A chamada escova progressiva, à qual um grande número de mulheres vêm aderindo, pode representar um risco para a saúde. A mistura que é aplicada no cabelo para alisá- lo possui em sua composição uma substância tóxica com potencial cancerígeno, o formaldeído, também conhecido como formol. A concentração de formol que é usada para a obtenção do alisamento é um mistério para o consumidor, pois seu preparo é feito de acordo com o tipo de cabelo.
É o que atesta a pesquisadora Silvana Rubano B.Turci, Chefe da Área de Vigilância de Câncer Ocupacional e Ambiental do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que chama a atenção para as publicações de quatro importantes instituições internacionais – a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), da Organização Mundial da Saúde, Agência de Proteção Ambiental (EPA/EUA), Associação Americana de Saúde e Segurança Ocupacional (OSHA/EUA) e Programa Nacional de Toxilogia dos EUA, que comprovam o fato.
A pesquisadora do INCA desaconselha o uso desse procedimento para tratamento ou alisamento de cabelos, o que pode causar danos principalmente aos profissionais que aplicam durante horas seguidas esse produto. Segundo ela, a exposição ao formol, somada a outros fatores de risco, pode aumentar a possibilidade para o desenvolvimento de câncer.
"A IARC classificou este composto como suspeito de ser carcinogênico - (grupo 2A), tumorogênica, teratrogênica - por produzir efeitos na reprodução para humanos. Em estudos experimentais, demonstrou ser cancerígeno para algumas espécies de animais, além de ser severo irritante para pele e olhos", explica Silvana, destacando que não existem níveis seguros de substâncias cancerígenas.
Por outro lado, ela afirma que o risco de câncer passa a ser secundário quando comparado ao de intoxicação aguda ou por inalação, que pode causar até edema pulmonar. O formol é tóxico quando ingerido, inalado ou quando entra em contato com a pele. A inalação do formol pode causar irritação nos olhos, nariz, mucosas e trato respiratório superior. Em altas concentrações pode causar bronquite, pneumonia ou laringite.
Mais informações:
Divisão de Comunicação Social
Instituto Nacional de Câncer
Tel.: (21) 2506-6103 / 2506-6108
imprensa@inca.gov.br
Fonte: http://www.inca.gov.br/releases/press_release_view_arq.asp?ID=273
Dr. Leonardo Messa
Um Novo Conceito em Saúde
Consultório
Dr. Leonardo Messa (CRM 116392) - Atendimento em Clínica Médica e Pediatria
Dr. Danilo Antolim Balero (CRM 116335) - Atendimento em Ginecologia e Obstetrícia
Rua Padre Estevão Pernet, n° 1059 - Conjunto 52 - 5° andar - Tatuapé (próximo ao Metrô Carrão).
Telefone: 2364-6142
Apoiamos a Medicina legalmente correta.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Os perigos da beleza
De 2005 a 2010, o número de salões de beleza quase que duplicou no Brasil. Com a melhora na economia e a maior participação feminina no mercado de trabalho, o segmento de beleza cresce vertiginosamente. Segundo pesquisa da Fecomércio-SP, os brasileiros gastam hoje cerca de um bilhão de reais com tratamentos de beleza. Esse valor é o mesmo que é gasto com produtos básicos, como o frango.
Contudo, essa procura pela beleza pode acarretar em problemas graves. Os salões e clinicas de estética são ambientes que podem oferecer riscos à saúde do cliente. Micoses, infecções, hepatite e até HIV podem ser contraídos durante os procedimentos realizados nesses locais.
Segundo especialistas, a limpeza e higiene do local devem ser as primeiras coisas observadas no ambiente. É importante também que o cliente conheça os processos de esterilização que devem ser aplicados em cada instrumento e que fique atento para ver se esses estão sendo realizados corretamente.
Veja abaixo quais os riscos inerentes a cada procedimento realizado nos salões.
Manicure e Pedicure
O perigo mais comum que acomete quem arruma as unhas dos pés e das mãos em salões são as micoses. Essas são infecções causadas por fungos que atingem as unhas e as deixam ocas, quebradas e podendo até provocar sua queda. A onicomicose, como é conhecida essa doença, é contraída através de aparelhos como tesouras e alicates esterilizados incorretamente. Contudo, há ainda outras doenças que podem ser contraídas durante a sessão de manicure. São exemplos as verrugas, alergias, Hepatite C e Aids.
Esse risco não é só para os clientes, mas também para o profissional. Segundo o médico José Mauro Nogueira, para a prevenção, os profissionais deveriam usar luvas descartáveis durante os procedimentos e lavar as mãos antes e depois dos procedimentos, além de esterilizar os equipamentos de forma adequada, inclusive aqueles que podem ser reaproveitados.
Nogueira recomenda que cada cliente leve seu próprio kit-manicure, com equipamentos que serão utilizados apenas por ela. Para montar esse kit, a pessoa pode usar os seguintes materiais: alicate de cutícula, palitos de madeira, lixa de pé, lixa de unha, espátula de ferro, toalhinha, conjunto de algodão, polidor de unha, saquinho para bacia dos pés, tesourinha ou cortador de unha, pó hemostático.
Depilação
Os fungos representam o maior perigo na depilação, pois encontram condições favoráveis ao seu crescimento. A retirada dos pelos pode ser feita com cera (quente ou fria), a laser, com linha, lâmina, pinça, ou produtos químicos. A mais popular nos salões brasileiros é a feita com cera quente.
Muitos salões usam a receita de cera caseira, que leva açúcar, mel e limão na composição. Esses agentes são cheios de microorganismos que podem causar infecções. A Tínea Inguinal (ou Tínea Crural) é uma infecção na virilha e se manifesta por uma imensa coceira e manchas avermelhadas, úmidas ou descamativas que podem se prolongar até as nádegas. Uma dica para evitar essa infecção é usar apenas produtos industrializados, em casa ou em salões. A temperatura da cera também deve ser observada, pois se ela estiver muito quente pode provocar queimaduras na pele e deixá-la flácida com o passar dos anos.
Maquiagem
As maquiagens usadas em salões de beleza podem transmitir micoses e causar alergias, pois são utilizadas em várias pessoas. Assim, os microorganismos podem passar da pele de uma pessoa para outra. A área que mais exige cuidados é a região dos olhos, em especial com produtos como sombras, rímel, lápis e delineador.
Ter seus próprios produtos e guardá-los de forma apropriada, conforme especificações do fabricante, são alternativas para aumentar sua segurança. E sempre respeite as datas de validade, produtos vencidos podem fazer mal à saúde.
Cabelos
Geralmente encontrado em crianças, o piolho é transmitido de uma pessoa para a outra pelo contato, o que pode acontecer também com adultos. A caspa, ao contrário do que muitos imaginam, não é transmitida, e sim um problema desenvolvido individualmente.
Alguns tratamentos capilares merecem cuidados especiais. A busca por cabelos lisos levam mulheres em todo o mundo a utilizar produtos químicos fortes, o que pode causar danos ao couro cabeludo e à saúde em geral. Uma técnica muito comum é a escova progressiva, que leva formol em sua composição. O fato é que o formol é uma substância tóxica ao organismo humano, e pode causar reações que vão desde coceiras até choques anafiláticos e câncer.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) não recomenda a técnica e alega que “a mistura que é aplicada no cabelo para alisá-lo possui em sua composição uma substância tóxica com potencial cancerígeno, o formaldeído, também conhecido como formol. A concentração de formol que é usada para a obtenção do alisamento é um mistério para o consumidor, pois seu preparo é feito de acordo com o tipo de cabelo”.
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=5457&LibCatID=5&fromhome=yes
Estudos sobre supervírus da gripe aviária permanecerão em segredo
DA REUTERS
Os dois estudos científicos que tratam de uma nova forma mutante e letal do vírus da gripe aviária, o H5N1, não serão publicados até que se saiba a extensão dos reais riscos à população mundial.
A decisão, anunciada nesta sexta-feira, é da WHO (Organização Mundial da Saúde, da ONU), chamada para intermediar o encontro entre os representantes americanos do NSABB (Conselho Científico para a Biossegurança Nacional) e os cientistas autores das pesquisas.
O governo dos Estados Unidos pediu que os artigos fossem censurados e não publicados pelas duas das mais importantes revistas científicas, a "Nature" e a "Science", por temer que as informações fossem usadas em ataques bioterroristas.
O vírus mutante torna a gripe aviária muito mais fácil de ser transmitida entre mamíferos e poderia provocar uma pandemia mundial muito maior que a da gripe espanhola (1918-1919), quando 40 milhões de pessoas morreram.
As duas pesquisas vieram de grupos distintos, mas as conclusões são similares. Um é holandês, do Centro Médico Erasmus, coordenador por Ron Fouchier; o outro é da Universidade de Wisconsin, liderado por Yoshihiro Kawaoka.
De acordo com elas, a transmissão do supervírus entre mamíferos seria como uma gripe comum, mas com a característica de ser letal. Fouchier, que participou da reunião de dois dias, disse que a pesquisa "deve ser publicada" em algum momento no futuro.
MORTES
Hong Kong foi a primeira localidade onde se detectou o H5N1, cuja ocorrência é maior em países asiáticos.
Até o momento, a transmissão da doença entre humanos é rara. Cerca de 700 pessoas foram infectadas no mundo todo desde 2003, com a morte de metade delas.
Hoje, só se pega a doença pelo contato com patos, galinhas e outras aves, mas não por indivíduos infectados.
A mutação teria garantido ao vírus se espalhar pelo ar, o que o torna muito mais perigoso segundo o governo americano. Para Fouchier, os riscos existem, mas são pequenos, na opinião dele.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1050386-estudos-sobre-supervirus-da-gripe-aviaria-permanecerao-em-segredo.shtml
Os dois estudos científicos que tratam de uma nova forma mutante e letal do vírus da gripe aviária, o H5N1, não serão publicados até que se saiba a extensão dos reais riscos à população mundial.
A decisão, anunciada nesta sexta-feira, é da WHO (Organização Mundial da Saúde, da ONU), chamada para intermediar o encontro entre os representantes americanos do NSABB (Conselho Científico para a Biossegurança Nacional) e os cientistas autores das pesquisas.
O governo dos Estados Unidos pediu que os artigos fossem censurados e não publicados pelas duas das mais importantes revistas científicas, a "Nature" e a "Science", por temer que as informações fossem usadas em ataques bioterroristas.
O vírus mutante torna a gripe aviária muito mais fácil de ser transmitida entre mamíferos e poderia provocar uma pandemia mundial muito maior que a da gripe espanhola (1918-1919), quando 40 milhões de pessoas morreram.
As duas pesquisas vieram de grupos distintos, mas as conclusões são similares. Um é holandês, do Centro Médico Erasmus, coordenador por Ron Fouchier; o outro é da Universidade de Wisconsin, liderado por Yoshihiro Kawaoka.
De acordo com elas, a transmissão do supervírus entre mamíferos seria como uma gripe comum, mas com a característica de ser letal. Fouchier, que participou da reunião de dois dias, disse que a pesquisa "deve ser publicada" em algum momento no futuro.
MORTES
Hong Kong foi a primeira localidade onde se detectou o H5N1, cuja ocorrência é maior em países asiáticos.
Até o momento, a transmissão da doença entre humanos é rara. Cerca de 700 pessoas foram infectadas no mundo todo desde 2003, com a morte de metade delas.
Hoje, só se pega a doença pelo contato com patos, galinhas e outras aves, mas não por indivíduos infectados.
A mutação teria garantido ao vírus se espalhar pelo ar, o que o torna muito mais perigoso segundo o governo americano. Para Fouchier, os riscos existem, mas são pequenos, na opinião dele.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1050386-estudos-sobre-supervirus-da-gripe-aviaria-permanecerao-em-segredo.shtml
Estudo relaciona refrigerante diet a risco de infarto e derrame
DA REUTERS
Refrigerante diet em excesso eleva consideravelmente o risco de se ter um infarto ou derrame, segundo estudo que acompanhou adultos consumidores da bebida durante uma década.
A probabilidade de incidência de doenças coronárias entre aqueles que ingeriram refrigerante diet foi significativo: 44% maior do que os que não tomaram. Para detectar as diferenças entre os dois grupos, um deles bebeu drinques diet todos os dias.
Dos 2.564 adultos com idade média de 69 anos, 591 (homens e mulheres) sofreram um infarto ou um derrame ou morreram por causas cardiovasculares ao longo de dez anos.
Os autores, pesquisadores da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami (EUA), salientam que não há provas de que os drinques sem açúcar são os responsáveis pelo quadro, mas sim que há uma associação entre beber muito refrigerante diet e desenvolver uma doença do coração.
Hannah Gardener, que participou do monitoramento, diz que quem bebeu refrigerante diet diariamente apresentou mais fatores de risco como pressão arterial elevada, diabetes e colesterol alto.
Ela lembra que a forma como a bebida diet interfere na saúde não está muito clara, e que mais estudos precisam ser feitos para entender essa relação.
A pesquisa foi publicada na versão on-line do "Journal of General Internal Medicine" de 27 de janeiro.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1050426-estudo-relaciona-refrigerante-diet-a-risco-de-infarto-e-derrame.shtml
Refrigerante diet em excesso eleva consideravelmente o risco de se ter um infarto ou derrame, segundo estudo que acompanhou adultos consumidores da bebida durante uma década.
A probabilidade de incidência de doenças coronárias entre aqueles que ingeriram refrigerante diet foi significativo: 44% maior do que os que não tomaram. Para detectar as diferenças entre os dois grupos, um deles bebeu drinques diet todos os dias.
Dos 2.564 adultos com idade média de 69 anos, 591 (homens e mulheres) sofreram um infarto ou um derrame ou morreram por causas cardiovasculares ao longo de dez anos.
Os autores, pesquisadores da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami (EUA), salientam que não há provas de que os drinques sem açúcar são os responsáveis pelo quadro, mas sim que há uma associação entre beber muito refrigerante diet e desenvolver uma doença do coração.
Hannah Gardener, que participou do monitoramento, diz que quem bebeu refrigerante diet diariamente apresentou mais fatores de risco como pressão arterial elevada, diabetes e colesterol alto.
Ela lembra que a forma como a bebida diet interfere na saúde não está muito clara, e que mais estudos precisam ser feitos para entender essa relação.
A pesquisa foi publicada na versão on-line do "Journal of General Internal Medicine" de 27 de janeiro.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1050426-estudo-relaciona-refrigerante-diet-a-risco-de-infarto-e-derrame.shtml
Vírus emergentes são detectados no Brasil
Pesquisadores da de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), estudaram os vírus considerados emergentes, que são aqueles recém-descobertos ou cuja incidência tem aumentado em uma determinada região.
O foco do estudo voltou-se para o Oropouche e o Mayaro, espécies classificadas como arbovírus, como os da dengue, e que causam doenças febris agudas que estão atingindo, principalmente, a região Norte do país.
Outro vírus estudado é o hantavírus, responsável por uma forma grave de pneumonia capaz de matar quase metade dos infectados. Esse foi descoberto em 1993 e, desde então, cerca de 1,4 mil casos de infecção já foram notificados.
Uma equipe de mais de 50 pesquisadores se dividiram em 52 subprojetos que faziam parte do projeto de pesquisa. Entre os avanços desse estudo, destacam-se o isolamento do hantavírus Araraquara, inédito no Brasil, e o desenvolvimento de um reagente que facilitou o diagnóstico da hantavirose.
"Antes, dependíamos de insumos importados. Hoje, distribuímos esses antígenos para vários locais no Brasil e também para Colômbia e Argentina", diz Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, virologista responsável pelo estudo.
O projeto também resultou na criação de reagentes para diagnosticar o Oropouche e três vírus causadores de encefalite: Saint Louis, Rocio e Oeste do Nilo. Esse último representou uma surpresa para os pesquisadores, que acreditavam que a cepa não existisse no Brasil. Segundo Figueiredo, o próximo passo é testar os reagentes, que foram obtidos a partir de genes do vírus inoculados em bactérias, para ver se podem ser utilizados como vacina.
Fonte: Agência Fapesp, 10 de fevereiro de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9610&mode=browse&titulo=vírus-emergentes-são-detectados-no-brasil
O foco do estudo voltou-se para o Oropouche e o Mayaro, espécies classificadas como arbovírus, como os da dengue, e que causam doenças febris agudas que estão atingindo, principalmente, a região Norte do país.
Outro vírus estudado é o hantavírus, responsável por uma forma grave de pneumonia capaz de matar quase metade dos infectados. Esse foi descoberto em 1993 e, desde então, cerca de 1,4 mil casos de infecção já foram notificados.
Uma equipe de mais de 50 pesquisadores se dividiram em 52 subprojetos que faziam parte do projeto de pesquisa. Entre os avanços desse estudo, destacam-se o isolamento do hantavírus Araraquara, inédito no Brasil, e o desenvolvimento de um reagente que facilitou o diagnóstico da hantavirose.
"Antes, dependíamos de insumos importados. Hoje, distribuímos esses antígenos para vários locais no Brasil e também para Colômbia e Argentina", diz Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, virologista responsável pelo estudo.
O projeto também resultou na criação de reagentes para diagnosticar o Oropouche e três vírus causadores de encefalite: Saint Louis, Rocio e Oeste do Nilo. Esse último representou uma surpresa para os pesquisadores, que acreditavam que a cepa não existisse no Brasil. Segundo Figueiredo, o próximo passo é testar os reagentes, que foram obtidos a partir de genes do vírus inoculados em bactérias, para ver se podem ser utilizados como vacina.
Fonte: Agência Fapesp, 10 de fevereiro de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9610&mode=browse&titulo=vírus-emergentes-são-detectados-no-brasil
Abuso infantil pode afetar o cérebro
Um novo estudo mostra que maus tratos e abuso infantil podem causar o encolhimento de áreas importantes do cérebro.
Pesquisadores da Universidade Harvard (EUA) usaram ressonâncias magnéticas para analisar os cérebros de 193 pessoas entre 18 e 25 anos de idade, comparando o tamanho do hipocampo com o histórico do indivíduo. Aqueles que haviam sido maltratados enquanto crianças tinham certas áreas do hipocampo 6% menores quando comparadas a pessoas que não tinham vivenciado o mesmo problema. Experimentos feitos com animais mostram que altos níveis de estresse impedem o crescimento de neurônios no hipocampo, causando a diminuição no tamanho da estrutura.
