quando, na verdade, não é.
8. Bebês ainda acordam conforme vão se desenvolvendo: apesar de atingirem uma maturidade de sono até o final do primeiro ano, muitos ainda acordam por vários motivos, tantos físicos como psicológicos. Acontecimentos importantes no desenvolvimento, como sentar, engatinhar, caminhar, levam os bebês a "praticarem" suas novas habilidades enquanto dormem. Então, entre um e dois anos de idade, quando o bebê começa a dormir durante os estímulos para acordar acima mencionados, outras causas levam-no a acordar durante a noite, como ansiedade de separação e pesadelos. Para revisar com detalhes as fases de crescimento e desenvolvimento que interferem no sono do bebê veja o artigo sobre o tema (6). Finalmente, outro fator que pode fazer uma diferença na qualidade de sono é sua alimentação. Para maiores informações, ler o artigo “Comer bem para dormir bem” (7).
Agora que já sabemos essas lições essenciais do sono de bebês, vamos discutir a influência do sono diurno (sonecas) no sono noturno. Conforme a criança cresce e ganha maturidade, a quantidade de tempo que consegue ficar acordada e feliz aumenta. Assim, um bebê recém nascido só consegue ficar acordado de 1 a 2 horas antes que o cansaço se instale, enquanto que uma criança de 2 anos consegue durar até 7 horas acordada antes de precisar de uma soneca. Mas apenas após os 4 ou 5 anos de idade (as vezes mais) a criança consegue passar o dia todo sem sonecas e feliz, conforme a tabela e figuras abaixo.
Idade e tempo médio que crianças aguentam acordadas e felizes entre sonecas
Recém nascido 1 - 2 horas
6 meses 2 - 3 horas
12 meses 3 - 4 horas
18 meses 4 - 6 horas
2 anos 5 - 7 horas
3 anos 6 - 8 horas
4 anos 6 - 12 horas
Conheça a fisiologia do sono dos bebês e entenda porque às vezes você erra pensando que está acertando.
Sono é uma necessidade básica da existência humana. Sono adequado é necessário para que bebês descansem, se desenvolvam e para que os hormônios do crescimento atuem e suas necessidades dependem de idade e maturidade. Na primeira infância, os padrões e características do sono são diferentes dos adultos. Vamos discutir um pouco da fisiologia do sono de bebês a partir dos seguintes princípios (1, 2):
1. Como adultos dormem: adultos adormecem e entram primeiro em sono profundo "não-REM" (REM da sigla em inglês para “movimentos rápidos dos olhos”), no qual a respiração é superficial e regular e os músculos estão relaxados. Cerca de 1 hora e meia depois, se passa para o sono leve ou ativo (sono REM), no qual os olhos se movem sob as pálpebras enquanto o cérebro se “exercita”: sonhamos e nos movimentamos, podemos até ir ao banheiro e não lembrar de nada. Esses ciclos de sono leve e profundo continuam se alternando a cada 2 horas, em média, ao longo da noite. Resultado: dormimos cerca de seis horas de sono tranquilo e duas horas de sono ativo.
2. Como bebês adormecem: bebês não têm maturidade para adormecerem sozinhos, sem ajuda, e precisam dos pais para isso (embora alguns bebês aceitem ser postos sonolentos no berço). Precisam de um ritual de sono repetitivo, que inclui contato corporal, como embalo, amamentação ou outro. Seus olhos se fecham, sua respiração fica irregular e ele pode se assustar, contrair os músculos e sorrir rapidamente, o chamado "sorriso do sono", e pode continuar a sugar com a boca tremendo. Então, você tenta transferi-lo para o berço e ele acorda imediatamente! Isso acontece porque ele não estava completamente adormecido e, sim, ainda no estágio de sono leve. Tente fazer todo o ritual acima, mas espere mais tempo (cerca de 20 minutos) até que entre em sono profundo: pare de sorrir, a respiração se torne regular e superficial e os músculos relaxem (punhos se abrem e braços e pernas ficam “pendurados”).