Outra área que havia sofrido reduções nos cérebros dos participantes é o subículo, que é conhecido como o centro de recompensa do cérebro. Reduções nessa área estão associadas ao abuso de drogas e à esquizofrenia.
A descoberta pode explicar a razão pela qual crianças que sofreram abusos frequentemente desenvolvem distúrbios psiquiátricos como a depressão, o vício em drogas e doenças mentais semelhantes. Compreender o mecanismo através do qual essas condições se desenvolvem podem ajudar profissionais da área a encontrarem melhores formas de tratarem as vítimas.
“Esses resultados podem dar uma explicação do porquê de o abuso infantil ter sido identificado com um aumento de risco de uso de drogas ou psicose” explica o pes quisador Martin Teicher. “Agora que podemos ver essas sub-regiões (do cérebro), nós podemos ter uma idéia melhor de quais tratamentos estão ajudando”, completa.
O estudo foi publicado no periódico Proceedings of the National Academies of Sciences.
Fonte: Live Science 13 de fevereiro de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9612&mode=browse&titulo=abuso-infantil-pode-afetar-o-cérebro
Pesquisadores da Universidade Harvard (EUA) usaram ressonâncias magnéticas para analisar os cérebros de 193 pessoas entre 18 e 25 anos de idade, comparando o tamanho do hipocampo com o histórico do indivíduo. Aqueles que haviam sido maltratados enquanto crianças tinham certas áreas do hipocampo 6% menores quando comparadas a pessoas que não tinham vivenciado o mesmo problema. Experimentos feitos com animais mostram que altos níveis de estresse impedem o crescimento de neurônios no hipocampo, causando a diminuição no tamanho da estrutura.
Outra área que havia sofrido reduções nos cérebros dos participantes é o subículo, que é conhecido como o centro de recompensa do cérebro. Reduções nessa área estão associadas ao abuso de drogas e à esquizofrenia.
A descoberta pode explicar a razão pela qual crianças que sofreram abusos frequentemente desenvolvem distúrbios psiquiátricos como a depressão, o vício em drogas e doenças mentais semelhantes. Compreender o mecanismo através do qual essas condições se desenvolvem podem ajudar profissionais da área a encontrarem melhores formas de tratarem as vítimas.
“Esses resultados podem dar uma explicação do porquê de o abuso infantil ter sido identificado com um aumento de risco de uso de drogas ou psicose” explica o pes quisador Martin Teicher. “Agora que podemos ver essas sub-regiões (do cérebro), nós podemos ter uma idéia melhor de quais tratamentos estão ajudando”, completa.
O estudo foi publicado no periódico Proceedings of the National Academies of Sciences.
Fonte: Live Science 13 de fevereiro de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9612&mode=browse&titulo=abuso-infantil-pode-afetar-o-cérebro
Comer demais pode dobrar risco de perda de memória
Além de aumentar o peso e poder causar incômodos no intestino e estômago, comer demais pode levar à perda de memória. Segundo pesquisadores da Clinica Mayo, nos Estados Unidos, consumir entre 2.100 e 6.000 calorias por dia pode dobrar o risco de perda de memória ou a um comprometimento cognitivo leve (MCI) nas pessoas com mais de 70 anos. O MCI é o estágio entre a perda normal de memória que vem com o envelhecimento e a doença de Alzheimer precoce.
"Observamos um padrão de dose-resposta, que significa simplesmente, que quanto maior a quantidade de calorias consumidas a cada dia, maior o risco de MCI", diz o autor do estudo Yonas Geda.
O estudo envolveu 1.233 pessoas com idades entre 70 e 89 anos e livres de demência. Destes, 163 tiveram MCI. Os participantes relataram a quantidade de calorias que ingeriam, entre comidas e bebidas, em um questionário alimentar e foram divididos em três grupos iguais com base em seu consumo calórico diário: um terço grupo entre 600 e 1.526 calorias por dia, outro entre 1526 e 2143, e o terceiro entre 2.143 e 6.000 calorias diárias.
As probabilidades de se ter MCI mais do que duplicou para os integrantes do terceiro grupo (o que consumia mais calorias) em comparação com aqueles do primeiro grupo. Os resultados foram os mesmos após o ajuste para a histórico de diabetes, acidente vascular cerebral, nível de escolaridade e outros fatores que podem afetar o risco de perda de memória. Não houve diferença significativa no risco para o segundo grupo.
"Cortar calorias e comer alimentos que compõem uma dieta saudável pode ser uma maneira simples para evitar a perda de memória à medida que envelhecemos", finaliza Geda.
O estudo será apresentado na Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, que ocorre em abril.
Fonte: EurekAlert!, 12 de fevereiro de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9611&mode=browse&titulo=comer-demais-pode-dobrar-risco-de-perda-de-memória
De olhos bem abertos
Com saúde não se brinca, principalmente a dos olhos. Para você se prevenir, ou mesmo remediar, VivaSaúde preparou um guia com tudo o que você precisa saber sobre os cuidados com sua visão
Quando Luma Pereira tinha 4 anos, seu programa favorito era Castelo Ra-Tim-Bum. Quando a vinheta começava, ela - hoje uma jornalista de 22 anos - se posicionava na frente da TV. Se se sentasse mais longe, não conseguiria ver o que passava na tela. "Meus pais me incentivavam a assisti-la do sofá. Uma vez fiz o que pediram, mas, como não enxergava daquela distância, acabei dormindo a tarde toda", recorda-se.
Após uma visita a um oftalmologista, ela foi diagnosticada com 3 graus de miopia. "Quando os óculos chegaram, os objetos não estavam mais borrados e dava para ver de longe", conta a moça, que hoje tem quase 10 graus em cada olho. Casos como o de Luma são comuns e podem resultar em problemas graves, se não diagnosticados, e ainda podem afetar o desenvolvimento cognitivo e mesmo social da criança. Por isso, é preciso que o cuidado com a visão comece desde cedo.
Fique de olho sempre!
A visão é considerada, hoje, o sentido mais importante para a sobrevivência, e deve ser cuidada desde a infância até o fim da vida. Uma das precauções é feita logo no nascimento, ao realizar-se o "teste do olhinho". Nele, a enfermeira direciona uma luz para a pupila, que deve ficar vermelha ao refletila - como nas fotos em que se usa flash -, indicando que o raio não encontrou desvios no caminho. O exame pode detectar tumores ou mesmo catarata congênita, e agora é obrigatório nas maternidades públicas do governo do Estado de São Paulo.
De acordo com Milton Ruiz, professor livre-docente de oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e vice-presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), até os 6, 7 anos de idade, o olho da criança ainda está em formação, por isso é importante que os pais tenham cuidados redobrados. "Deve-se observar sempre os dois olhos dos filhos, verificando se são semelhantes: pupilas iguais, córneas transparentes, sem desvio algum da visão. É interessante também colocar a mão na frente de um dos olhos, para verificar se o outro tem boa visão: basta observar se a criança não tentará destapá-lo", ressalta Ruiz.
Uma vista ruim também causa quedas no rendimento escolar, a partir dos 10 anos de idade, principalmente. "Notas ruins, dor de cabeça e falta de interesse são sinais de que a criança talvez precise ser examinada por um oftalmologista. Algumas estatísticas indicam que de 10% a 15% dos maus alunos têm problemas de visão", explica Ruiz. Pessoas com altas dioptrias (graus) devem tomar cuidado ao praticar esportes, pois são mais suscetíveis a descolamentos de retina, que podem ser causados por traumas como batidas, boladas e cotoveladas. E os atletas devem se precaver em modalidades que utilizam bolas pequenas, especialmente o squash e o tênis.
Em geral, é preciso também observar o ambiente. "No inverno, com a estiagem, aumenta a poluição, e isso pode evidenciar sintomas de olho seco, sendo muitas vezes necessário usar colírio lubrificante, ou seja, lágrimas artificiais", aponta César Lipener, presidente da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato (SOBLEC).
A visão é considerada, hoje, o sentido mais importante para a sobrevivência, e deve ser cuidada desde a infância
Outra época perigosa é a meia-idade, quando bate à porta a famosa "vista cansada", tecnicamente chamada de presbiopia. Não se iluda, achando que sua visão é de águia: de acordo com o oftalmologista Milton Ruiz, 100% das pessoas sofrerão desse mal entre os 40 e 50 anos de idade. O profissional ainda alerta: "Nessa fase, a principal causa de cegueira é a falta de óculos, conhecida como cegueira evitável".
Mas, dos males, este é o menor. É nessa fase que doenças mais graves se manifestam. Uma delas é a catarata, que causa uma cegueira reversível, corrigida por uma cirurgia que troca as partes danificadas da córnea por um material sintético. Já o glaucoma, também comum a essa época da vida, está relacionado à pressão alta dos olhos, e é preciso estar atento, pois os sintomas são silenciosos e a perda de visão não tem volta: "na maioria dos casos, quando o paciente chega ao hospital, ele já está cego de um olho", observa o médico Ruiz.
Quando Luma Pereira tinha 4 anos, seu programa favorito era Castelo Ra-Tim-Bum. Quando a vinheta começava, ela - hoje uma jornalista de 22 anos - se posicionava na frente da TV. Se se sentasse mais longe, não conseguiria ver o que passava na tela. "Meus pais me incentivavam a assisti-la do sofá. Uma vez fiz o que pediram, mas, como não enxergava daquela distância, acabei dormindo a tarde toda", recorda-se.
Após uma visita a um oftalmologista, ela foi diagnosticada com 3 graus de miopia. "Quando os óculos chegaram, os objetos não estavam mais borrados e dava para ver de longe", conta a moça, que hoje tem quase 10 graus em cada olho. Casos como o de Luma são comuns e podem resultar em problemas graves, se não diagnosticados, e ainda podem afetar o desenvolvimento cognitivo e mesmo social da criança. Por isso, é preciso que o cuidado com a visão comece desde cedo.
Fique de olho sempre!
A visão é considerada, hoje, o sentido mais importante para a sobrevivência, e deve ser cuidada desde a infância até o fim da vida. Uma das precauções é feita logo no nascimento, ao realizar-se o "teste do olhinho". Nele, a enfermeira direciona uma luz para a pupila, que deve ficar vermelha ao refletila - como nas fotos em que se usa flash -, indicando que o raio não encontrou desvios no caminho. O exame pode detectar tumores ou mesmo catarata congênita, e agora é obrigatório nas maternidades públicas do governo do Estado de São Paulo.
De acordo com Milton Ruiz, professor livre-docente de oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e vice-presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), até os 6, 7 anos de idade, o olho da criança ainda está em formação, por isso é importante que os pais tenham cuidados redobrados. "Deve-se observar sempre os dois olhos dos filhos, verificando se são semelhantes: pupilas iguais, córneas transparentes, sem desvio algum da visão. É interessante também colocar a mão na frente de um dos olhos, para verificar se o outro tem boa visão: basta observar se a criança não tentará destapá-lo", ressalta Ruiz.
Uma vista ruim também causa quedas no rendimento escolar, a partir dos 10 anos de idade, principalmente. "Notas ruins, dor de cabeça e falta de interesse são sinais de que a criança talvez precise ser examinada por um oftalmologista. Algumas estatísticas indicam que de 10% a 15% dos maus alunos têm problemas de visão", explica Ruiz. Pessoas com altas dioptrias (graus) devem tomar cuidado ao praticar esportes, pois são mais suscetíveis a descolamentos de retina, que podem ser causados por traumas como batidas, boladas e cotoveladas. E os atletas devem se precaver em modalidades que utilizam bolas pequenas, especialmente o squash e o tênis.
Em geral, é preciso também observar o ambiente. "No inverno, com a estiagem, aumenta a poluição, e isso pode evidenciar sintomas de olho seco, sendo muitas vezes necessário usar colírio lubrificante, ou seja, lágrimas artificiais", aponta César Lipener, presidente da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato (SOBLEC).
A visão é considerada, hoje, o sentido mais importante para a sobrevivência, e deve
ser cuidada desde a infância
Outra época perigosa é a meia-idade, quando bate à porta a famosa "vista cansada", tecnicamente chamada de presbiopia. Não se iluda, achando que sua visão é de águia: de acordo com o oftalmologista Milton Ruiz, 100% das pessoas sofrerão desse mal entre os 40 e 50 anos de idade. O profissional ainda alerta: "Nessa fase, a principal causa de cegueira é a falta de óculos, conhecida como cegueira evitável".
Mas, dos males, este é o menor. É nessa fase que doenças mais graves se manifestam. Uma delas é a catarata, que causa uma cegueira reversível, corrigida por uma cirurgia que troca as partes danificadas da córnea por um material sintético. Já o glaucoma, também comum a essa época da vida, está relacionado à pressão alta dos olhos, e é preciso estar atento, pois os sintomas são silenciosos e a perda de visão não tem volta: "na maioria dos casos, quando o paciente chega ao hospital, ele já está cego de um olho", observa o médico Ruiz.
Uma presa fácil
É preciso lembrar que esse tipo de problema é completamente evitável. Higiene básica, uso de óculos de sol com proteção contra os raios UVA e UVB, e idas constantes ao oculista são atitudes preventivas. Um problema salientado por Carlos Rangel, diretor do ETCO Eye Day Hospital (SP), é o abuso da visão de perto. "Não devemos forçar a vista e nem passar mais de seis horas direto em frente ao computador e TV", recomenda. O problema é que os olhos se cansam mais para focalizar coisas próximas, e atividades como ler, dirigir e ficar diante de telas diminuem a quantidade de vezes que piscamos de quinze para até cinco vezes por minuto. O olho se resseca e prejudica a função dos músculos ciliares.
Para evitar o problema, a receita é simples: a cada hora que passar fazendo essas atividades, descanse 10 minutos. Se você ficar duas horas seguidas olhando para a tela ou lendo um livro importante, descanse então 20 minutos antes de retornar à sua tarefa.
Muitas vezes os próprios medicamentos podem causar complicações. É o caso dos colírios feitos com corticoides, que apesar da ação mais eficiente para sintomas de alergias e inflamações, como inchaço e vermelhidão, podem trazer outros problemas. "Sem orientação médica adequada, seu uso pode levar ao glaucoma, à catarata, e também aumentar o risco de infecção de córnea, também chamada de cerafite", descreve o oftalmologista Ruiz.
Visões tecnológicas
Com o tempo, cuidar da saúde dos olhos ficou mais fácil, O advento do laser foi uma delas. Devido a seu alto grau de precisão - o raio formado não corre risco de dispersão -, possibilitou-se a melhora de muitas cirurgias, como aquelas relacionadas à refração: miopia, hipermetropia, astigmatismo, além de descolamento de retina e correção dos vasos sanguíneos oculares. E até mesmo essa tecnologia foi melhorada com o tempo. Como aponta Rangel: "Atualmente contamos com aparelhos que garantem 100% de eficácia para tratamentos que antes não eram bemsucedidos, como, por exemplo, a cirurgia para quem é alto míope, isto é, acima de 16 graus".
Um avanço, ainda em desenvolvimento, é no campo da terapia gênica, destacada por Ruiz: "Hoje pesquisas mostram que doenças oculares degenerativas, como o glaucoma, por exemplo, têm condições genéticas hereditárias que aumentam o risco de sua incidência", explica o médico. O tratamento, de acordo com o especialista, consistirá na criação de um vírus com um código genético modificado. O paciente será infectado por esse agente, que se hospedará nas células, e ainda será capaz de mudar o DNA de cada indivíduo, modificando suas predisposições genéticas.
E o Brasil é pioneiro em tratamentos de retina "e estamos crescendo muito nessa área", diz Rangel. Um oftalmologista brasileiro começou a desenvolver o anel intracorneano, indicado para quem sofre de ceratocone, doença em que a córnea passa a ter um formato cônico. Ela é complicada, e nem sempre seus tratamentos têm sucesso. É o caso do estudante de Santa Catarina Rodolfo Luiz Rodrigues, de 25 anos, que sofre com ela desde os 10.
Como trocou a retina do olho esquerdo na infância, o problema continuou a evoluir. Refez o transplante, e a outra retina foi operada a laser. "Apesar dessas intervenções, ainda hoje não tenho uma visão 100%. Enxergo mal do olho esquerdo e tenho uma visão satisfatória do direito", explica Rodolfo.
Quando lentes de contato não adiantavam, a opção era o transplante de córnea. Agora, o Anel de Ferrara, como é chamado, pode ser aplicado em casos moderados, e estudos feitos em 2002 no Hospital de Olhos do Paraná, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), indicaram casos de melhora, apesar do alto grau de complicações dessa cirurgia.
Outro pesquisador brasileiro, Hisashi Suzuki, participou do desenvolvimento do vitreófago. A máquina retira o humor vítreo (líquido que preenche o globo ocular) dos olhos em cirurgias para substituí-lo (vitrectomia).
E as lentes?
Hoje, a mais nova tecnologia é o silicone hidrogel, que é mais fisiológico, e permite que mais oxigênio chegue à córnea. Apesar dessa alternativa, ainda é comum a preferência pelos óculos. "As vantagens ópticas das lentes são a melhora da qualidade da visão para pacientes com graus muito altos, sem falar da estética e do conforto", esclarece Lipener. Mas, ela tem suas contraindicações. Algumas pessoas são predispostas ao acúmulo da proteína das lágrimas nas lentes, o que pode causar alergias.
Além dos olhos
Muitas vezes esses órgãos podem refletir não só a alma, como os males do corpo. Veja alguns deles:
DIABETES
A retinopatia diabética, causada - como o nome já indica - pelo diabetes, afeta os vasos sanguíneos na retina, causando visão dupla e dificuldade de leitura, e pode ser diagnosticado pelo exame de fundo de olho.
PROBLEMAS NA TIREOIDE
O desregulamento dos hormônios desse órgão pode inflamar os músculos que movimentam os olhos, o que comprime o nervo óptico, causando a perda da visão. Ou então é possível que cause retenção de líquidos nos tecidos atrás das órbitas, fazendo com que os globos oculares fiquem saltados para fora.
FÍGADO EM PERIGO
Problemas hepáticos podem causar aumento da bilirrubina, que deixa a conjuntiva amarelada. Alguns bebês, inclusive, nascem com essa substância em alta no corpo, o que acarreta vários problemas e até na morte. Mas a fototerapia na maternidade faz com que o risco seja sanado e o composto extra seja excretado do corpo.
REUMATISMO
Esse e outros males associados à artrose se relacionam a sintomas de olhos secos e avermelhados. O paciente pode sentir ardor, queimação ou sensação de areia dentro da vista, e isso piora com a exposição ao ar-condicionado e à poluição e com excesso de atividades que usam visão de perto, como computador ou leitura.
HIPERTENSÃO ARTERIAL
Essa pressão alta não tem nenhuma relação com o glaucoma, mas pode ser identificada também no exame de fundo dos olhos. Se os vasos da retina estiverem tortuosos ou estreitos, por exemplo. Além disso, mudanças na estrutura dessas artérias também podem estar acontecendo também no cérebro e rim.
MALES NO CÉREBRO
Uma baixa súbita de visão pode significar, em muitos casos, inchaço e rompimento de uma das veias do cérebro, ou seja, um aneurisma. Agora, se essa queda da vista for gradual, pode muito bem ser sinônimo de um tumor intracraniano.
Raio X dos problemas oculares
Confira quais são os mais comuns, como preveni-los e quais são os tratamentos disponíveis:
CONJUNTIVITE
O que é: inflamação da conjuntiva, causada por bactéria, vírus, fungos, alergias ou algum agente tóxico.
Sintomas: o olho fica vermelho, lacrimeja e às vezes solta secreções.
Tratamento: podem ser utilizados antibióticos ou antivirais em forma de colírios e higienização com soro fisiológico.
Prevenção: evitar conglomerados, piscinas públicas, toalhas coletivas, sempre lavar bem as mãos e evitar tocar nos olhos.
MIOPIA E HIPERMETROPIA
O que é: distorção da visão devido ao comprimento maior ou menor do olho por má- formação que faz com que a imagem se forme fora da retina.
Sintomas: má visão de longe (miopia) ou perto (hipermetropia), fadiga e dores de cabeça.
Tratamento: ambas são corrigidas com óculos e lentes de contato, ou cirurgia a laser.
Prevenção: não há, mas, como elas começam a se manifestar na infância, os pais devem estar atentos aos sintomas para rápida correção.
ASTIGMATISMO
O que é: causada pelo formato irregular da córnea ou cristalino, que faz com que a imagem se forme em pontos diferentes da retina.
Sintomas: a forma mais intensa traz visão borrada, fadiga e dores de cabeça.
Tratamento: uso de óculos e lentes de contato, ou a cirurgia a laser.
Prevenção: alguns nutrientes, como zinco, selênio e vitaminas A, C e E podem retardar seu aparecimento.
PRESBIOPIA
O que é: também chamada de "vista cansada", é o enrijecimento dos músculos ciliares ou do cristalino, o que causa dificuldade na focalização de perto.
Sintomas: dificuldade para enxergar de perto.
Tratamento: óculos de grau ou lentes de contato.
Prevenção: não há prevenção, é um mal que normalmente acometerá 100% da população até os 50 anos.
CATARATA
O que é: opacidade parcial ou total do cristalino, que pode aparecer com a idade, devido a diabetes ou uso de alguns medicamentos, como corticoides.
Sintomas: cegueira, esbranquiçamento dos olhos.
Tratamento: cirurgia, que recupera totalmente a visão.
Prevenção: proteção dos olhos contra raios ultravioleta, evitar abusar de colírios corticoides, cuidados com diabetes, por exemplo.
GLAUCOMA
O que é: doença relacionada com o aumento de pressão dos olhos, que atinge o nervo óptico e pode ser congênita ou adquirida.
Sintomas: seu principal sintoma é a cegueira periférica, com aumento gradual. Estudos indicam que ela pode se relacionar também com a apneia obstrutiva do sono.
Tratamento: colírios que diminuem a pressão intraocular, ou cirurgia, dependendo do caso.
Prevenção: consultas regulares ao oftalmologista, que medirá a pressão intraocular entre os exames de rotina.
RETINOPATIA DIABÉTICA
O que é: bloqueio ou formação de aneurismas nos vasos sanguíneos da retina, causados pelo diabetes.
Sintomas: visão embaçada ou dupla, cegueira noturna e dificuldade de leitura.
Tratamento: controle do diabetes, pílulas hipoglicêmicas e cirurgia a laser para correção dos vasos.
Prevenção: controlar o diabetes evitando alimentos com alto índice glicêmico.
CERATOCONE
O que é: doença degenerativa dos olhos, em que a córnea fica com formato cônico.
Sintomas: distorção da visão com imagens múltiplas, sensibilidade à luz e dificuldade para ler.
Tratamento: uso de óculos, lentes de contato e em casos mais graves a aplicação de um anel intracorneano ou mesmo o transplante de córnea.
Prevenção: não há.
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/105/de-olhos-bem-abertos-com-saude-nao-se-brinca-243858-1.asp
Quando Luma Pereira tinha 4 anos, seu programa favorito era Castelo Ra-Tim-Bum. Quando a vinheta começava, ela - hoje uma jornalista de 22 anos - se posicionava na frente da TV. Se se sentasse mais longe, não conseguiria ver o que passava na tela. "Meus pais me incentivavam a assisti-la do sofá. Uma vez fiz o que pediram, mas, como não enxergava daquela distância, acabei dormindo a tarde toda", recorda-se.
Após uma visita a um oftalmologista, ela foi diagnosticada com 3 graus de miopia. "Quando os óculos chegaram, os objetos não estavam mais borrados e dava para ver de longe", conta a moça, que hoje tem quase 10 graus em cada olho. Casos como o de Luma são comuns e podem resultar em problemas graves, se não diagnosticados, e ainda podem afetar o desenvolvimento cognitivo e mesmo social da criança. Por isso, é preciso que o cuidado com a visão comece desde cedo.
Fique de olho sempre!
A visão é considerada, hoje, o sentido mais importante para a sobrevivência, e deve ser cuidada desde a infância até o fim da vida. Uma das precauções é feita logo no nascimento, ao realizar-se o "teste do olhinho". Nele, a enfermeira direciona uma luz para a pupila, que deve ficar vermelha ao refletila - como nas fotos em que se usa flash -, indicando que o raio não encontrou desvios no caminho. O exame pode detectar tumores ou mesmo catarata congênita, e agora é obrigatório nas maternidades públicas do governo do Estado de São Paulo.
De acordo com Milton Ruiz, professor livre-docente de oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e vice-presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), até os 6, 7 anos de idade, o olho da criança ainda está em formação, por isso é importante que os pais tenham cuidados redobrados. "Deve-se observar sempre os dois olhos dos filhos, verificando se são semelhantes: pupilas iguais, córneas transparentes, sem desvio algum da visão. É interessante também colocar a mão na frente de um dos olhos, para verificar se o outro tem boa visão: basta observar se a criança não tentará destapá-lo", ressalta Ruiz.
Uma vista ruim também causa quedas no rendimento escolar, a partir dos 10 anos de idade, principalmente. "Notas ruins, dor de cabeça e falta de interesse são sinais de que a criança talvez precise ser examinada por um oftalmologista. Algumas estatísticas indicam que de 10% a 15% dos maus alunos têm problemas de visão", explica Ruiz. Pessoas com altas dioptrias (graus) devem tomar cuidado ao praticar esportes, pois são mais suscetíveis a descolamentos de retina, que podem ser causados por traumas como batidas, boladas e cotoveladas. E os atletas devem se precaver em modalidades que utilizam bolas pequenas, especialmente o squash e o tênis.
Em geral, é preciso também observar o ambiente. "No inverno, com a estiagem, aumenta a poluição, e isso pode evidenciar sintomas de olho seco, sendo muitas vezes necessário usar colírio lubrificante, ou seja, lágrimas artificiais", aponta César Lipener, presidente da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato (SOBLEC).
A visão é considerada, hoje, o sentido mais importante para a sobrevivência, e deve ser cuidada desde a infância
Outra época perigosa é a meia-idade, quando bate à porta a famosa "vista cansada", tecnicamente chamada de presbiopia. Não se iluda, achando que sua visão é de águia: de acordo com o oftalmologista Milton Ruiz, 100% das pessoas sofrerão desse mal entre os 40 e 50 anos de idade. O profissional ainda alerta: "Nessa fase, a principal causa de cegueira é a falta de óculos, conhecida como cegueira evitável".
Mas, dos males, este é o menor. É nessa fase que doenças mais graves se manifestam. Uma delas é a catarata, que causa uma cegueira reversível, corrigida por uma cirurgia que troca as partes danificadas da córnea por um material sintético. Já o glaucoma, também comum a essa época da vida, está relacionado à pressão alta dos olhos, e é preciso estar atento, pois os sintomas são silenciosos e a perda de visão não tem volta: "na maioria dos casos, quando o paciente chega ao hospital, ele já está cego de um olho", observa o médico Ruiz.
Quando Luma Pereira tinha 4 anos, seu programa favorito era Castelo Ra-Tim-Bum. Quando a vinheta começava, ela - hoje uma jornalista de 22 anos - se posicionava na frente da TV. Se se sentasse mais longe, não conseguiria ver o que passava na tela. "Meus pais me incentivavam a assisti-la do sofá. Uma vez fiz o que pediram, mas, como não enxergava daquela distância, acabei dormindo a tarde toda", recorda-se.
Após uma visita a um oftalmologista, ela foi diagnosticada com 3 graus de miopia. "Quando os óculos chegaram, os objetos não estavam mais borrados e dava para ver de longe", conta a moça, que hoje tem quase 10 graus em cada olho. Casos como o de Luma são comuns e podem resultar em problemas graves, se não diagnosticados, e ainda podem afetar o desenvolvimento cognitivo e mesmo social da criança. Por isso, é preciso que o cuidado com a visão comece desde cedo.
Fique de olho sempre!
A visão é considerada, hoje, o sentido mais importante para a sobrevivência, e deve ser cuidada desde a infância até o fim da vida. Uma das precauções é feita logo no nascimento, ao realizar-se o "teste do olhinho". Nele, a enfermeira direciona uma luz para a pupila, que deve ficar vermelha ao refletila - como nas fotos em que se usa flash -, indicando que o raio não encontrou desvios no caminho. O exame pode detectar tumores ou mesmo catarata congênita, e agora é obrigatório nas maternidades públicas do governo do Estado de São Paulo.
De acordo com Milton Ruiz, professor livre-docente de oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e vice-presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), até os 6, 7 anos de idade, o olho da criança ainda está em formação, por isso é importante que os pais tenham cuidados redobrados. "Deve-se observar sempre os dois olhos dos filhos, verificando se são semelhantes: pupilas iguais, córneas transparentes, sem desvio algum da visão. É interessante também colocar a mão na frente de um dos olhos, para verificar se o outro tem boa visão: basta observar se a criança não tentará destapá-lo", ressalta Ruiz.
Uma vista ruim também causa quedas no rendimento escolar, a partir dos 10 anos de idade, principalmente. "Notas ruins, dor de cabeça e falta de interesse são sinais de que a criança talvez precise ser examinada por um oftalmologista. Algumas estatísticas indicam que de 10% a 15% dos maus alunos têm problemas de visão", explica Ruiz. Pessoas com altas dioptrias (graus) devem tomar cuidado ao praticar esportes, pois são mais suscetíveis a descolamentos de retina, que podem ser causados por traumas como batidas, boladas e cotoveladas. E os atletas devem se precaver em modalidades que utilizam bolas pequenas, especialmente o squash e o tênis.
Em geral, é preciso também observar o ambiente. "No inverno, com a estiagem, aumenta a poluição, e isso pode evidenciar sintomas de olho seco, sendo muitas vezes necessário usar colírio lubrificante, ou seja, lágrimas artificiais", aponta César Lipener, presidente da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato (SOBLEC).
A visão é considerada, hoje, o sentido mais importante para a sobrevivência, e deve
ser cuidada desde a infância
Outra época perigosa é a meia-idade, quando bate à porta a famosa "vista cansada", tecnicamente chamada de presbiopia. Não se iluda, achando que sua visão é de águia: de acordo com o oftalmologista Milton Ruiz, 100% das pessoas sofrerão desse mal entre os 40 e 50 anos de idade. O profissional ainda alerta: "Nessa fase, a principal causa de cegueira é a falta de óculos, conhecida como cegueira evitável".
Mas, dos males, este é o menor. É nessa fase que doenças mais graves se manifestam. Uma delas é a catarata, que causa uma cegueira reversível, corrigida por uma cirurgia que troca as partes danificadas da córnea por um material sintético. Já o glaucoma, também comum a essa época da vida, está relacionado à pressão alta dos olhos, e é preciso estar atento, pois os sintomas são silenciosos e a perda de visão não tem volta: "na maioria dos casos, quando o paciente chega ao hospital, ele já está cego de um olho", observa o médico Ruiz.
Uma presa fácil
É preciso lembrar que esse tipo de problema é completamente evitável. Higiene básica, uso de óculos de sol com proteção contra os raios UVA e UVB, e idas constantes ao oculista são atitudes preventivas. Um problema salientado por Carlos Rangel, diretor do ETCO Eye Day Hospital (SP), é o abuso da visão de perto. "Não devemos forçar a vista e nem passar mais de seis horas direto em frente ao computador e TV", recomenda. O problema é que os olhos se cansam mais para focalizar coisas próximas, e atividades como ler, dirigir e ficar diante de telas diminuem a quantidade de vezes que piscamos de quinze para até cinco vezes por minuto. O olho se resseca e prejudica a função dos músculos ciliares.
Para evitar o problema, a receita é simples: a cada hora que passar fazendo essas atividades, descanse 10 minutos. Se você ficar duas horas seguidas olhando para a tela ou lendo um livro importante, descanse então 20 minutos antes de retornar à sua tarefa.
Muitas vezes os próprios medicamentos podem causar complicações. É o caso dos colírios feitos com corticoides, que apesar da ação mais eficiente para sintomas de alergias e inflamações, como inchaço e vermelhidão, podem trazer outros problemas. "Sem orientação médica adequada, seu uso pode levar ao glaucoma, à catarata, e também aumentar o risco de infecção de córnea, também chamada de cerafite", descreve o oftalmologista Ruiz.
Visões tecnológicas
Com o tempo, cuidar da saúde dos olhos ficou mais fácil, O advento do laser foi uma delas. Devido a seu alto grau de precisão - o raio formado não corre risco de dispersão -, possibilitou-se a melhora de muitas cirurgias, como aquelas relacionadas à refração: miopia, hipermetropia, astigmatismo, além de descolamento de retina e correção dos vasos sanguíneos oculares. E até mesmo essa tecnologia foi melhorada com o tempo. Como aponta Rangel: "Atualmente contamos com aparelhos que garantem 100% de eficácia para tratamentos que antes não eram bemsucedidos, como, por exemplo, a cirurgia para quem é alto míope, isto é, acima de 16 graus".
Um avanço, ainda em desenvolvimento, é no campo da terapia gênica, destacada por Ruiz: "Hoje pesquisas mostram que doenças oculares degenerativas, como o glaucoma, por exemplo, têm condições genéticas hereditárias que aumentam o risco de sua incidência", explica o médico. O tratamento, de acordo com o especialista, consistirá na criação de um vírus com um código genético modificado. O paciente será infectado por esse agente, que se hospedará nas células, e ainda será capaz de mudar o DNA de cada indivíduo, modificando suas predisposições genéticas.
E o Brasil é pioneiro em tratamentos de retina "e estamos crescendo muito nessa área", diz Rangel. Um oftalmologista brasileiro começou a desenvolver o anel intracorneano, indicado para quem sofre de ceratocone, doença em que a córnea passa a ter um formato cônico. Ela é complicada, e nem sempre seus tratamentos têm sucesso. É o caso do estudante de Santa Catarina Rodolfo Luiz Rodrigues, de 25 anos, que sofre com ela desde os 10.
Como trocou a retina do olho esquerdo na infância, o problema continuou a evoluir. Refez o transplante, e a outra retina foi operada a laser. "Apesar dessas intervenções, ainda hoje não tenho uma visão 100%. Enxergo mal do olho esquerdo e tenho uma visão satisfatória do direito", explica Rodolfo.
Quando lentes de contato não adiantavam, a opção era o transplante de córnea. Agora, o Anel de Ferrara, como é chamado, pode ser aplicado em casos moderados, e estudos feitos em 2002 no Hospital de Olhos do Paraná, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), indicaram casos de melhora, apesar do alto grau de complicações dessa cirurgia.
Outro pesquisador brasileiro, Hisashi Suzuki, participou do desenvolvimento do vitreófago. A máquina retira o humor vítreo (líquido que preenche o globo ocular) dos olhos em cirurgias para substituí-lo (vitrectomia).
E as lentes?
Hoje, a mais nova tecnologia é o silicone hidrogel, que é mais fisiológico, e permite que mais oxigênio chegue à córnea. Apesar dessa alternativa, ainda é comum a preferência pelos óculos. "As vantagens ópticas das lentes são a melhora da qualidade da visão para pacientes com graus muito altos, sem falar da estética e do conforto", esclarece Lipener. Mas, ela tem suas contraindicações. Algumas pessoas são predispostas ao acúmulo da proteína das lágrimas nas lentes, o que pode causar alergias.
Além dos olhos
Muitas vezes esses órgãos podem refletir não só a alma, como os males do corpo. Veja alguns deles:
DIABETES
A retinopatia diabética, causada - como o nome já indica - pelo diabetes, afeta os vasos sanguíneos na retina, causando visão dupla e dificuldade de leitura, e pode ser diagnosticado pelo exame de fundo de olho.
PROBLEMAS NA TIREOIDE
O desregulamento dos hormônios desse órgão pode inflamar os músculos que movimentam os olhos, o que comprime o nervo óptico, causando a perda da visão. Ou então é possível que cause retenção de líquidos nos tecidos atrás das órbitas, fazendo com que os globos oculares fiquem saltados para fora.