Portanto: adultos geralmente vão direto para o estágio de sono profundo, enquanto que bebês começam no estágio de sono leve.
3. Bebês têm ciclos de sono mais curtos que adultos: cerca de uma hora depois de adormecer, o bebê volta à fase de sono leve: começa a se movimentar, parece que vai sorrir, sua respiração torna-se irregular. Essa transição entre sono profundo e sono leve é um período vulnerável a despertares. Muitos bebês acordarão, então, se houver algum estímulo desconfortável ou irritante (fome, sede, barulhos e outros). Se ele não acordar, permanecerá em sono leve durante os próximos 10 minutos e retornará novamente para o sono profundo. Enquanto que os ciclos de sono dos adultos (passagem de sono leve para profundo e depois de volta ao sono leve) duram em média 90 minutos, os ciclos de sono dos bebês são mais curtos, têm de 50 a 60 minutos. Isto significa que os períodos vulneráveis para acordarem à noite acontecem a cada hora, em média. Nesse período vulnerável, você pode colocar uma mão carinhosa em suas costas ou permanecer ao seu lado se ele estiver na sua cama para ajudá-lo a superar esse período de sono leve sem acordar. Concluindo: alguns bebês precisam de ajuda para adormecerem novamente no período vulnerável a despertares entre os ciclos de sono.
4. Bebês não dormem tão profundamente quanto você: ou seja, bebês levam mais tempo para adormecer e têm mais períodos vulneráveis para acordar (cerca do dobro dos adultos). Isso parece injusto com os pais cansados depois de um longo dia cuidando deles. Entretanto, veja o próximo item e entenderá que essas acordadas mais frequentes existem por uma razão vital e que manipular o ritmo natural de sono do bebê pode não ser de seu melhor interesse (então pense bem antes de adotar métodos de "treinamento de sono" com técnicas e apetrechos).
5. Acordar durante a noite traz benefícios à sobrevivência: no início da vida do bebê suas necessidades estão no limite máximo, mas sua habilidade de comunicá-las é mínima. Vamos supor que um bebê dormisse profundamente a maior parte da noite, isso significa que algumas necessidades básicas não seriam supridas. Seus estômagos são diminutos e mamadas frequentes e em livre demanda são as únicas formas de atender todas as suas necessidades nutritivas e emocionais. Além disso, o leite materno é digerido com rapidez. Se a fome não fizesse o bebê acordar facilmente, isso seria um risco para sua sobrevivência. Da mesma forma, se uma dificuldade respiratória ou um ambiente frio não acordassem o bebê e ele não pudesse comunicar tais necessidades, sua sobrevivência estaria em jogo. Bebês, então, têm mais períodos vulneráveis ao sono, acordam mais, demoram mais para dormir. Parece até injusto, mas assim foram programados e há pesquisas que comprovam que o sono ativo os protege (3). Então, encorajar um bebê a dormir profundamente demais, cedo demais, pode não servir ao melhor interesse de sua sobrevivência e seu desenvolvimento.
6. Acordar durante a noite tem seus benefícios em termos de desenvolvimento: pesquisas mostram que o sono leve ajuda o cérebro a desenvolver-se (4), pois o fluxo sanguíneo até o cérebro quase dobra durante o sono REM (aumento mais evidente na área do cérebro que controla automaticamente a respiração). Durante o sono REM, o organismo trabalha na produção neurológica e acredita-se que o cérebro usa esse período para processar informações adquiridas durante o dia. No estágio de sono leve, os centros mais elevados do cérebro permanecem operando, mas durante o sono profundo esses centros são desligados e o bebê é mantido através dos centros inferiores do seu cérebro. É possível que durante o estágio de crescimento rápido do cérebro (o cérebro dos bebês cresce até cerca de 70% do volume adulto durante os primeiros dois anos), o cérebro precise continuar funcionando durante o sono para desenvolver-se. É interessante notar que prematuros passam ainda mais tempo do seu sono (aproximadamente 90%) em REM, talvez para acelerar o crescimento cerebral (5). Então, o período da vida que humanos dormem mais e o seu cérebro se desenvolve mais é quando têm o sono mais ativo.