FÍGADO EM PERIGO
Problemas hepáticos podem causar aumento da bilirrubina, que deixa a conjuntiva amarelada. Alguns bebês, inclusive, nascem com essa substância em alta no corpo, o que acarreta vários problemas e até na morte. Mas a fototerapia na maternidade faz com que o risco seja sanado e o composto extra seja excretado do corpo.
REUMATISMO
Esse e outros males associados à artrose se relacionam a sintomas de olhos secos e avermelhados. O paciente pode sentir ardor, queimação ou sensação de areia dentro da vista, e isso piora com a exposição ao ar-condicionado e à poluição e com excesso de atividades que usam visão de perto, como computador ou leitura.
HIPERTENSÃO ARTERIAL
Essa pressão alta não tem nenhuma relação com o glaucoma, mas pode ser identificada também no exame de fundo dos olhos. Se os vasos da retina estiverem tortuosos ou estreitos, por exemplo. Além disso, mudanças na estrutura dessas artérias também podem estar acontecendo também no cérebro e rim.
MALES NO CÉREBRO
Uma baixa súbita de visão pode significar, em muitos casos, inchaço e rompimento de uma das veias do cérebro, ou seja, um aneurisma. Agora, se essa queda da vista for gradual, pode muito bem ser sinônimo de um tumor intracraniano.
Raio X dos problemas oculares
Confira quais são os mais comuns, como preveni-los e quais são os tratamentos disponíveis:
CONJUNTIVITE
O que é: inflamação da conjuntiva, causada por bactéria, vírus, fungos, alergias ou algum agente tóxico.
Sintomas: o olho fica vermelho, lacrimeja e às vezes solta secreções.
Tratamento: podem ser utilizados antibióticos ou antivirais em forma de colírios e higienização com soro fisiológico.
Prevenção: evitar conglomerados, piscinas públicas, toalhas coletivas, sempre lavar bem as mãos e evitar tocar nos olhos.
MIOPIA E HIPERMETROPIA
O que é: distorção da visão devido ao comprimento maior ou menor do olho por má- formação que faz com que a imagem se forme fora da retina.
Sintomas: má visão de longe (miopia) ou perto (hipermetropia), fadiga e dores de cabeça.
Tratamento: ambas são corrigidas com óculos e lentes de contato, ou cirurgia a laser.
Prevenção: não há, mas, como elas começam a se manifestar na infância, os pais devem estar atentos aos sintomas para rápida correção.
ASTIGMATISMO
O que é: causada pelo formato irregular da córnea ou cristalino, que faz com que a imagem se forme em pontos diferentes da retina.
Sintomas: a forma mais intensa traz visão borrada, fadiga e dores de cabeça.
Tratamento: uso de óculos e lentes de contato, ou a cirurgia a laser.
Prevenção: alguns nutrientes, como zinco, selênio e vitaminas A, C e E podem retardar seu aparecimento.
PRESBIOPIA
O que é: também chamada de "vista cansada", é o enrijecimento dos músculos ciliares ou do cristalino, o que causa dificuldade na focalização de perto.
Sintomas: dificuldade para enxergar de perto.
Tratamento: óculos de grau ou lentes de contato.
Prevenção: não há prevenção, é um mal que normalmente acometerá 100% da população até os 50 anos.
CATARATA
O que é: opacidade parcial ou total do cristalino, que pode aparecer com a idade, devido a diabetes ou uso de alguns medicamentos, como corticoides.
Sintomas: cegueira, esbranquiçamento dos olhos.
Tratamento: cirurgia, que recupera totalmente a visão.
Prevenção: proteção dos olhos contra raios ultravioleta, evitar abusar de colírios corticoides, cuidados com diabetes, por exemplo.
GLAUCOMA
O que é: doença relacionada com o aumento de pressão dos olhos, que atinge o nervo óptico e pode ser congênita ou adquirida.
Sintomas: seu principal sintoma é a cegueira periférica, com aumento gradual. Estudos indicam que ela pode se relacionar também com a apneia obstrutiva do sono.
Tratamento: colírios que diminuem a pressão intraocular, ou cirurgia, dependendo do caso.
Prevenção: consultas regulares ao oftalmologista, que medirá a pressão intraocular entre os exames de rotina.
RETINOPATIA DIABÉTICA
O que é: bloqueio ou formação de aneurismas nos vasos sanguíneos da retina, causados pelo diabetes.
Sintomas: visão embaçada ou dupla, cegueira noturna e dificuldade de leitura.
Tratamento: controle do diabetes, pílulas hipoglicêmicas e cirurgia a laser para correção dos vasos.
Prevenção: controlar o diabetes evitando alimentos com alto índice glicêmico.
CERATOCONE
O que é: doença degenerativa dos olhos, em que a córnea fica com formato cônico.
Sintomas: distorção da visão com imagens múltiplas, sensibilidade à luz e dificuldade para ler.
Tratamento: uso de óculos, lentes de contato e em casos mais graves a aplicação de um anel intracorneano ou mesmo o transplante de córnea.
Prevenção: não há.
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/105/de-olhos-bem-abertos-com-saude-nao-se-brinca-243858-1.asp
Intestino preso nos bebês
O melhor remédio para o intestino preso é a prevenção. Isso pode ser conseguido com algumas dicas simples.
Um dos problemas mais frequentes apresentados pelos bebês é o intestino preso. O bebê chora e a mamãe chora junto não sabendo lidar com a situação. O melhor é não deixar que o intestino fique preso através da alimentação. A verdade é que nem sempre podemos prever quais alimentos vão deixar os pequenos constipados, mas podemos ter melhor noção do que é bom e ruim. Os bebês que somente se alimentam de leite materno podem ficar dias sem evacuar, já que é um alimento natural e não deixa muitos resíduos. A mamãe precisa ficar de olho na consistência das fezes. Se forem pastosas está tudo bem.
Mas até mesmo o aleitamento materno pode causar prisão de ventre. Há uma vertente que diz que pode estar relacionada à alimentação da mamãe. Se as fezes do bebê forem duras e ressecadas mesmo só com o aleitamento materno, a mamãe pode tentar evitar os alimentos que comeu antes da evacuação do bebê, fazer massagens na região abdominal e movimentar as perninhas três vezes por dia para amenizar a constipação. Se o bebê já engatinha, deixe o pequeno se movimentar.
A maior parte dos casos a constipação de verdade só começa com a introdução das fórmulas infantis e o uso de papinhas. Mesmo sendo feitas para bebês, cada organismo reage de uma maneira. Ofereça papinhas ricas em fibras ou troque a fórmula do leite. Às vezes, a mamãe coloca mais leite em pó do que é recomendado na fórmula, assim há pouca quantidade de água que pode resultar em prisão de ventre.
Coloque a quantidade de leite em pó e água nas proporções certas. Frutas como mamão e abacate ou preparar sucos ou leite com água fervida com ameixa preta podem ajudar o bebê a evacuar.
No aleitamento materno exclusivo, as mamães não precisam dar água aos bebês (o leite materno é completo) e podem esquecer de oferecê-la quando há a introdução de novos alimentos. Isso é uma das caudas da prisão de ventre.
Crianças maiores de 4 anos precisam de pelo menos 1,5 litro de água por dia. Em crianças que já comem a mesma alimentação dos adultos, a constipação é normalmente consequência da alimentação errada. Quando a alimentação é regada a “tranqueiras” (doces, salgadinhos e refrigerantes), faltam fontes de fibras que promovem o bom funcionamento do intestino. As fibras ajudam a aumentar o volume do bolo fecal, estimulando os movimentos peristálticos - aqueles que empurram as fezes. E a água ajuda a deixar as fezes macias.
Caso a prisão de ventre permaneça mesmo com as mudanças na alimentação, procure a ajuda de um pediatra que avaliará melhor as causas da constipação.
Bruno Rodrigues
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/intestino-preso-nos-bebes/
Um dos problemas mais frequentes apresentados pelos bebês é o intestino preso. O bebê chora e a mamãe chora junto não sabendo lidar com a situação. O melhor é não deixar que o intestino fique preso através da alimentação. A verdade é que nem sempre podemos prever quais alimentos vão deixar os pequenos constipados, mas podemos ter melhor noção do que é bom e ruim. Os bebês que somente se alimentam de leite materno podem ficar dias sem evacuar, já que é um alimento natural e não deixa muitos resíduos. A mamãe precisa ficar de olho na consistência das fezes. Se forem pastosas está tudo bem.
Mas até mesmo o aleitamento materno pode causar prisão de ventre. Há uma vertente que diz que pode estar relacionada à alimentação da mamãe. Se as fezes do bebê forem duras e ressecadas mesmo só com o aleitamento materno, a mamãe pode tentar evitar os alimentos que comeu antes da evacuação do bebê, fazer massagens na região abdominal e movimentar as perninhas três vezes por dia para amenizar a constipação. Se o bebê já engatinha, deixe o pequeno se movimentar.
A maior parte dos casos a constipação de verdade só começa com a introdução das fórmulas infantis e o uso de papinhas. Mesmo sendo feitas para bebês, cada organismo reage de uma maneira. Ofereça papinhas ricas em fibras ou troque a fórmula do leite. Às vezes, a mamãe coloca mais leite em pó do que é recomendado na fórmula, assim há pouca quantidade de água que pode resultar em prisão de ventre.
Coloque a quantidade de leite em pó e água nas proporções certas. Frutas como mamão e abacate ou preparar sucos ou leite com água fervida com ameixa preta podem ajudar o bebê a evacuar.
No aleitamento materno exclusivo, as mamães não precisam dar água aos bebês (o leite materno é completo) e podem esquecer de oferecê-la quando há a introdução de novos alimentos. Isso é uma das caudas da prisão de ventre.
Crianças maiores de 4 anos precisam de pelo menos 1,5 litro de água por dia. Em crianças que já comem a mesma alimentação dos adultos, a constipação é normalmente consequência da alimentação errada. Quando a alimentação é regada a “tranqueiras” (doces, salgadinhos e refrigerantes), faltam fontes de fibras que promovem o bom funcionamento do intestino. As fibras ajudam a aumentar o volume do bolo fecal, estimulando os movimentos peristálticos - aqueles que empurram as fezes. E a água ajuda a deixar as fezes macias.
Caso a prisão de ventre permaneça mesmo com as mudanças na alimentação, procure a ajuda de um pediatra que avaliará melhor as causas da constipação.
Bruno Rodrigues
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/intestino-preso-nos-bebes/
Tamanho dos dedos da mão indica níveis de testosterona
A aparência dos dedos da mão de um menino podem indicar o nível de testosterona ao ele qual foi exposto enquanto estava sendo gerado. Essa mesma característica pode também indicar o quão acentuada será a linha da sua mandíbula antes mesmo de a criança atingir a puberdade.
Ainda no útero, a testosterona tem a função de ajudar na forma como algumas partes do corpo do feto – como o rosto, órgãos genitais e dedos - se desenvolverão. Para avaliar se a exposição ao hormônio foi alta ou baixa, basta medir a diferença de comprimento entre os dedos indicadores e anulares. Se o indicador for menor que o anular, o nível de testosterona ao qual o feto esteve exposto foi alto. Se o nível foi baixo, o indicador será maior que o anular.
Pesquisadores avaliaram um grupo de 17 meninos entre 4 e 11 anos de idade, avaliando a diferença de tamanho entre os dedos e fotografando seus rostos. Ao analisarem os dados no computador, os cientistas viram que níveis pré-natais eram responsáveis por cerca de 15% da variação nas formas dos rostos dos meninos.
“Os padrões gerais de forma associados com (a diferença de tamanhos) vista na nossa amostra de meninos, lembram fortemente os encontrados em homens adultos”, explica a pesquisadora Sonja Windhager, da Universidade de Viena (Áustria). “A questão agora é se não apenas a relação entre o tamanho do dedo e a forma do rosto, mas também as atribuições de traços associados e tendências comportamentais são verdadeiras pra crianças também”, completa.
A pesquisa foi publicada no periódico Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.
Fonte: Live Science 14 de fevereiro de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9618&mode=browse&fromhome=y
Ainda no útero, a testosterona tem a função de ajudar na forma como algumas partes do corpo do feto – como o rosto, órgãos genitais e dedos - se desenvolverão. Para avaliar se a exposição ao hormônio foi alta ou baixa, basta medir a diferença de comprimento entre os dedos indicadores e anulares. Se o indicador for menor que o anular, o nível de testosterona ao qual o feto esteve exposto foi alto. Se o nível foi baixo, o indicador será maior que o anular.
Pesquisadores avaliaram um grupo de 17 meninos entre 4 e 11 anos de idade, avaliando a diferença de tamanho entre os dedos e fotografando seus rostos. Ao analisarem os dados no computador, os cientistas viram que níveis pré-natais eram responsáveis por cerca de 15% da variação nas formas dos rostos dos meninos.
“Os padrões gerais de forma associados com (a diferença de tamanhos) vista na nossa amostra de meninos, lembram fortemente os encontrados em homens adultos”, explica a pesquisadora Sonja Windhager, da Universidade de Viena (Áustria). “A questão agora é se não apenas a relação entre o tamanho do dedo e a forma do rosto, mas também as atribuições de traços associados e tendências comportamentais são verdadeiras pra crianças também”, completa.
A pesquisa foi publicada no periódico Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.
Fonte: Live Science 14 de fevereiro de 2012
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9618&mode=browse&fromhome=y
Seu filho vai tirar a fralda?
Quando Vitor tinha 3 anos, a idade sugerida pelos especialistas para começar a usar o banheiro, a escola propôs a retirada da fralda para todos os alunos ao mesmo tempo. Muitas escolas fazem esse trabalho para facilitar a transição, já que uma criança incentiva a outra. Não foi o que aconteceu com Vitor, que só tirou a fralda com 4 anos e meio. “Na primeira vez que tentamos, ele ficou uma semana sem fazer cocô. Simplesmente travou. Não fazia nem quando colocávamos a fralda. Ele começou a se sentir mal, então levei à pediatra e ela disse que não era o momento dele”, conta a mãe Fernanda Fontes, que esperou mais um ano e, quando o inverno passou (essa é uma recomendação dos pediatras), tentou mais uma vez. “Aí ele prendia o xixi. Não pedia para ir ao banheiro. Voltamos à pediatra, conversamos com um pedagogo e até comprei um livro sobre essa etapa. Começamos a falar mais sobre o assunto, mas de uma maneira sutil. E ir aumentando os períodos sem fralda durante o dia. O processo todo demorou mais de um ano.”
Apesar do controle da urina e das fezes começar aos 2 anos, cada criança tem o seu tempo e o seu ritmo para aprender a usar calcinha e cueca. “O principal é passar tranquilidade para o filho, mostrar que é natural e faz parte. Se ele estiver com dificuldade, é preciso ir mais devagar mesmo, aos poucos”, diz a pedagoga Maria de Fátima Pupo. E nada de punir as “escapadas” de xixi e cocô na calça ou na cama. É bem provável que aconteça e você vai precisar ser paciente e compreensivo até que seu filho controle totalmente o organismo. A fralda da noite é a última a ser tirada. O sinal de que seu filho está preparado para dormir de cueca ou calcinha é acordar sequinho. Para ajudar, evite dar líquido à noite e leve-o ao banheiro antes de deitar, e no meio da noite, se ele sentir vontade.
Seu filho já está pronto para retirar a fralda se:
- tem por volta de 2 anos;
- já fala bem;
- consegue se concentrar numa atividade por algum tempo;
- avisa quando fez xixi na fralda;
- às vezes anuncia que vai fazer xixi;
- se agacha para demonstrar que quer fazer cocô.
Fontes: Luiz Celso Vilanova, neuropediatra da Unifesp; Maria de Fátima Pupo, diretora pedagógica da Escola Girassol (Jaú-SP)
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI294972-15105,00-SEU+FILHO+VAI+TIRAR+A+FRALDA.html
Apesar do controle da urina e das fezes começar aos 2 anos, cada criança tem o seu tempo e o seu ritmo para aprender a usar calcinha e cueca. “O principal é passar tranquilidade para o filho, mostrar que é natural e faz parte. Se ele estiver com dificuldade, é preciso ir mais devagar mesmo, aos poucos”, diz a pedagoga Maria de Fátima Pupo. E nada de punir as “escapadas” de xixi e cocô na calça ou na cama. É bem provável que aconteça e você vai precisar ser paciente e compreensivo até que seu filho controle totalmente o organismo. A fralda da noite é a última a ser tirada. O sinal de que seu filho está preparado para dormir de cueca ou calcinha é acordar sequinho. Para ajudar, evite dar líquido à noite e leve-o ao banheiro antes de deitar, e no meio da noite, se ele sentir vontade.
Seu filho já está pronto para retirar a fralda se:
- tem por volta de 2 anos;
- já fala bem;
- consegue se concentrar numa atividade por algum tempo;
- avisa quando fez xixi na fralda;
- às vezes anuncia que vai fazer xixi;
- se agacha para demonstrar que quer fazer cocô.
Fontes: Luiz Celso Vilanova, neuropediatra da Unifesp; Maria de Fátima Pupo, diretora pedagógica da Escola Girassol (Jaú-SP)
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI294972-15105,00-SEU+FILHO+VAI+TIRAR+A+FRALDA.html
Conflitos conjugais: eles são prejudiciais para os filhos?
As discussões entre os casais, se realizadas de maneira construtiva, podem trazer resultados positivos para as crianças. Entenda
Você toma um cuidado enorme para nunca discutir com seu companheiro na frente do seu filho, certo? Talvez também se culpe toda vez que escapa uma pequena briga na presença da criança. Saiba que, ao contrário do que se pensa, um conflito pode não ser tão prejudicial assim para os pequenos.
Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, avaliaram 235 famílias com crianças entre 5 e 7 anos durante três anos. Para o estudo, foi analisado o comportamento dos casais durante um conflito, e os cientistas classificaram os argumentos como destrutivo ou construtivo. O resultado da pesquisa sugere que é benéfico para a criança verem os pais resolverem os problemas construtivamente.
Mas existe mesmo algum benefício de as crianças verem os pais discutirem? Sim, desde que exista bom senso. Segundo Rita Calegari, psicóloga infantil do Hospital São Camilo (SP), há um senso comum de os pais nunca brigarem na frente dos filhos como forma de protegê-los, mas muitas vezes essa não é a melhor solução. “Se o clima entre o casal não está bom, as crianças vão perceber. Por mais que nada seja falado, elas sentem a distância um do outro, o silêncio, a mudança no clima da casa”, diz.
Quando os pais brigam, se a discussão for saudável, em que cada um expõe seu ponto de vista para chegar a um ponto em comum, sem agressões físicas ou ofensas dirigidas, ela pode agregar valores para a criança. Afinal, é no ambiente doméstico que ela aprende a se relacionar, a lidar com conflitos, frustrações e diferenças. “Os pais educam por meio do exemplo. Se a criança presencia uma discussão e depois vê os pais fazerem as pazes, se desculpando, ela entende que é normal ficar bravo e não concordar com outra pessoa, mas que é fundamental haver respeito”, afirma Rita.
Com isso, ela percebe que as relações humanas são permeadas por conflitos, mesmo entre pessoas que se amam. Isso elimina aquele estigma de que só briga quem se odeia.
Bom senso
A criança não precisa ficar assistindo às brigas dos pais como se estivesse numa sala de aula. É importante explicar para ela o que está acontecendo, e, principalmente, que ela não tem culpa alguma por aquela situação. “Os pais devem ser intérpretes para os filhos, mas nunca devem esconder”, diz Rita.
Além disso, não é tudo que deve ser falado na frente das crianças. Se esse tipo de conversa for inevitável, nunca peça para o seu filho sair da sala, por exemplo, para você e seu marido discutirem. São vocês que devem se retirar. “É importante dizer que os pais vão conversar, mas que ela pode entrar no quarto a hora que quiser”, afirma Rita.
É preciso maturidade. Discussão é diferente de uma guerra, que, se presenciada pela criança, pode gerar um sentimento de ansiedade e medo. Por isso, se perceber que o conflito chegou num nível em que você e seu marido perderam a capacidade de negociar, de entrar num acordo, é hora de ter um mediador entre vocês, seja um amigo, um parente ou um profissional.
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI68107-10512,00-CONFLITOS+CONJUGAIS+ELES+SAO+PREJUDICIAIS+PARA+OS+FILHOS.html
Você toma um cuidado enorme para nunca discutir com seu companheiro na frente do seu filho, certo? Talvez também se culpe toda vez que escapa uma pequena briga na presença da criança. Saiba que, ao contrário do que se pensa, um conflito pode não ser tão prejudicial assim para os pequenos.
Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, avaliaram 235 famílias com crianças entre 5 e 7 anos durante três anos. Para o estudo, foi analisado o comportamento dos casais durante um conflito, e os cientistas classificaram os argumentos como destrutivo ou construtivo. O resultado da pesquisa sugere que é benéfico para a criança verem os pais resolverem os problemas construtivamente.
Mas existe mesmo algum benefício de as crianças verem os pais discutirem? Sim, desde que exista bom senso. Segundo Rita Calegari, psicóloga infantil do Hospital São Camilo (SP), há um senso comum de os pais nunca brigarem na frente dos filhos como forma de protegê-los, mas muitas vezes essa não é a melhor solução. “Se o clima entre o casal não está bom, as crianças vão perceber. Por mais que nada seja falado, elas sentem a distância um do outro, o silêncio, a mudança no clima da casa”, diz.
Quando os pais brigam, se a discussão for saudável, em que cada um expõe seu ponto de vista para chegar a um ponto em comum, sem agressões físicas ou ofensas dirigidas, ela pode agregar valores para a criança. Afinal, é no ambiente doméstico que ela aprende a se relacionar, a lidar com conflitos, frustrações e diferenças. “Os pais educam por meio do exemplo. Se a criança presencia uma discussão e depois vê os pais fazerem as pazes, se desculpando, ela entende que é normal ficar bravo e não concordar com outra pessoa, mas que é fundamental haver respeito”, afirma Rita.
Com isso, ela percebe que as relações humanas são permeadas por conflitos, mesmo entre pessoas que se amam. Isso elimina aquele estigma de que só briga quem se odeia.
Bom senso
A criança não precisa ficar assistindo às brigas dos pais como se estivesse numa sala de aula. É importante explicar para ela o que está acontecendo, e, principalmente, que ela não tem culpa alguma por aquela situação. “Os pais devem ser intérpretes para os filhos, mas nunca devem esconder”, diz Rita.
Além disso, não é tudo que deve ser falado na frente das crianças. Se esse tipo de conversa for inevitável, nunca peça para o seu filho sair da sala, por exemplo, para você e seu marido discutirem. São vocês que devem se retirar. “É importante dizer que os pais vão conversar, mas que ela pode entrar no quarto a hora que quiser”, afirma Rita.
É preciso maturidade. Discussão é diferente de uma guerra, que, se presenciada pela criança, pode gerar um sentimento de ansiedade e medo. Por isso, se perceber que o conflito chegou num nível em que você e seu marido perderam a capacidade de negociar, de entrar num acordo, é hora de ter um mediador entre vocês, seja um amigo, um parente ou um profissional.
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI68107-10512,00-CONFLITOS+CONJUGAIS+ELES+SAO+PREJUDICIAIS+PARA+OS+FILHOS.html
Sai pra lá, gengivite!
O problema afeta uma em cada duas pessoas e seu sintoma clássico é o sangramento das gengivas, durante a escovação ou no momento de usar o fio dental. O tratamento deve ser rápido, pois sua progressão pode comprometer as estruturas que dão sustentação aos dentes
Você é do tipo que só vai ao dentista quando sente dor e escova os dentes sempre com pressa, muitas vezes deixando de lado o fio dental e o antisséptico bucal? Pois saiba que essa falta de cuidado com a saúde da boca pode aumentar as chances de sofrer de gengivite, um mal muito prevalente em toda a população mundial. “Estamos falando de uma doença que é consequência do acúmulo de placa bacteriana na superfície dos dentes e das gengivas. Essa película aderente e incolor produz ácidos e toxinas que podem fazer com que as gengivas fiquem inflamadas, vermelhas, inchadas e sujeitas a sangramentos”, explica o cirurgião dentista Henrique da Cruz Pereira, da Academia Brasileira de Odontologia (AcBO).
A má higienização da boca é fator preponderante para o aparecimento da gengivite. “É impossível eliminar completamente as bactérias da boca. Saibam que após 40 minutos da escovação elas já se acumularam novamente, num processo que é natural. Daí a importância de fazer a remoção mecânica, constantemente”, complementa o dentista Walter Bretz, professor associado da Universidade de Nova York e professor assistente da Universidade de Pittsburgh (EUA), consultor da Oral B.
Apesar de contar com alguns sintomas clínicos claros, não é raro que a gengivite passe despercebida e evolua silenciosamente. “A doença pode provocar mau hálito persistente ou até mesmo dor e hipersensibilidade dental, gengivite! quando as gengivas, por estarem inchadas, chegam a se retrair. O sangramento também é comum, mas muitas pessoas não percebem a gravidade do problema e simplesmente ignoram esses sinais, adiando de forma indefinida as visitas ao dentista ”, atesta Pereira.
O perigo de não tratar a gengivite é maior do que parece. “Se essas bactérias entram pelo sulco gengival podem atingir a capa que envolve a raiz dos dentes, os ligamentos que prendem a gengiva ao osso e até mesmo os ossos, caracterizando a periodontite, que é um quadro mais avançado de gengivite. Nesse estágio, toda aquela estrutura que dá sustentação aos dentes pode ficar comprometida”, alerta o especialista Pereira.
Causas multifatoriais
Escovar os dentes após as refeições não é o suficiente para afastar o risco de gengivite. É preciso investir na limpeza completa (veja box Prevenir é o melhor remédio) e ainda visitar o dentista rigorosamente pelo menos a cada seis meses, já que alguns procedimentos de higienização mais profunda só podem ser feitos em consultório. “A consulta odontológica também é importante para que o dentista possa revisar com o paciente as técnicas de escovação, porque muitas pessoas, por pura falta de destreza, não conseguem remover completamente a placa. O profissional também tem condições de aconselhar em relação a outras mudanças de hábito que possam estar interferindo na saúde bucal, e é isso que também justifica a importância do contato periódico com um dentista”, afirma o cirurgião dentista Rodrigo Souza Constantin (SP).
"Escovar os dentes após as refeições não é o suficiente para afastar o risco de gengivite. É preciso investir na limpeza completa"
Prevenir ainda é o melhor remédio
Para passar bem longe dos incômodos da gengivite e de todas as complicações decorrentes dela,
adotar uma rotina de cuidados diários é um bom começo. Saiba o que você pode fazer, desde já,
e jure a si mesmo que terá a disciplina necessária para segui-los à risca. Seu sorriso agradece!
• Escovar os dentes de duas a três vezes ao dia é imprescindível. Faça a higiene com uma escova em bom estado, para que ela limpe os dentes, a língua e as gengivas. “As escovas elétricas são práticas, eficazes e são uma opção para quem se sente confortável com elas”, diz Bretz. Escovas comuns funcionam bem, se escolhidas de acordo com as características do paciente, e, nesse sentido, a orientação do dentista é útil. “Uma boa escova tem cerdas macias, capaz de remover a placa dental sem causar danos ao dente ou gengivas. A escova deve ter um tamanho ideal para alcançar os dentes dos fundos, em áreas de difícil acesso”, diz Constantin.
• Além de acertar na compra, é preciso lembrar de trocar a escova a cada três meses. “A dica é observar o aspecto da sua escova regularmente. Quando começar a apresentar características diferentes das que tinha quando foi comprada,substitua-a imediatamente”, ensina Pereira.
• Escovas interdentais podem ser utilizadas por pacientes com espaços mais amplos entre os dentes, ou que possuem implantes, pontes ou que tenham aparelhos ortodônticos.
• Um creme dental de boa qualidade também deve ser indicado pelo dentista, já que existem produtos específicos para os pacientes com gengivite, trazendo componentes que ajudam a prevenir e tratar a inflamação.
• O uso do fio dental, todos os dias, pelo menos uma vez ao dia, também é necessário. “Ele penetra em espaços pequenos onde a escova não consegue entrar para remover a placa”, explica Constantin. Para quem não tem o hábito de usá-lo, o sangramento, nos primeiros dias, pode ser considerado normal, por causa da própria inabilidade da pessoa ao manipular o acessório. “Se o sintoma não desaparecer em uma semana, é preciso ir ao dentista. Ou a gengivite já está presente ou será necessário corrigir a maneira de passar o fio”, alerta Pereira. A escolha entre o fio ou a fita dental deve obedecer critérios pessoais. “Fique com o que lhe der mais conforto. A eficácia dos dois é a mesma”, diz. Além disso, tanto faz usá-lo antes ou depois da escovação.
• O enxaguante bucal complementa a limpeza e pode ser aplicado após a escovação, pelo menos uma vez ao dia, antes de dormir. “Além da remoção mecânica, feita com a escova, o creme e o fio, o antisséptico combaterá às bactérias, reforçando a proteção contra a gengivite e outros problemas bucais”, diz.
"Na sua boca vivem normalmente mais de 700 tipos de micro-organismos diferentes. Em apenas um mililitro de saliva, existem de um a cinco bilhões de bactérias"
Restaurações e próteses mal-adaptadas também podem favorecer a retenção de bactérias em suas reentrâncias e contornos, bem como aparelhos ortodônticos. Por isso mesmo, pacientes que usam esses acessórios precisam de cuidado ainda mais intenso.
Além disso, a gengivite pode estar relacionada ao uso de medicamentos e outras doenças sistêmicas. “Em geral, anticonvulsivantes, drogas que afetam a imunidade — utilizados no tratamento de doenças específicas —, e drogas bloqueadoras dos canais de cálcio podem levar à formação de lesões bucais, pois causam aumento no volume gengival”, explica Constantin. Doenças crônicas, como o diabetes, também aumentam a predisposição à inflamação gengival. “Pacientes portadores de diabetes tipo I e que são dependentes de insulina normalmente desenvolvem uma resposta inflamatória ainda mais pronunciada na presença da placa dental, em relação a pessoas não diabéticas”, esclarece o especialista.
Maus hábitos também aumentam o risco de gengivite e podem acelerar sua progressão. Beber e fumar, por exemplo, são costumes extremamente prejudiciais, porque podem irritar a mucosa bucal.
Alterações hormonais, típicas da puberdade, da gravidez e da menopausa, são outros fatores que contam no aparecimento da gengivite. Isso porque os hormônios influenciam na capacidade de defesa do organismo às tantas ameaças externas e também na circulação.
“As gestantes, em especial, estão mais suscetíveis porque, nessa fase, há uma maior vascularização local e os pequenos vasos sanguíneos da boca também se tornam mais frágeis”, diz o cirurgião dentista Mario Groisman, mestre em Odontologia£pela Universidade de Lund (SE). Por fim, a deficiência de vitamina C, o estresse prolongado e mesmo os traumas causados pela força excessiva empregada à escovação podem facilitar o aparecimento da gengivite.
Diagnóstico e tratamento
A partir de um exame clínico detalhado, o dentista consegue determinar se o paciente está sofrendo de gengivite e qual é o grau da doença. Em geral, casos iniciais de gengivite regridem a partir de uma limpeza profunda, feita em consultório, uma espécie de raspagem entre os dentes e nos sulcos das gengivas, com o objetivo de remover a placa. Em quadros mais avançados, a prescrição de analgésicos, antiinflamatórios e antibióticos complementa as intervenções clínicas. “Quando a periodontite já se instalou e comprometeu a estrutura dos dentes, outras ações são necessárias, chegando até o nível da recomposição óssea”, diz Pereira.
RISCOS NA GRAVIDEZ SÃO MAIORES
Uma gengivite não tratada durante a gestação pode ter consequências sérias para o desenvolvimento da gravidez e ao bebê. “Quadros avançados, decorrentes da inflamação, podem até induzir a partos prematuros”, alerta Constantin. Há pesquisas relacionando a presença de inflamações ao baixo peso do bebê ao nascer. Procure um dentista, pois, embora muitos tratamentos devam ser evitados durante a gestação, a gengivite é a exceção. As restrições são o uso de certos medicamentos e exames de raios X, pois exigem mais cuidados durante a gravidez
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/106/sai-pra-la-gengivite-o-problema-afeta-uma-em-246197-1.asp
Você é do tipo que só vai ao dentista quando sente dor e escova os dentes sempre com pressa, muitas vezes deixando de lado o fio dental e o antisséptico bucal? Pois saiba que essa falta de cuidado com a saúde da boca pode aumentar as chances de sofrer de gengivite, um mal muito prevalente em toda a população mundial. “Estamos falando de uma doença que é consequência do acúmulo de placa bacteriana na superfície dos dentes e das gengivas. Essa película aderente e incolor produz ácidos e toxinas que podem fazer com que as gengivas fiquem inflamadas, vermelhas, inchadas e sujeitas a sangramentos”, explica o cirurgião dentista Henrique da Cruz Pereira, da Academia Brasileira de Odontologia (AcBO).
A má higienização da boca é fator preponderante para o aparecimento da gengivite. “É impossível eliminar completamente as bactérias da boca. Saibam que após 40 minutos da escovação elas já se acumularam novamente, num processo que é natural. Daí a importância de fazer a remoção mecânica, constantemente”, complementa o dentista Walter Bretz, professor associado da Universidade de Nova York e professor assistente da Universidade de Pittsburgh (EUA), consultor da Oral B.
Apesar de contar com alguns sintomas clínicos claros, não é raro que a gengivite passe despercebida e evolua silenciosamente. “A doença pode provocar mau hálito persistente ou até mesmo dor e hipersensibilidade dental, gengivite! quando as gengivas, por estarem inchadas, chegam a se retrair. O sangramento também é comum, mas muitas pessoas não percebem a gravidade do problema e simplesmente ignoram esses sinais, adiando de forma indefinida as visitas ao dentista ”, atesta Pereira.
O perigo de não tratar a gengivite é maior do que parece. “Se essas bactérias entram pelo sulco gengival podem atingir a capa que envolve a raiz dos dentes, os ligamentos que prendem a gengiva ao osso e até mesmo os ossos, caracterizando a periodontite, que é um quadro mais avançado de gengivite. Nesse estágio, toda aquela estrutura que dá sustentação aos dentes pode ficar comprometida”, alerta o especialista Pereira.
Causas multifatoriais
Escovar os dentes após as refeições não é o suficiente para afastar o risco de gengivite. É preciso investir na limpeza completa (veja box Prevenir é o melhor remédio) e ainda visitar o dentista rigorosamente pelo menos a cada seis meses, já que alguns procedimentos de higienização mais profunda só podem ser feitos em consultório. “A consulta odontológica também é importante para que o dentista possa revisar com o paciente as técnicas de escovação, porque muitas pessoas, por pura falta de destreza, não conseguem remover completamente a placa. O profissional também tem condições de aconselhar em relação a outras mudanças de hábito que possam estar interferindo na saúde bucal, e é isso que também justifica a importância do contato periódico com um dentista”, afirma o cirurgião dentista Rodrigo Souza Constantin (SP).
"Escovar os dentes após as refeições não é o suficiente para afastar o risco de gengivite. É preciso investir na limpeza completa"
Prevenir ainda é o melhor remédio
Para passar bem longe dos incômodos da gengivite e de todas as complicações decorrentes dela,
adotar uma rotina de cuidados diários é um bom começo. Saiba o que você pode fazer, desde já,
e jure a si mesmo que terá a disciplina necessária para segui-los à risca. Seu sorriso agradece!
• Escovar os dentes de duas a três vezes ao dia é imprescindível. Faça a higiene com uma escova em bom estado, para que ela limpe os dentes, a língua e as gengivas. “As escovas elétricas são práticas, eficazes e são uma opção para quem se sente confortável com elas”, diz Bretz. Escovas comuns funcionam bem, se escolhidas de acordo com as características do paciente, e, nesse sentido, a orientação do dentista é útil. “Uma boa escova tem cerdas macias, capaz de remover a placa dental sem causar danos ao dente ou gengivas. A escova deve ter um tamanho ideal para alcançar os dentes dos fundos, em áreas de difícil acesso”, diz Constantin.