7. À medida que crescem, os bebês atingem a maturidade do sono: Tudo bem, já entendemos isso, mas a pergunta que não quer calar é: quando, afinal, meu bebê dormirá a noite toda? A verdade é que essa idade varia enormemente entre os bebês. Nos primeiros 3 meses de vida, bebezinhos raramente dormem por mais que 4 horas seguidas sem precisarem de uma mamada. Mesmo assim, eles dormem um total de 14-18 horas por dia. Entre 3 e 6 meses de idade, a maioria fica acordada por períodos maiores durante o dia e alguns podem até dormir por 5 horas seguidas durante a noite (e isso é chamado ‘dormir a noite toda’ para um bebê). Tenha em mente que outros pais geralmente exageram quanto ao padrão de sono de seus bebês, como se isso fosse um distintivo de "boa maternagem", quando, na verdade, não é.
8. Bebês ainda acordam conforme vão se desenvolvendo: apesar de atingirem uma maturidade de sono até o final do primeiro ano, muitos ainda acordam por vários motivos, tantos físicos como psicológicos. Acontecimentos importantes no desenvolvimento, como sentar, engatinhar, caminhar, levam os bebês a "praticarem" suas novas habilidades enquanto dormem. Então, entre um e dois anos de idade, quando o bebê começa a dormir durante os estímulos para acordar acima mencionados, outras causas levam-no a acordar durante a noite, como ansiedade de separação e pesadelos. Para revisar com detalhes as fases de crescimento e desenvolvimento que interferem no sono do bebê veja o artigo sobre o tema (6). Finalmente, outro fator que pode fazer uma diferença na qualidade de sono é sua alimentação. Para maiores informações, ler o artigo “Comer bem para dormir bem” (7).
Agora que já sabemos essas lições essenciais do sono de bebês, vamos discutir a influência do sono diurno (sonecas) no sono noturno. Conforme a criança cresce e ganha maturidade, a quantidade de tempo que consegue ficar acordada e feliz aumenta. Assim, um bebê recém nascido só consegue ficar acordado de 1 a 2 horas antes que o cansaço se instale, enquanto que uma criança de 2 anos consegue durar até 7 horas acordada antes de precisar de uma soneca. Mas apenas após os 4 ou 5 anos de idade (as vezes mais) a criança consegue passar o dia todo sem sonecas e feliz, conforme a tabela e figuras abaixo.
Idade e tempo médio que crianças aguentam acordadas e felizes entre sonecas
Recém nascido 1 - 2 horas
6 meses 2 - 3 horas
12 meses 3 - 4 horas
18 meses 4 - 6 horas
2 anos 5 - 7 horas
3 anos 6 - 8 horas
4 anos 6 - 12 horas
Tabela e Figura 1. Tempo médio necessário de sono noturno e diurno, por idade. Como se tratam de médias, variações são comuns e esperadas.
Então, imagine que pela manhã a criança acorda totalmente restaurada, cheia de energia, mas que conforme as horas passam, aos poucos, os benefícios do sono da noite passada são esgotados e ela precisa dormir novamente. Quando entendemos isso e não deixamos a criança ficar muito tempo acordada (“passar do ponto”, como costumamos dizer), e a colocamos para tirar uma soneca assim que percebermos sinais de sonolência, fortalecemos os benefícios do seu reservatório de sono, permitindo que ela ‘recomece’ o dia cheia de energia após cada período dormindo.