• Além de acertar na compra, é preciso lembrar de trocar a escova a cada três meses. “A dica é observar o aspecto da sua escova regularmente. Quando começar a apresentar características diferentes das que tinha quando foi comprada,substitua-a imediatamente”, ensina Pereira.
• Escovas interdentais podem ser utilizadas por pacientes com espaços mais amplos entre os dentes, ou que possuem implantes, pontes ou que tenham aparelhos ortodônticos.
• Um creme dental de boa qualidade também deve ser indicado pelo dentista, já que existem produtos específicos para os pacientes com gengivite, trazendo componentes que ajudam a prevenir e tratar a inflamação.
• O uso do fio dental, todos os dias, pelo menos uma vez ao dia, também é necessário. “Ele penetra em espaços pequenos onde a escova não consegue entrar para remover a placa”, explica Constantin. Para quem não tem o hábito de usá-lo, o sangramento, nos primeiros dias, pode ser considerado normal, por causa da própria inabilidade da pessoa ao manipular o acessório. “Se o sintoma não desaparecer em uma semana, é preciso ir ao dentista. Ou a gengivite já está presente ou será necessário corrigir a maneira de passar o fio”, alerta Pereira. A escolha entre o fio ou a fita dental deve obedecer critérios pessoais. “Fique com o que lhe der mais conforto. A eficácia dos dois é a mesma”, diz. Além disso, tanto faz usá-lo antes ou depois da escovação.
• O enxaguante bucal complementa a limpeza e pode ser aplicado após a escovação, pelo menos uma vez ao dia, antes de dormir. “Além da remoção mecânica, feita com a escova, o creme e o fio, o antisséptico combaterá às bactérias, reforçando a proteção contra a gengivite e outros problemas bucais”, diz.
"Na sua boca vivem normalmente mais de 700 tipos de micro-organismos diferentes. Em apenas um mililitro de saliva, existem de um a cinco bilhões de bactérias"
Restaurações e próteses mal-adaptadas também podem favorecer a retenção de bactérias em suas reentrâncias e contornos, bem como aparelhos ortodônticos. Por isso mesmo, pacientes que usam esses acessórios precisam de cuidado ainda mais intenso.
Além disso, a gengivite pode estar relacionada ao uso de medicamentos e outras doenças sistêmicas. “Em geral, anticonvulsivantes, drogas que afetam a imunidade — utilizados no tratamento de doenças específicas —, e drogas bloqueadoras dos canais de cálcio podem levar à formação de lesões bucais, pois causam aumento no volume gengival”, explica Constantin. Doenças crônicas, como o diabetes, também aumentam a predisposição à inflamação gengival. “Pacientes portadores de diabetes tipo I e que são dependentes de insulina normalmente desenvolvem uma resposta inflamatória ainda mais pronunciada na presença da placa dental, em relação a pessoas não diabéticas”, esclarece o especialista.
Maus hábitos também aumentam o risco de gengivite e podem acelerar sua progressão. Beber e fumar, por exemplo, são costumes extremamente prejudiciais, porque podem irritar a mucosa bucal.
Alterações hormonais, típicas da puberdade, da gravidez e da menopausa, são outros fatores que contam no aparecimento da gengivite. Isso porque os hormônios influenciam na capacidade de defesa do organismo às tantas ameaças externas e também na circulação.
“As gestantes, em especial, estão mais suscetíveis porque, nessa fase, há uma maior vascularização local e os pequenos vasos sanguíneos da boca também se tornam mais frágeis”, diz o cirurgião dentista Mario Groisman, mestre em Odontologia£pela Universidade de Lund (SE). Por fim, a deficiência de vitamina C, o estresse prolongado e mesmo os traumas causados pela força excessiva empregada à escovação podem facilitar o aparecimento da gengivite.
Diagnóstico e tratamento
A partir de um exame clínico detalhado, o dentista consegue determinar se o paciente está sofrendo de gengivite e qual é o grau da doença. Em geral, casos iniciais de gengivite regridem a partir de uma limpeza profunda, feita em consultório, uma espécie de raspagem entre os dentes e nos sulcos das gengivas, com o objetivo de remover a placa. Em quadros mais avançados, a prescrição de analgésicos, antiinflamatórios e antibióticos complementa as intervenções clínicas. “Quando a periodontite já se instalou e comprometeu a estrutura dos dentes, outras ações são necessárias, chegando até o nível da recomposição óssea”, diz Pereira.
RISCOS NA GRAVIDEZ SÃO MAIORES
Uma gengivite não tratada durante a gestação pode ter consequências sérias para o desenvolvimento da gravidez e ao bebê. “Quadros avançados, decorrentes da inflamação, podem até induzir a partos prematuros”, alerta Constantin. Há pesquisas relacionando a presença de inflamações ao baixo peso do bebê ao nascer. Procure um dentista, pois, embora muitos tratamentos devam ser evitados durante a gestação, a gengivite é a exceção. As restrições são o uso de certos medicamentos e exames de raios X, pois exigem mais cuidados durante a gravidez
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/106/sai-pra-la-gengivite-o-problema-afeta-uma-em-246197-1.asp
Não tem nada de papo fiado. Curtir a vida faz bem mesmo à saúde.
Viver em estado de bem estar é uma das maiores aspirações de qualquer sociedade. Os benefícios desse bem estar vão além do prazer no momento presente. Um estudo publicado esta semana pelo periódico Archives of Internal Medicine demonstra que as pessoas que julgam que curtem bem a vida têm melhor saúde e maior longevidade.
Mais de onze mil ingleses com mais de 50 anos de idade foram acompanhados por uma média de sete anos. Os voluntários foram submetidos a um questionário bem validado que avalia o quanto uma pessoa aproveita a vida, o que inclui perguntas sobre auto-realização, autonomia e prazer em viver. Os resultados apontaram que aqueles que apresentavam maiores índices nessa escala foram as que apresentavam menos doenças, fumavam menos, faziam mais atividade física e tinham maior longevidade. Além disso, eram mais freqüentemente casados e com trabalho remunerado.
Não dá para dizer em relação causa e efeito, mas parece que existe aí um círculo virtuoso.
Fonte: http://consciencianodiaadia.com/2012/02/17/nao-tem-nada-de-papo-fiado-curtir-a-vida-faz-bem-mesmo-a-saude/
Mais de onze mil ingleses com mais de 50 anos de idade foram acompanhados por uma média de sete anos. Os voluntários foram submetidos a um questionário bem validado que avalia o quanto uma pessoa aproveita a vida, o que inclui perguntas sobre auto-realização, autonomia e prazer em viver. Os resultados apontaram que aqueles que apresentavam maiores índices nessa escala foram as que apresentavam menos doenças, fumavam menos, faziam mais atividade física e tinham maior longevidade. Além disso, eram mais freqüentemente casados e com trabalho remunerado.
Não dá para dizer em relação causa e efeito, mas parece que existe aí um círculo virtuoso.
Fonte: http://consciencianodiaadia.com/2012/02/17/nao-tem-nada-de-papo-fiado-curtir-a-vida-faz-bem-mesmo-a-saude/
Gatos e grávidas: mitos e verdades
Embora a transmissão da toxoplasmose seja atribuída ao gato ela é transmitida mais frequentemente por outros meios e quem sofre é o bichano. Cuidados simples permitem a convivência entre gatos e gestantes sem prejuízos.
Durante a gestação, muitas proprietárias de gatos ficam com dúvidas sobre a segurança no convívio com esses animais. Algumas pessoas acreditam que os gatos transmitem doenças ao ser humano, e que o convívio desses pets com mulheres grávidas pode ser potencialmente perigoso. O maior receio é em relação a toxoplasmose.
A toxoplasmose é causada pelo protozoário parasita Toxoplasma gondii. O contágio pela toxoplasmose durante o período de gestação pode causar aborto, má formação fetal, sequelas neurológicas e problemas oculares.
Existe ainda o mito de que a toxoplasmose é a “doença do gato”, e esse pensamento equivocado é comum mesmo entre muitos médicos. No entanto, já é cientificamente comprovado as formas de contágio mais frequentes são:
•Ingestão de carne contaminada mal cozida ou crua;
•Ingestão de alimentos contaminados por faca ou utensílios que tiveram contato com carne crua contaminada;
•Beber água contaminada pelo parasita toxoplasma;
•Ingestão de frutas ou verduras que tiveram contato com terra contaminada e não foram devidamente higienizadas.
Os gatos podem transmitir a doença, mas para isso ocorrer eles devem estar infectados. Isso ocorre ao comer roedores, passarinhos e outros animais contaminados. O parasita então é passado nas fezes do gato na forma de oocisto, que é microscópio e pode ser ingerido pelo ser humano em algumas situações:
•Após limpar a caixa de fezes do gato;
•Comer alguma coisa que entrou em contato com fezes de gato infectado com toxoplasma.
O gato que fica dentro de casa, sem o hábito de caçar, pode não estar infectado com a toxoplasmose. Um exame simples de sangue no felino é suficiente para eliminar as dúvidas.
Algumas dicas para evitar a contaminação:
•Lavar as mãos após o contato com carne crua;
•Lavar pias, tábuas de carne e outros utensílios;
•A carne deve ser cozida para o consumo;
•Lavar bem as frutas e verduras;
•Limpar diariamente a caixa sanitária do gato, pois assim as fezes são removidas antes que os “ovos” possam se tornar contaminantes. As mulheres grávidas devem evitar essa tarefa, ou utilizar luvas e depois lavar bem as mãos;
•Não alimentar os gatos com carne crua, vísceras ou ossos e não permitir que saiam de casa para que evitem o hábito da caça;
•Combater vetores, como insetos, por exemplo.
O convívio com animais é muito benéfico para nós, em todas as fases da vida. De forma segura e saudável, essa relação nos proporcionará momentos de felicidade. Por isso, tomando os devidos cuidados, não há necessidade alguma de se privar do convívio com os bichanos durante a gravidez.
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/gatos-e-gravidas-mitos-e-verdades/
Durante a gestação, muitas proprietárias de gatos ficam com dúvidas sobre a segurança no convívio com esses animais. Algumas pessoas acreditam que os gatos transmitem doenças ao ser humano, e que o convívio desses pets com mulheres grávidas pode ser potencialmente perigoso. O maior receio é em relação a toxoplasmose.
A toxoplasmose é causada pelo protozoário parasita Toxoplasma gondii. O contágio pela toxoplasmose durante o período de gestação pode causar aborto, má formação fetal, sequelas neurológicas e problemas oculares.
Existe ainda o mito de que a toxoplasmose é a “doença do gato”, e esse pensamento equivocado é comum mesmo entre muitos médicos. No entanto, já é cientificamente comprovado as formas de contágio mais frequentes são:
•Ingestão de carne contaminada mal cozida ou crua;
•Ingestão de alimentos contaminados por faca ou utensílios que tiveram contato com carne crua contaminada;
•Beber água contaminada pelo parasita toxoplasma;
•Ingestão de frutas ou verduras que tiveram contato com terra contaminada e não foram devidamente higienizadas.
Os gatos podem transmitir a doença, mas para isso ocorrer eles devem estar infectados. Isso ocorre ao comer roedores, passarinhos e outros animais contaminados. O parasita então é passado nas fezes do gato na forma de oocisto, que é microscópio e pode ser ingerido pelo ser humano em algumas situações:
•Após limpar a caixa de fezes do gato;
•Comer alguma coisa que entrou em contato com fezes de gato infectado com toxoplasma.
O gato que fica dentro de casa, sem o hábito de caçar, pode não estar infectado com a toxoplasmose. Um exame simples de sangue no felino é suficiente para eliminar as dúvidas.
Algumas dicas para evitar a contaminação:
•Lavar as mãos após o contato com carne crua;
•Lavar pias, tábuas de carne e outros utensílios;
•A carne deve ser cozida para o consumo;
•Lavar bem as frutas e verduras;
•Limpar diariamente a caixa sanitária do gato, pois assim as fezes são removidas antes que os “ovos” possam se tornar contaminantes. As mulheres grávidas devem evitar essa tarefa, ou utilizar luvas e depois lavar bem as mãos;
•Não alimentar os gatos com carne crua, vísceras ou ossos e não permitir que saiam de casa para que evitem o hábito da caça;
•Combater vetores, como insetos, por exemplo.
O convívio com animais é muito benéfico para nós, em todas as fases da vida. De forma segura e saudável, essa relação nos proporcionará momentos de felicidade. Por isso, tomando os devidos cuidados, não há necessidade alguma de se privar do convívio com os bichanos durante a gravidez.
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/gatos-e-gravidas-mitos-e-verdades/
Cinco dicas para curtir o Verão com as crianças
A praia é o destino mais escolhido pelas famílias nessa época do ano. Durante as férias escolares, as crianças estão com mais energia e com mais tempo livre. Por isso, alguns cuidados básicos ajudam os pais a aproveitar a praia tranquilamente sabendo que os filhos estão protegidos.
O pediatra do Hospital São Luiz, Marcelo Reibscheid, dá algumas dicas para aproveitar o Verão com os pequenos:
1. Protetor solar
É a primeira e mais importante dica com relação à exposição ao sol. Antes de viajar, converse com o pediatra do seu filho e peça a ele que indique a proteção mais adequada à sua pele. Lembre-se de evitar exposição ao sol entre 11h e 17h, levando em consideração o horário de Verão.
2. Água, muita água!
A perda de líquido é o maior vilão das férias e do calor. A sede é o principal sintoma de desidratação na criança. Para garantir, ofereça sempre líquidos antes que ela peça.
3. Alimentação na praia
A oferta de produtos gordurosos e mal refrigerados na areia é grande. No entanto, esses alimentos podem levar a intoxicação alimentar e estragar a festa. Opte por fazer uma refeição leve antes do passeio e levar frutas e água para a diversão.
4. Afogamento
Crianças devem sempre estar acompanhadas de um adulto para banho de mar e de preferência equipadas com bóias, que garantem a tranquilidade da brincadeira.
5. Queimaduras
O contato com as águas-vivas e os riscos de queimaduras assustam crianças e pais. Caso aconteça, lave o local com água fria corrente e procure assistência médica para avaliar a gravidade da queimadura.
Fonte: http://semprematerna.uol.com.br/manual-bebe/cinco-dicas-para-curtir-o-verao-com-as-criancas
O pediatra do Hospital São Luiz, Marcelo Reibscheid, dá algumas dicas para aproveitar o Verão com os pequenos:
1. Protetor solar
É a primeira e mais importante dica com relação à exposição ao sol. Antes de viajar, converse com o pediatra do seu filho e peça a ele que indique a proteção mais adequada à sua pele. Lembre-se de evitar exposição ao sol entre 11h e 17h, levando em consideração o horário de Verão.
2. Água, muita água!
A perda de líquido é o maior vilão das férias e do calor. A sede é o principal sintoma de desidratação na criança. Para garantir, ofereça sempre líquidos antes que ela peça.
3. Alimentação na praia
A oferta de produtos gordurosos e mal refrigerados na areia é grande. No entanto, esses alimentos podem levar a intoxicação alimentar e estragar a festa. Opte por fazer uma refeição leve antes do passeio e levar frutas e água para a diversão.
4. Afogamento
Crianças devem sempre estar acompanhadas de um adulto para banho de mar e de preferência equipadas com bóias, que garantem a tranquilidade da brincadeira.
5. Queimaduras
O contato com as águas-vivas e os riscos de queimaduras assustam crianças e pais. Caso aconteça, lave o local com água fria corrente e procure assistência médica para avaliar a gravidade da queimadura.
Fonte: http://semprematerna.uol.com.br/manual-bebe/cinco-dicas-para-curtir-o-verao-com-as-criancas
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Facebook pode causar danos à autoestima
O uso frequente e descuidado de redes sociais como o Facebook pode causar danos à autoestima dos usuários. De acordo com três novos estudos, o Facebook pode exercer efeitos nocivos na saúde mental, por oferecer meios irreais de comparação social e atualizações de status mal orientadas.
De acordo com as pesquisas, não é o site em si que é prejudicial, e sim a forma como ele permite que as pessoas tenham um lugar onde possam ter comportamentos autodestrutivos, comparando a si mesmos com outros e divulgando suas fraquezas.
A quantidade de amigos presentes no perfil de alguém também pode ser um fator influente. Pessoas com quantidades maiores de amigos na rede têm maiores chances de se sentirem mal ao verem suas atualizações, mesmo que na hora de adicionar o amigo, a sensação tenha sido boa. A maioria das pessoas reporta se sentir socialmente conectada ao aceitar uma solicitação de amizade, e para pessoas com poucos amigos em seus perfis, visualizações de outros perfis não parecem ser um problema."
Um número pequeno de amigos significa uma probabilidade menor de ver outros se exibindo”, afirma a pesquisadora Mudra Mukesh. Mas para quem tem mais amigos, o Facebook pode se tornar um lugar onde indivíduos lêem sempre sobre boas notícias de outras pessoas, fazendo com que eles se sintam mal sobre suas próprias conquistas. A possibilidade de que o indivíduo use seu perfil como uma forma de reclamar e reforçar humores negativos – uma tendência entre pessoas com baixa autoestima – também é um risco.
Pode parecer que a resposta para essas possibilidades é evitar o site completamente, mas de acordo com os pesquisadores, isso não é necessário. A solução é ser tão cuidadoso com a vida virtual quanto se é com a vida física. Também é bom ter em mente que na maioria das vezes, as pessoas fazem publicações de forma que elas sejam bem vistas na rede, e que postagens ostensivas podem ser visões exageradas de fatos.
A pesquisa foi publicada no periódico Psychological Science.
Alterações cerebrais caracterísitcas da doença de Alzheimer podem provocar falhas do pensamento já na meia-idade
Uma alta concentração da proteína beta-amilóide no cérebro influencia o desempenho cognitivo até mesmo de adultos de meia-idade saudáveis. Esse é o principal resultado de uma pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Neurology, periódico oficial da Academia Americana de Neurologia. Já é bem reconhecido que a Doença de Alzheimer é caracterizada por um depósito expressivo dessas proteínas no cérebro.
A pesquisa avaliou 137 adultos com idades entre 30 e 89 anos, com alto nível educacional e sem problemas cognitivos. Todos os voluntários foram submetidos a exame de imagem PET scan do cérebro que permite estimar o contingente de depósitos da proteína beta-amilóide. Além disso, teste genético para o gene da apolipoproteína E também foi realizado. A presença do alelo 4 neste exame está associado a uma maior concentração cerebral da proteína beta-amilóide e maior risco da Doença de Alzheimer.
Os resultados mostraram que os indivíduos mais velhos apresentaram uma concentração maior de beta-amilóide e que 20% daqueles com mais de 60 anos apresentavam alta concentração da proteína no cérebro. Essas altas concentrações estavam associadas a um menor desempenho nos testes de memória de trabalho, raciocínio lógico e velocidade de processamento de informação. Esse grupo com alto grau de beta-amilóide apresentava mais freqüentemente o alelo de risco para doença de Alzheimer do que aqueles com pouco depósito de beta-amilóide (38% x 15%).
Novos estudos poderão concluir se esses depósitos de proteínas em cérebros na meia-idade representam um maior risco de desenvolver a Doença de Alzheimer. Por enquanto, podemos começar ou continuar a fazer aquilo que já sabemos que ajuda a prevenir a doença: atividade física regular, manter o cérebro ocupado e o peso em dia, comer peixe, se possível duas vezes por semana, e evitar substâncias tóxicas ao cérebro como o cigarro e o excesso de álcool.
Herpes sem traumas
Mais comum do que se imagina, 90% da população mundial possui o vírus do herpes, mas somente 10% dela não consegue criar imunidade para adormecê-lo. Sem cura, a doença pode ser tratada e controlada.
Se você nunca teve herpes, provavelmente já viu alguém com os sintomas do vírus. Trata-se de uma doença infecciosa muito contagiosa, geralmente benigna, causada por dois vírus da família dos Herpesviridae. O tipo 1 é conhecido comumente como herpes labial e o tipo 2, como genital, ambos são chamados de herpes simples. Existem pelo menos mais seis tipos de vírus que também são chamados de herpes, mas que apresentam diferentes sintomas e tratamentos.
Uma dessas doenças é causada pelo vírus Varicela-herpes-zoster, que a gente conhece melhor com o nome de catapora. Além do nome em comum, o herpes labial e genital tem outra questão similar à catapora: uma vez que o vírus se instala e se manifesta, nosso corpo combate seus sintomas, mas ele fica alojado em nosso organismo, de forma inativa. Ou seja, passamos a vida com o vírus, mas só desenvolvemos seus sintomas uma única vez. É assim com a maioria das pessoas que tem herpes labial e genital.
Segundo o dermatologista Omar Lupi, professor do curso de Imunologia e Alergia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e chefe do Serviço de Dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, "cerca de 90% da população mundial possui o vírus do herpes. Desses, somente 10% não têm uma imunidade eficiente para a doença, e por isso ela volta a se manifestar de tempos em tempos". O espaçamento entre uma manifestação e outra varia, mas, em média, ocorre de quatro a seis vezes por ano.
Embora o herpes se manifeste geralmente nos lábios ou na região genital, em alguns casos pode ocorrer no nariz, olhos, bochecha, nádegas e coxa. Há casos mais sérios em que a doença pode desencadear sequelas irreversíveis. Por isso, o ideal é procurar um médico ao observar os primeiros sintomas.
Como atua
O herpes é altamente contagioso, tanto que é uma das doenças mais disseminadas no mundo. "Para se ter uma ideia, a hepatite, por exemplo, acomete 2% da população mundial e a AIDS, menos de 1%. Enquanto o herpes, como já dissemos, afeta 90%", afirma Lupi. Segundo uma pesquisa realizada pelo dermatologista, com crianças de até 12 anos, 50% delas já continham o vírus. "Isso mostra como o herpes labial é mais facilmente disseminado na infância, quando as crianças costumam levar objetos à boca e dividir copos e talheres", afirma. Já o herpes genital tem maior incidência de contágio na adolescência, quando há início da vida sexual.
Depois da primeira exposição ao vírus, ocorre um período de incubação que dura cerca de três a sete dias.
Durante esse espaço de tempo, não existem sintomas, e o vírus não pode ser transmitido para outras pessoas.
Depois da primeira exposição ao vírus, ocorre um período de incubação que dura cerca de três a sete dias
"A transmissão ocorre quando uma pessoa com o herpes manifestado encosta na pele de outra - seja o herpes labial ou genital. No caso do labial, o contato é ainda mais fácil, ao usar os mesmos copos e talheres ou beijar. O herpes genital é mais comumente passado por meio de relações sexuais", diz Luis Fernando Aranha Camargo, infectologista do Hospital Albert Einstein de São Paulo.
Uma vez em contato com o vírus, a pessoa passa a ser portadora, e não há cura. O vírus entra pela pele e se aloja em uma estrutura nervosa chamada gânglio paravertebral. Embora em algumas pessoas as bolhas e a infecção ocorram sempre na mesma região, não é possível sanar a doença fazendo nenhum tipo de intervenção ou cirurgia local. "Por mais que o herpes se manifeste sempre no mesmo local do lábio, por exemplo, não adianta fazer uma cirurgia local de retirada das bolhas que se formam, porque a causa viral não está alojada ali, mas no sistema nervoso", explica Lupi.
Para a maioria das pessoas o vírus só será incômodo uma vez, ficando adormecido. Para 10% das pessoas que contêm o herpes, sua manifestação é eventual, pois elas não possuem um sistema imune eficiente para esse vírus específico. Lupi diz que "isso não significa que as pessoas tenham um sistema imune ruim como um todo, mas que para o herpes, em específico, o organismo não consegue reagir para combatê-lo". Apesar de não ter cura, é possível perceber os primeiros sinais da manifestação da doença e anulá-la antes do aparecimento das bolhas.
Principais sintomas
"Normalmente a pessoa que tem o herpes labial sente um discreto ardor, prurido (coceira) poucas horas antes de surgirem as lesões características do herpes, que são as vesículas (pequenas bolhas) agrupadas, com inchaço e vermelhidão por baixo. Essas bolhas podem infectar e apresentar pus, que depois se rompem e formam pequenas feridas", descreve a dermatologista Alexandra Bononi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Americana de Dermatologia. Além desses sintomas mais comuns, em alguns casos também há queixas de mal-estar, febre e desconforto.
A única maneira de evitar o contágio é não entrar em contato com lesões evidentes
Depois dos primeiros sinais de coceiras, ardências ou fisgadas, costumam passar de 6 a 12 horas antes que as bolhas surjam, se rompam e causem as lesões. Por isso, é possível evitar os machucados ao sentir os primeiros sinais. "Varia de pessoa para pessoa, mas algumas conseguem perceber os sinais de que o herpes está se manifestando, e é aí que o medicamento tópico ou oral deve ser utilizado para anular as lesões", conta Lupi.
Entenda melhor como o vírus se propaga
Se você nunca teve herpes, provavelmente já viu alguém com os sintomas do vírus. Trata-se de uma doença infecciosa muito contagiosa, geralmente benigna, causada por dois vírus da família dos Herpesviridae. O tipo 1 é conhecido comumente como herpes labial e o tipo 2, como genital, ambos são chamados de herpes simples. Existem pelo menos mais seis tipos de vírus que também são chamados de herpes, mas que apresentam diferentes sintomas e tratamentos.
Uma dessas doenças é causada pelo vírus Varicela-herpes-zoster, que a gente conhece melhor com o nome de catapora. Além do nome em comum, o herpes labial e genital tem outra questão similar à catapora: uma vez que o vírus se instala e se manifesta, nosso corpo combate seus sintomas, mas ele fica alojado em nosso organismo, de forma inativa. Ou seja, passamos a vida com o vírus, mas só desenvolvemos seus sintomas uma única vez. É assim com a maioria das pessoas que tem herpes labial e genital.
Segundo o dermatologista Omar Lupi, professor do curso de Imunologia e Alergia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e chefe do Serviço de Dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, "cerca de 90% da população mundial possui o vírus do herpes. Desses, somente 10% não têm uma imunidade eficiente para a doença, e por isso ela volta a se manifestar de tempos em tempos". O espaçamento entre uma manifestação e outra varia, mas, em média, ocorre de quatro a seis vezes por ano.
Embora o herpes se manifeste geralmente nos lábios ou na região genital, em alguns casos pode ocorrer no nariz, olhos, bochecha, nádegas e coxa. Há casos mais sérios em que a doença pode desencadear sequelas irreversíveis. Por isso, o ideal é procurar um médico ao observar os primeiros sintomas.
Como atua
O herpes é altamente contagioso, tanto que é uma das doenças mais disseminadas no mundo. "Para se ter uma ideia, a hepatite, por exemplo, acomete 2% da população mundial e a AIDS, menos de 1%. Enquanto o herpes, como já dissemos, afeta 90%", afirma Lupi. Segundo uma pesquisa realizada pelo dermatologista, com crianças de até 12 anos, 50% delas já continham o vírus. "Isso mostra como o herpes labial é mais facilmente disseminado na infância, quando as crianças costumam levar objetos à boca e dividir copos e talheres", afirma. Já o herpes genital tem maior incidência de contágio na adolescência, quando há início da vida sexual.
Depois da primeira exposição ao vírus, ocorre um período de incubação que dura cerca de três a sete dias.
Durante esse espaço de tempo, não existem sintomas, e o vírus não pode ser transmitido para outras pessoas.
Depois da primeira exposição ao vírus, ocorre um período de incubação que dura cerca de três a sete dias
"A transmissão ocorre quando uma pessoa com o herpes manifestado encosta na pele de outra - seja o herpes labial ou genital. No caso do labial, o contato é ainda mais fácil, ao usar os mesmos copos e talheres ou beijar. O herpes genital é mais comumente passado por meio de relações sexuais", diz Luis Fernando Aranha Camargo, infectologista do Hospital Albert Einstein de São Paulo.
Uma vez em contato com o vírus, a pessoa passa a ser portadora, e não há cura. O vírus entra pela pele e se aloja em uma estrutura nervosa chamada gânglio paravertebral. Embora em algumas pessoas as bolhas e a infecção ocorram sempre na mesma região, não é possível sanar a doença fazendo nenhum tipo de intervenção ou cirurgia local. "Por mais que o herpes se manifeste sempre no mesmo local do lábio, por exemplo, não adianta fazer uma cirurgia local de retirada das bolhas que se formam, porque a causa viral não está alojada ali, mas no sistema nervoso", explica Lupi.
Para a maioria das pessoas o vírus só será incômodo uma vez, ficando adormecido. Para 10% das pessoas que contêm o herpes, sua manifestação é eventual, pois elas não possuem um sistema imune eficiente para esse vírus específico. Lupi diz que "isso não significa que as pessoas tenham um sistema imune ruim como um todo, mas que para o herpes, em específico, o organismo não consegue reagir para combatê-lo". Apesar de não ter cura, é possível perceber os primeiros sinais da manifestação da doença e anulá-la antes do aparecimento das bolhas.
Principais sintomas
"Normalmente a pessoa que tem o herpes labial sente um discreto ardor, prurido (coceira) poucas horas antes de surgirem as lesões características do herpes, que são as vesículas (pequenas bolhas) agrupadas, com inchaço e vermelhidão por baixo. Essas bolhas podem infectar e apresentar pus, que depois se rompem e formam pequenas feridas", descreve a dermatologista Alexandra Bononi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Americana de Dermatologia. Além desses sintomas mais comuns, em alguns casos também há queixas de mal-estar, febre e desconforto.
A única maneira de evitar o contágio é não entrar em contato com lesões evidentes
Depois dos primeiros sinais de coceiras, ardências ou fisgadas, costumam passar de 6 a 12 horas antes que as bolhas surjam, se rompam e causem as lesões. Por isso, é possível evitar os machucados ao sentir os primeiros sinais. "Varia de pessoa para pessoa, mas algumas conseguem perceber os sinais de que o herpes está se manifestando, e é aí que o medicamento tópico ou oral deve ser utilizado para anular as lesões", conta Lupi.
Entenda melhor como o vírus se propaga

Fatores desencadeantes
Uma vez com o vírus, cada pessoa deve ficar atenta para perceber quais os fatores que desencadeiam o processo do herpes. "Os mais comuns são a queda de imunidade, traumas, cansaço, estresse, exposição ao sol ou ao frio intenso e tensão emocional", afirma Alexandra.
Por isso, para as pessoas com herpes que programaram viagens para o final do ano, se estão indo para a praia ou para a montanha, é importante ficarem atentas aos primeiros sinais de manifestação do vírus para utilizar a medicação apropriada e evitar as lesões. Pois, assim é possível evitar o desenvolvimento desagradável das bolhas e inflamações.
De maneira geral, é importante cuidar do sistema imunológico e procurar se hidratar e se alimentar bem, mesmo fora da rotina e nas festas de final de ano, quando costumamos exagerar nos alimentos, bebidas e poucas horas de sono.
Diagnóstico
Nos casos típicos, é suficiente o exame clínico, pois os sinais costumam ser característicos e reconhecidos rapidamente pelo médico habilitado. "Em situações especiais, pode ser necessária a identificação do vírus por meio do exame citológico da lesão ou mesmo a comprovação laboratorial de outros órgãos atingidos", conta Alexandra.
Quando é necessária uma confirmação mais precisa, o médico pode colher material das bolhas para isolar o vírus - este exame é positivo em 50% a 80% dos casos de herpes genital. Existem também alguns exames de sangue que são mais utilizados com finalidade de pesquisas, pois indicam apenas se a pessoa possui ou não o vírus, mas não indicam se ela sofrerá uma crise ou se poderá se tornar contagiosa.
Como tratar
A única maneira de evitar o contágio é não entrar em contato com lesões evidentes. E, como a maioria das doenças virais, o herpes não tem cura. A dermatologista Alexandra alerta que as vacinas existentes ainda não são completamente eficientes.
As medicações orais mais utilizadas para evitar as lesões são aciclovir, famciclovir e valaciclovir. Esses remédios evitam a multiplicação do vírus e diminuem o tempo de duração das crises. Quando há lesões, é preciso ter cuidado para não espalhar o vírus de uma parte do corpo para outra. "O ideal é evitar tocar os olhos ou a boca depois de encostar nas bolhas. Lavar as mãos com frequência também ajuda", orienta Camargo. No caso do herpes genital, para evitar o contágio é fundamental o uso de preservativos.
Uma vez com o vírus, cada pessoa deve ficar atenta para perceber quais os fatores que desencadeiam o seu processo
O dermatologista Lupi acredita que é possível ter um controle sobre as manifestações da doença e cuidar para que não surjam lesões. O infectologista Camargo diz que a maioria das pessoas não tem esse discernimento e, por isso, não conseguem evitar os sintomas incômodos. "Nos casos em que a manifestação do herpes se torna mais frequente, é possível fazer um tratamento de prevenção com remédio antiviral por tempo prolongado", diz Camargo.
Para atenuar os sintomas do herpes, além dos medicamentos, Lupi sugere algumas modificações na dieta alimentar. "O vírus do herpes tem uma estrutura simples, é uma proteína que protege o material nucleico do vírus. Essa cápsula, no caso do herpes especificamente, é composta majoritariamente de um tipo de aminoácido que também é encontrado em certos alimentos - quanto mais forem ingeridos, mais vão fortalecer o vírus", explica. O ideal é diminuir o consumo de chocolate, principalmente os mais amargos, além de frutas como abacaxi, quiuí e sementes oleosas - amendoim, castanha, pistache e avelã.
Não confunda os tipos de herpes!
Nem tudo que é chamado de herpes significa a mesma doença. O dermatologista Omar Lupi explica que existem pelo menos oito tipos de doenças virais que levam o nome de herpes. As mais comuns são causadas pelo vírus Herpesvirus hominis, dos tipos 1 e 2. Com sintomas parecidos (ver Box 2), o herpes do tipo 1 é também chamado de labial, mas pode se manifestar em outras áreas próximas como bochecha, nariz e olhos. O tipo 2 é o herpes genital, que, além de ocorrer nos órgãos reprodutivos, também pode se manifestar na coxa e nádegas. Outro herpes comum é causado pelo vírus Varicela-herpes- zoster, que é o causador da varicela, comumente conhecida como catapora. "Este vírus infecta o homem em geral na infância e depois migra para os nervos periféricos até os gânglios e neste local podem ficar em latência - como se estivesse adormecido - a vida toda. Quando a pessoa tem um quadro de queda de imunidade, o vírus volta para a pele, causando as bolhas e vesículas", explica Alexandra Bononi. Os demais tipos são mais raros e apresentam sintomas.
Dicas do especialista
Apesar de não ter cura, é possível minimizar os efeitos do herpes com medicamentos tópicos e orais. Se perceber alguns dos sintomas abaixo, o ideal é procurar um médico para confirmar o diagnóstico e orientar para evitar as lesões que o vírus causa. Geralmente os sinais do vírus aparecem na seguinte ordem:
● ardência ou coceira na região labial ou genital
● vermelhidão
● inchaço da região
● pequenas bolhas agrupadas
● rompimento das bolhas e inflamação local variados
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/104/herpes-sem-traumas-mais-comum-do-que-se-imagina-242743-1.asp
Uma vez com o vírus, cada pessoa deve ficar atenta para perceber quais os fatores que desencadeiam o processo do herpes. "Os mais comuns são a queda de imunidade, traumas, cansaço, estresse, exposição ao sol ou ao frio intenso e tensão emocional", afirma Alexandra.
Por isso, para as pessoas com herpes que programaram viagens para o final do ano, se estão indo para a praia ou para a montanha, é importante ficarem atentas aos primeiros sinais de manifestação do vírus para utilizar a medicação apropriada e evitar as lesões. Pois, assim é possível evitar o desenvolvimento desagradável das bolhas e inflamações.