Por outro lado, quando não percebemos os sinais de sono (bocejar, esfregar olhos, perder interesse no ambiente, olhar parado, como “hipnotizado”, chorar, puxar cabelos e orelhas, algumas vezes até gritar), e não as ajudamos a adormecer quando os primeiros sinais aparecem (fazendo um ritual de soneca simples, porém repetitivo, com ambiente apropriado: escuro e com sons estáticos ao fundo), ou quando as “forçamos” a ficarem acordadas além de suas necessidades biológicas sem uma soneca, elas ficam exaustas, chorosas e infelizes.
Conforme os números acima, bebês novinhos aguentam um breve espaço de tempo acordados e a pressão do sono já chega, apenas entre 1-3 horas depois de despertos. Por isso é que recém nascidos dormem várias sonecas ao dia e bebês novos requerem 2-4 sonecas diárias. Conforme o tempo, os ciclos de sono do bebê ganham uma maturidade e eles são capazes de ficar acordados mais tempo entre sonecas.
Vale à pena reforçar também que, para serem restauradoras, as sonecas devem durar 1 hora no mínimo (para completarem as fases do ciclo de sono). Isso a partir de 3-4 meses, pois antes disso o padrão de sono é muito imaturo. Além disso, recém nascidos geralmente dormem em ambientes barulhentos e com atividades ao redor, mas conforme crescem, ambientes barulhentos e claros são distrações que interferem na habilidade do bebê adormecer.
Aliás, pesquisas sugerem que até adultos se beneficiariam de uma soneca no meio do dia ou pelo menos uma pausa para descansar (8).
Então o que é esse tal de ‘efeito vulcânico’?
Conforme o dia passa e a pressão do sono se instala, a criança fica mais irritada, chorosa e menos flexível, tem menos paciência, perde a concentração e habilidade de aprender e absorver novas informações. O termo científico para esse processo é "pressão de sono homeostática". Elizabeth Pantley, em um de seus livros especificamente sobre sonecas (9) chama esse fenômeno de ”efeito vulcânico”, que é o que adotamos também. Todos já vimos esses efeitos em bebês ou crianças. É tão claro como assistir um vulcão entrar em erupção. Observamos uma criança chorosa e irritada e pensamos: "É sono, precisa de uma soneca!"
Sem o descanso da soneca a pressão homeostática continua se acumulando até o final do dia, crescendo e se intensificando, como um vulcão, até que a criança estará completamente exausta, elétrica e incapaz de parar a explosão. O resultado é uma batalha intensa na hora de dormir com uma criança exausta, ranzinza ou um bebê que não consegue adormecer, não importando o quão cansado esteja!
Isso acontece por que o cortisol, hormônio que sinaliza a vigília, é liberado em quantidades maiores quando a pressão do sono se instala e o descanso não ocorre. Cortisol também é o ‘hormônio do estresse’ que é liberado quando o bebê ou a criança chora (secretado em quantidades potencialmente danosas ao cérebro quando o choro não é consolado e prolongado) (10-15). Cortisol antagoniza os efeitos da serotonina e melatonina, substâncias responsáveis pelo sono. Ou seja, quanto mais tempo acordada, mais cortisol em seu corpinho, mais choro de irritação, que libera mais cortisol ainda, e mais dificuldades de dormir, além de poder acordar muito cedo também pela manhã no dia seguinte.
Apesar de parecer paradoxal aos olhos de um adulto, isso explica porque a criança muito exausta, ao invés de adormecer facilmente, luta contra o sono (figura 2).
Figura 2. Progressão do efeito vulcânico no organismo.
Pior ainda, uma criança que perde sonecas dia após dia acumula privação de sono que a põe no estágio do “vulcão em erupção” mais e mais rápida e facilmente. E pior ainda é se ela está perdendo sonecas e também não tem uma boa qualidade ou quantidade de sono noturno!