De maneira geral, é importante cuidar do sistema imunológico e procurar se hidratar e se alimentar bem, mesmo fora da rotina e nas festas de final de ano, quando costumamos exagerar nos alimentos, bebidas e poucas horas de sono.
Diagnóstico
Nos casos típicos, é suficiente o exame clínico, pois os sinais costumam ser característicos e reconhecidos rapidamente pelo médico habilitado. "Em situações especiais, pode ser necessária a identificação do vírus por meio do exame citológico da lesão ou mesmo a comprovação laboratorial de outros órgãos atingidos", conta Alexandra.
Quando é necessária uma confirmação mais precisa, o médico pode colher material das bolhas para isolar o vírus - este exame é positivo em 50% a 80% dos casos de herpes genital. Existem também alguns exames de sangue que são mais utilizados com finalidade de pesquisas, pois indicam apenas se a pessoa possui ou não o vírus, mas não indicam se ela sofrerá uma crise ou se poderá se tornar contagiosa.
Como tratar
A única maneira de evitar o contágio é não entrar em contato com lesões evidentes. E, como a maioria das doenças virais, o herpes não tem cura. A dermatologista Alexandra alerta que as vacinas existentes ainda não são completamente eficientes.
As medicações orais mais utilizadas para evitar as lesões são aciclovir, famciclovir e valaciclovir. Esses remédios evitam a multiplicação do vírus e diminuem o tempo de duração das crises. Quando há lesões, é preciso ter cuidado para não espalhar o vírus de uma parte do corpo para outra. "O ideal é evitar tocar os olhos ou a boca depois de encostar nas bolhas. Lavar as mãos com frequência também ajuda", orienta Camargo. No caso do herpes genital, para evitar o contágio é fundamental o uso de preservativos.
Uma vez com o vírus, cada pessoa deve ficar atenta para perceber quais os fatores que desencadeiam o seu processo
O dermatologista Lupi acredita que é possível ter um controle sobre as manifestações da doença e cuidar para que não surjam lesões. O infectologista Camargo diz que a maioria das pessoas não tem esse discernimento e, por isso, não conseguem evitar os sintomas incômodos. "Nos casos em que a manifestação do herpes se torna mais frequente, é possível fazer um tratamento de prevenção com remédio antiviral por tempo prolongado", diz Camargo.
Para atenuar os sintomas do herpes, além dos medicamentos, Lupi sugere algumas modificações na dieta alimentar. "O vírus do herpes tem uma estrutura simples, é uma proteína que protege o material nucleico do vírus. Essa cápsula, no caso do herpes especificamente, é composta majoritariamente de um tipo de aminoácido que também é encontrado em certos alimentos - quanto mais forem ingeridos, mais vão fortalecer o vírus", explica. O ideal é diminuir o consumo de chocolate, principalmente os mais amargos, além de frutas como abacaxi, quiuí e sementes oleosas - amendoim, castanha, pistache e avelã.
Não confunda os tipos de herpes!
Nem tudo que é chamado de herpes significa a mesma doença. O dermatologista Omar Lupi explica que existem pelo menos oito tipos de doenças virais que levam o nome de herpes. As mais comuns são causadas pelo vírus Herpesvirus hominis, dos tipos 1 e 2. Com sintomas parecidos (ver Box 2), o herpes do tipo 1 é também chamado de labial, mas pode se manifestar em outras áreas próximas como bochecha, nariz e olhos. O tipo 2 é o herpes genital, que, além de ocorrer nos órgãos reprodutivos, também pode se manifestar na coxa e nádegas. Outro herpes comum é causado pelo vírus Varicela-herpes- zoster, que é o causador da varicela, comumente conhecida como catapora. "Este vírus infecta o homem em geral na infância e depois migra para os nervos periféricos até os gânglios e neste local podem ficar em latência - como se estivesse adormecido - a vida toda. Quando a pessoa tem um quadro de queda de imunidade, o vírus volta para a pele, causando as bolhas e vesículas", explica Alexandra Bononi. Os demais tipos são mais raros e apresentam sintomas.
Dicas do especialista
Apesar de não ter cura, é possível minimizar os efeitos do herpes com medicamentos tópicos e orais. Se perceber alguns dos sintomas abaixo, o ideal é procurar um médico para confirmar o diagnóstico e orientar para evitar as lesões que o vírus causa. Geralmente os sinais do vírus aparecem na seguinte ordem:
● ardência ou coceira na região labial ou genital
● vermelhidão
● inchaço da região
● pequenas bolhas agrupadas
● rompimento das bolhas e inflamação local variados
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/104/herpes-sem-traumas-mais-comum-do-que-se-imagina-242743-1.asp
Consumo de maconha dobra o risco de acidentes de trânsito
Quem pega no volante até três horas após o consumo de maconha tem duas vezes mais chance de se envolver num acidente. Essa é a conclusão de um estudo publicado hoje pelo prestigiado periódico British Medical Journal.
Pesquisadores canadenses avaliaram nove diferentes estudos que envolveram quase 50 mil pessoas. Essa foi a primeira meta-análise sobre o tema e que conseguiu separar os efeitos da maconha e do álcool de forma independente. Os resultados são consistentes com estudos experimentais que demonstram que o consumo da maconha provoca alterações das capacidades psicomotoras e redução do desempenho em simulações de direção em laboratório.
Apenas conscientizar a população sobre os riscos de acidentes associados ao uso da maconha pode ser insuficiente. Alguns países europeus, Austrália e mais de dez estados americanos implantaram testes de maconha nas estradas que são feitos através de análise da saliva dos condutores. A maioria dessas experiências tem sido de tolerância zero, ou seja, qualquer traço de maconha na saliva já implica em penalização. Até existem propostas para definir níveis considerados toleráveis para a condução de veículos, mas elas ainda não emplacaram.
Testes para maconha podem até ser eficazes, mas ao contrário da experiência com os bafômetros, ainda não há evidências de que esse tipo de ação reduza os índices de acidentes de trânsito. Análises criteriosas de resultados dos governos que já implantaram os testes de saliva devem guiar as decisões de outros países que consideram esse tipo de ação.
Atividade física na terceira idade acarreta inúmeros benefícios
O envelhecimento associa-se à perda da massa muscular esquelética, com redução da força muscular, flexibilidade, débito cardíaco e função pulmonar, mudanças na regulação hormonal e sistema imunológico, redução na densidade óssea e maior prevalência e incidência de sedentarismo.
Sedentarismo em idosos pode ser caracterizado por atividades físicas com duração inferior a 150 minutos por semana. É importante fator de risco para doença arterial coronária (DAC) em idosos, ou seja, formações de placas de gordura (ateromas) nas artérias do coração (aterosclerose). A DAC é a principal causa do infarto do miocárdio (ataque cardíaco).
Alguns estudos demonstram que o risco relativo de DAC atribuível ao sedentarismo é comparável ao risco da hipertensão arterial (pressão alta), dislipidemia (anormalidades do colesterol e suas frações) e tabagismo. É considerado fator de risco para a morte súbita, estando na maioria das vezes associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento de várias doenças, tais como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, ansiedade, depressão, dislipidemia, aterosclerose, doença pulmonar, osteoporose e câncer.
Exercício físico realizado de maneira regular ajuda no controle da hipertensão arterial por redução da resistência arterial periférica, aumenta o HDL-colesterol ("colesterol bom"), reduz obesidade, triglicerídios, propicia melhor controle dos níveis de açúcar no sangue, previne a DAC e diminui a mortalidade.
Além disso, melhora a qualidade do sono, função cognitiva e memória de curto prazo, diminui o grau de depressão, reduz ou atrasa o aparecimento de demência, reduz risco de câncer de cólon, mama, próstata e reto, aumenta densidade óssea e diminui o aparecimento de fraturas de fêmur e vértebras.
Fonte: Gravina CF, Rosa RF, Franken RA, Freitas EV, Liberman A, e colaboradores. Sociedade Brasileira de Cardiologia. II Diretrizes Brasileiras em Cardiogeriatria. Arquivos Brasileiros de Cardiologia - 2010; 95(3 supl.2): 1-112.
Efeito sanfona em obesos pode ser influenciado por alterações cerebrais
O maior obstáculo para o sucesso do tratamento da obesidade é a tendência de recuperar o peso perdido através de dieta e exercício. Existem evidências científicas convincentes que este fato possa ser fruto de alterações do funcionamento neuroendócrino cerebral. O fenômeno de perder e ganhar peso repetidas vezes é chamado de efeito sanfona. Segundo especialistas, as pessoas mais afetadas pelo efeito sanfona são aquelas que buscam emagrecer através de dietas radicais, nas quais há uma grande perda de peso em um curto período de tempo.
Recentemente, um estudo australiano relatou que após uma perda grande de peso, há uma elevação dos níveis do hormônio que regula o apetite, liberado a partir de uma estrutura do cérebro chamada Hipotálamo.Tal fato aumentaria o apetite, tornando tais indivíduos obesos mais propensos a retomar o peso perdido.
Agora um novo estudo liderado pelo Dr. Michael W. Schwartz, professor de medicina na Universidade de Washington, demonstrou que obesidade induzida em roedores e humanos causa mudanças estruturais do Hipotálamo. Esta pequena região do cérebro é responsável pelo controle de inúmeras funções corporais, incluindo o controle do peso corporal.
Há uma crença crescente entre os cientistas que essas alterações estruturais e hormonais que ocorrem no Hipotálamo, na maioria das pessoas obesas, "conspiram" para impedir uma perda de peso permanente.Os mecanismos causais deste processo são cada vez mais objeto de intensa investigação por parte dos neuroendocrinologistas.
Fonte: Journal of Clinical Investigation.
Famílias gastam mais com saúde do que o governo
Pesquisa do IBGE mostra que os brasileiros arcaram com 56,3% dos gastos com saúde entre 2007 e 2009
REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIA BRASIL
Os dados fazem parte da pesquisa Conta Satélite de Saúde, divulgada nesta quarta-feira (18) pelo IBGE. O levantamento traz informações sobre a produção, o consumo e o comércio exterior de bens e serviços relacionados à saúde, além de dados relacionados ao trabalho e à renda nas atividades que geram esses produtos.
De acordo com o estudo, as famílias gastaram, em 2009, R$ 157,1 bilhões em bens e serviços de saúde, enquanto a administração pública desembolsou R$ 123,6 bilhões com o mesmo setor. Já as instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias gastaram R$ 2,9 bilhões (0,1% do PIB). Dessa forma, o consumo de bens e serviços de saúde naquele ano representou 8,8% do PIB total do país, alcançando R$ 283,6 bilhões.
Em 2009, as principais despesas de consumo final das famílias foram com outros serviços relacionados com atenção à saúde, como consultas médicas e odontológicas, exames laboratoriais (36,3% do total) e com medicamentos para uso humano (35,8%).
No caso da administração pública, 66,4% do total foi gasto com saúde pública. As despesas em unidades privadas contratadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) responderam por 10,8% e os medicamentos para distribuição gratuita representaram 5,1% dos gastos.
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/noticia/2012/01/familias-gastam-mais-com-saude-do-que-o-governo.html
Prevenção de doenças cardiovasculares pode ser feita de forma simples
As doenças cardíacas são uma das principais causas de grandes números de mortes em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) são 15 milhões de óbitos anuais devido a doenças dessa categoria.
Os principais fatores de risco são a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo, o colesterol alto, diabetes, estresse e hipertensão arterial. Porém, com cuidados preventivos é possível controlar esses fatores e evitar as doenças do coração. São atitudes simples que causam mudanças no dia a dia, proporcionando maior bem estar e melhorias no quadro geral de saúde da pessoa.
O primeiro passo é o controle da alimentação. Comidas gordurosas e carnes vermelhas podem ser deliciosas, mas para quem quer manter a boa saúde cardíaca ou recuperar danos causados por maus hábitos, a força de vontade tem que ser mais forte. Carnes brancas, verduras, legumes e azeite são exemplos de alimentos que devem estar presentes na dieta.
Outro ponto importante é a atividade física. O sedentarismo deve ser abandonado e o paciente deve procurar um médico que o ajude a planejar uma rotina de exercícios regular. A prática de atividades traz diversos benefícios para o corpo e ajuda no controle do estresse. Hábitos como o tabagismo e o consumo exagerado de álcool também devem ser exterminados.
Quem sofre de condições como hipertensão ou colesterol alto deve ser ainda mais cuidadoso, assim como pessoas que têm histórico de doenças cardíacas na família. Esses indivíduos devem consultar cardiologistas regularmente e estarem ainda mais atentos aos fatores de risco.
Os cuidados preventivos das doenças cardiovasculares funcionam também como forma de prevenção de diversas outras condições. Esteja sempre atento aos sinais do seu corpo, consultando um médico sempre que houver a suspeita de que algo está errado no seu organismo. O quanto mais cedo o diagnóstico da doença for feito, mais fácil será o tratamento e maiores serão as chances de recuperação.
Assaduras em bebês
A dermatite das fraldas ou assadura é a dermatite mais comum da infância, com prevalência de até 35% nos primeiros 2 anos de vida, triplicando em bebês com diarréia. Bebês em fase de aleitamento apresentam uma incidência ligeiramente menor, possivelmente devido à natureza menos ácida de sua urina e fezes. Alguns estudos calculam que a dermatite das fraldas seja responsável por cerca de 20% das consultas ao Pediatra".
O termo dermatite das fraldas (DF) é utilizado para descrever diversas alterações inflamatórias da pele que podem ocorrer na área coberta pelas fraldas. As assaduras se caracterizam por vermelhidões nas nádegas, coxas e região genital do bebê e já tiraram o sono de muitas mães. Podem se relacionar direta ou indiretamente às fraldas em si, alergia ao sabão usado para lava -las, sapinho (ou miliária), ou infecção bacteriana da pele.
Em boa parte das crianças, não é possível determinar a exata etiologia das assaduras. A alteração pode resultar de uma combinação de fatores que têm inicio com a exposição prolongada às secreções (fezes e urina) contidas nas fraldas.
O diagnóstico é essencialmente clínico. É importante registrar o início, a duração e os sintomas associados às assaduras. Antecedentes recentes como diarréia e uso de antibióticos assim como o tipo de fralda mais utilizado, também devem ser pesquisados.
A assadura comum, a miliária (aparece quando o bebê é agasalhado em excesso) e o intertrigo (ocorre quando as dobrinhas do bebê não são secas com cuidado, desenvolvendo uma irritação local, principalmente em pescoço, dobras de braços e dobras das coxas) em geral ocorrem após um episódio de diarréia e são exacerbados pelo uso de sabonetes. As margens da vermelhidão são pouco definidas. Algumas crianças podem apresentar elevações da pele e até mesmo bolhas superficiais. O quadro em geral desaparece cerca de 3 dias após o início de cuidados higiênicos mais diligentes.
Deve-se suspeitar de dermatite por Candida ou monilíase (conhecido popularmente como sapinho, que também pode acometer os genitais) naqueles pacientes cuja vermelhidão dura mais de 3 dias, apesar dos cuidados apropriados. Além disso, o rash da Candida é mais doloroso, provocando choro quando a criança urina, defeca e à troca das fraldas. Em alguns pacientes, existe relato de antibioticoterapia prévia recente. A assadura, embora irrite muito a pele e deixe toda a região avermelhada, é facilmente distinguível, para o médico, da monilíase, já que está última também apresenta lesões chamadas de "satélites" que são pontinhos separadas da grande região avermelhada central.
Quando concomitantemente o bebê apresenta sapinho na mucosa da boca, torna-se mais fácil o diagnóstico de monilíase, já que estes dois tipos de acometimento geralmente aparecem associados.
A assadura, secundária à infecção bacteriana, costuma estar associada à febre, drenagem purulenta e ínguas. É pouco freqüente e se instala sempre depois de um quadro muito prolongado de assadura, sem nenhum tratamento e também naquelas crianças que têm baixa de resistência.
A dermatite atópica costuma apresentar coceira intensa. Ao exame físico, observa-se lesão avermelhada e de limites pouco definidos. A pele pode ser apresentar muito ressecada nos casos mais crônicos.
O diagnóstico clínico de escabiose ou sarna, freqüentemente não representa um desafio. As lesões vesiculares típicas possuem inicio abrupto, coçam muito e em geral existe uma história de contato com pessoas contaminadas.
Inicialmente deve-se intensificar os cuidados higiênicos (p.ex: aumentar a freqüência da troca de fraldas, manter a região o mais seca possível, preferir fraldas descartáveis superabsorventes e mais folgadas, deixar a região descoberta e exposta o máximo de tempo possível ao longo do dia, etc).
Outro cuidado recomendado é com a lavagem das roupas do bebê, que devem ser enxaguadas diversas vezes para não deixar nada de sabão. O sabão preferido para fraldas e roupas é o sabão de coco, por ser mais neutro. Amaciantes podem ser usados em pequena quantidade, se tiverem pouco perfume e o bebê não apresentar alergia a eles.
Para minimizar o contato da urina e das fezes com a pele, podem ser empregados cremes de barreira (p.ex: pasta de óxido de zinco, aplicada no local pelo menos 4 vezes ao dia). Em alguns poucos casos, pode-se empregar cremes à base de corticóides, mas nunca por mais de duas semanas e sempre com indicação médica.
Havendo suspeita de candidíase, indica-se pomadas à base de nistatina, miconazol ou cetoconazol. Estas pomadas devem ser aplicadas na área de dermatite, a cada troca de fraldas. Caso o bebê apresente também sapinho na boca, este deve ser concomitantemente tratado com nistatina ou outros antifúngicos locais.
Para infecções bacterianas leves, indica-se agentes tópicos (p.ex: bacitracina). Infecções mais severas podem ser tratados com antibióticos de amplo espectro.
A dermatite das fraldas em geral é fácil de ser diagnosticada e tratada, mas deve-se sempre ter em mente alguns diagnósticos diferenciais importantes para não incorrer em equívocos. A maioria dos casos resolve completamente após alguns dias, com a melhora da higiene local. A candidíase pode consumir várias semanas de tratamento, para observar algum progresso nos pacientes com candidíase.
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