Vale lembrar que o efeito vulcânico não acontece só em crianças, mas afeta adultos também, por isso nos vemos ranzinzas e irritados no final de um longo dia e quando as crianças estão irritadas e sonolentas o resultado é uma fileira inteira de vulcões explodindo!
A pressão de sono pode ser intensificada por problemas do ambiente como: noite de sono passada ruim (déficit de sono prévio), estresses diários, mudança na rotina, visitantes, dentes nascendo, doenças e outros. Mais ainda, o estado de espírito de cada pessoa afeta os outros, causando um mau humor contagioso, especialmente em bebês, que são muito especialmente sensíveis ao nosso estado de espírito.
O conceito do vulcão traz ainda outra observação importante: sonecas de qualidade podem compensar por sono noturno perdido, mas tempo extra de sono noturno NÃO compensa sonecas perdidas (devido ao conceito de pressão de sono homeostático). Portanto, não importa se a criança dormiu bem à noite ou não, suas sonecas diárias são importantíssimas para liberar a pressão de sono em ascensão.
O que fazer para sair desse ciclo vicioso?
Algumas mães relatam que passam o dia todo tentando fazer seu bebê dormir, e muitas vezes isso acontece porque desconhecem o tempo médio que aguentam permanecer acordados fisiologicamente. Então eles “passam do ponto” ou entram em efeito vulcânico frequentemente. Deixam os bebês acordados até tarde da noite, não permitem que tirem sonecas por acreditarem que dormiriam melhor a noite (quando, na verdade, é o oposto), ou tiram sonecas rápidas, de meia hora ou menos, que não completam as fases do ciclo de sono e não são restauradoras. É um ciclo vicioso, uma bola de neve que se inicia logo pela manhã: quanto menos sono nos momentos apropriados, mais dificuldades para os sonos a seguir.
Então, a melhor estratégia para lidar com isso é prevenir que o efeito vulcânico se instale. Em primeiro lugar, investindo na qualidade das sonecas e ajudando o bebê a tirar sonecas restauradoras. Pode-se fazer isso da maneira mais eficiente que a mãe encontrar de adormecer o bebê, e não se esquecendo de proporcionar um ambiente apropriado ao sono (como já dito acima, um ambiente escuro e com sons estáticos ao fundo é o ideal). Sons estáticos são sons repetitivos e que conduzem ao sono, os quais o bebê já está acostumado a ouvir no útero materno, como, por exemplos: som do mar, chuva, oceano, ar condicionado, ventilador, secador de cabelo, rádio fora de sintonia e outros. Uma dica: grave um CD com este tipo de som e toque durante toda a duração da soneca e a noite toda também. Até nós adultos nos beneficiamos disso. Quem não dorme bem quando chove lá fora ou tira uma bela soneca numa rede a beira-mar?
Se for preciso esticar as sonecas colocando o bebê para dormir novamente no meio da soneca, faça-o, pois esse é um aprendizado que o bebê não faz sozinho, ele depende da nossa ajuda. Se o bebê dormir melhor no seu colo ou mamando ou precisar ser embalado novamente, que seja. É importante evitar a progressão do efeito vulcânico e um bebê exausto precisa mais do que nunca de ajuda para adormecer. Novamente, um ritual de sono noturno condutivo ao sono também é importante e é benéfico que as crianças durmam cedo, pois têm tendência a acordar cedo.
A espécie humana é uma das que nascem mais precocemente no reino animal, até entre os primatas. Isso porque o "preço" da nossa inteligência, o cérebro enorme (que foi evoluindo por milhões de anos), não poderia terminar de se desenvolver no útero da mãe ou o parto não seria possível, em conjunção com outro fator evolutivo: nos levantamos e andamos, somos bípedes. Fato é que bebês nasceram neurologicamente inacabados! São dependentes e precisam de nossa ajuda, toque, carinho, atenção, ser atendidos quando choram, receber colo, ajuda para dormir quando precisam.
Em outras palavras, o bebê sente um mal estar, mas não sabe identificar a causa, não entende que é sono, não sabe como resolver esse problema (ou seja, dormindo), não sabe como pegar no sono, e só tem a linguagem do choro para comunicar suas necessidades (físicas e emocionais).
Para concluir: uma rotina com sonecas estáveis e restauradoras é muito importante, com um ritual de sono noturno que conduza ao sono. O que mais importa, então, é o intervalo entre sonecas e não o horário propriamente dito (lembrando que o intervalo que aguentam acordados vai aumentando conforme sua maturidade).
Referências bibliográficas:
1- The Baby Sleep Book: The Complete Guide to a Good Night's Rest for the Whole Family (Sears Parenting Library), Little, Brown and Company; 1st edition, 2005.
2- All night long: understanding the world of infant sleep. Porter L. Breastfeed Rev. 2007 Nov;15(3):11-5. Review.
3- Infant growth in length follows prolonged sleep and increased naps. Lampl M, Johnson ML.Sleep. 2011 May 1;34(5):641-50. PMID: 21532958.
4- Sleep-related changes in the regulation of cerebral blood flow in newborn lambs. Silvani A, Bojic T, Franzini C, Lenzi P, Walker AM, Grant DA, Wild J, Zoccoli G.Sleep. 2004 Feb 1;27(1):36-41. PMID:14998235.
5- Development of fetal and neonatal sleep and circadian rhythms. Mirmiran M, Maas YG, Ariagno RL. Sleep Med Rev. 2003 Aug;7(4):321-34. Review. PMID:14505599.
6- Mortensen, M. Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança. Guia do bebê, 2011.
http://guiadobebe.uol.com.br/fases-de-crescimento-e-desenvolvimento-que-modificam-o-sono-do-bebe-e-da-crianca/
7- Mortensen, A. Comer bem para dormir bem. Guia do bebê, 2011.
http://guiadobebe.uol.com.br/comer-bem-para-dormir-bem/
8- A daytime nap containing solely non-REM sleep enhances declarative but not procedural memory. Tucker MA, Hirota Y, Wamsley EJ, Lau H, Chaklader A, Fishbein W. Neurobiol Learn Mem. 2006 Sep;86(2):241-7. Epub 2006 May 2. PMID: 16647282
9- Elizabeth Pantley, ‘The No-Cry Nap Solution: Guaranteed Gentle Ways to Solve All Your Naptime Problems’. McGraw-Hill; 1 edition (December 2, 2008).
10- France KG. Behavior characteristics and security in sleep-disturbed infants treated with extinction. Journal of Pediatric Psychology 1992; 17: 467-475.
11- White BP, Gunnar MR, Larson MC, Donzella B, Barr RG. Behavioral and physiological responsivity, sleep, and patterns of daily cortisol production in infants with and without colic. Child Development 2000; 71: 862-877.
12- de Weerth C, Zijl RH, Buitelaar JK. Development of cortisol circadian rhythm in infancy. Early Human Development 2003; 7: 39-52.
13- Goldberg S, Levitan R, Leung E, Masellis M, Basile VS, Nemeroff CB, Atkinson L. Cortison concentrations in 12- to 18-month-old infants: stability over time, location, and stressor. Biological Psychiatry 2003; 54: 719-726.
14- Lupien SJ, McEwan BS, Gunnar MR, Heim C. Effects of stress throughout the lifespan on the brain, behavior, and cognition. Nature Reviews 2009; 10: 434-445.
15- Gunnar, M. R. Social regulation of stress in early childhood. In K. McCartney & D. Phillips (Eds.), Blackwell Handbook of Early Childhood Development (pp. 106-125). 2006. Malden: Blackwell Publishing.
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/o-efeito-vulcanico-por-que-sono-inadequado-durante-o-dia-falta-de-sonecas-ou-sonecas-curtas-resulta-em-extrema-irritacao-e-luta-contra-o-sono/
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